Lesados do cartel dos camiões têm direito a €470 milhões

Ao longo de 2016 e 2017, o “cartel dos camiões” foi condenado a pagar €3,8 mil milhões de coimas por violação das regras da concorrência

Empresas portuguesas que compraram camiões novos entre 1997 e 2011 devem reclamar o dinheiro que pagaram a mais pelas suas viaturas o quanto antes

As empresas portuguesas que, entre 1997 e 2011, tenham comprado camiões novos à DAF, Daimler, Iveco, MAN, Scania ou Volvo/Renault podem reclamar um total de €470 milhões em indemnizações a este “cartel dos camiões”, já identificado e castigado pela Comissão Europeia.

A estimativa é da P2P — Consultores de Gestão, uma das entidades que está a desenvolver estudos económico-financeiros personalizados aos lesados que queiram quantificar e reclamar o dinheiro que pagaram a mais pelas suas viaturas.

Recorde-se que, ao longo de 2016 e 2017, o “cartel dos camiões” foi condenado pela Comissão Europeia ao pagamento de €3,8 mil milhões de coimas por violação das regras da concorrência. A Daimler teve o pior castigo, no valor de €1009 milhões, enquanto a MAN evitou uma coima de €1200 milhões por ter denunciado a existência do cartel.

Estes seis fabricantes — que representam nove em cada dez camiões vendidos na Europa — foram castigados por terem combinado aumentos de preços, entre si, ao longo de 14 anos. Além das coimas, são agora obrigados a pagar indemnizações aos consumidores europeus que reclamarem atempadamente.

O presidente da Direção Nacional da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), Gustavo Duarte, confirmou ao Expresso que há várias consultoras e escritórios de advogados que podem apoiar os lesados em Portugal na reclamação junto dos fabricantes. E acredita: “São poucas as empresas portuguesas que não vão pedir uma indemnização ao cartel dos camiões.”

COMO RECLAMAR?

A P2P — Consultores de Gestão é uma dessas consultoras que está a apoiar empresas portuguesas a reclamar o dinheiro que pagaram a mais pelos camiões comprados entre 1997 e 2011.

O seu administrador, Paulo Moura Castro, explica que a reclamação pode ser feita por via judicial ou extrajudicial, negociando diretamente com o fabricante. Para o efeito, a empresa lesada terá de fazer prova da titularidade dos camiões adquiridos, bem como apresentar um estudo económico-financeiro a quantificar os danos que, no seu caso concreto, sofreu devido ao “cartel dos camiões”.

Segundo o modelo econométrico que o professor de Economia da Universidade do Minho João Cerejeira desenvolveu para a P2P fazer estes estudos económico-financeiros personalizados, as empresas portuguesas terão pago cerca de 16% a mais pelos camiões devido ao cartel.

“O valor foi estimado através de um modelo econométrico que seguiu as recomendações da Comissão Europeia no que diz respeito à quantificação dos danos nas ações de indemnização derivadas de infrações às normas da concorrência. O valor do mark-up foi calculado como sendo o diferencial entre o preço de um veículo pertencente a uma das marcas do cartel, durante o período em que este vigorou, e um veículo comparável de uma outra marca não envolvida no cartel. Foi tida ainda em conta a evolução dos preços dos mercados de referência”, explicou ao Expresso o professor João Cerejeira.

GANHO POTENCIAL DE 16%

Tendo em conta o número de camiões vendidos em Portugal, o seu preço médio de venda e esse adicional de 16% cobrado pelo “cartel dos camiões”, a consultora P2P estima que possa chegar aos €470 milhões o valor global das indemnizações a pagar pelos fabricantes DAF, Daimler, Iveco, MAN, Scania ou Volvo/Renault às empresas portuguesas.

“A informação relativa aos adquirentes dos camiões não é pública, pelo que não temos como saber quantas empresas terão sido lesadas. Sabemos, isso sim, quantos camiões dos fabricantes visados no cartel foram vendidos”, explica Paulo Moura Castro. Recorrendo a dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), este consultor calcula que só entre 2000 e 2010 foram vendidos 54.779 veículos pesados de mercadorias, sendo que 45.906 (84%) pertencem aos fabricantes sancionados.

Paulo Moura Castro admite “que muitas empresas estejam na expectativa de existir mais informação pública sobre eventuais condenações para avançarem com as respetivas reclamações. Este facto pode justificar que o tema tenha, para já, menos notoriedade em Portugal do que em outros países da União Europeia”.

Retirado de expresso

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Profissão? Cheirar modelos da Volvo

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A Volvo tem um departamento dedicado ao estudo da qualidade do ar no habitáculo. Uma das funções dos responsáveis é «cheirar» os quatro cantos do habitáculo.

A Volvo faz porta-estandarte de detalhes que em algumas marcas são relegados para segundo plano. Um deles é a qualidade do ar. Para o efeito criou uma equipa, a Volvo Cars Nose Team – que em bom português significa algo como «equipa do cheiro».

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A função desta equipa é mesmo essa: cheirar. Cheirar tudo! Cheirar os materiais, os cantos e os recantos dos modelos suecos e decidir onde é que o odor dos materiais é intenso, desagradável ou incomodativo. Tudo para que a sensação de enjoo que alguns de nós conhece ao entrar em determinados modelos não aconteça nos modelos da marca.

Esta equipa tem ainda outra função muito importante, definir o cheiro «Volvo». É importante para as marcas – e a Volvo não é exceção – que quando os clientes entram nos seus carros identifiquem a marca não só em termos visuais mas também em termos olfativos.

Mas porque o bom ambiente a bordo não é apenas determinado pelos materiais, é preciso que o ar proveniente do exterior chegue nas melhores condições ao habitáculo. Com base neste pressuposto a marca anunciou uma nova geração do sistema Clean Zone no Volvo XC90. Um sistema que faz uso de multi-filtros de grandes dimensões, para filtrar pólen e micro-partículas até 0,4 μm de tamanho – 70% eficiente do que a maioria dos automóveis.

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Um sistema que atua também de forma preventiva, suspendendo o fornecimento de ar ao habitáculo quando os sensores detetam a presença de substâncias nocivas no exterior.

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Volvo desenvolve injeção de diesel adaptável para reduzir consumos

large_147323A Volvo criou um novo injetor de combustível adaptável para motores diesel que é capaz de ajustar a pressão do combustível em cada cilindro. A marca sueca promete que esta tecnologia estará disponível em alguns dos seus modelos no outono.

A nova tecnologia da Volvo chama-se i-ART e utiliza um pequeno computador no topo de cada injetor para monitorizar e controlar a pressão. Além disso, este novo sistema também permite pressões de combustível mais elevadas do que os injetores atuais. Os motores diesel tradicionais têm um único sensor de pressão que só poderia alterar a pressão de todos os injetores. No caso dos injetores do i-ART a pressão de combustível pode ser alterada em cada curso de combustão, algo que a Volvo afirma que vai melhorar o consumo de combustível, emissões e potência dos seus motores a diesel.

“Aumentar a pressão para uns excecionalmente elevados 2500 bar, enquanto acrescentamos a tecnologia i-ART, pode ser descrita como o segundo passo na revolução diesel. É um avanço comparável ao momento em que se inventou o inovador sensor lambda para o catalizador de substituição em 1976. É mais uma estreia mundial para a Volvo”, referiu Derek Crabb, Vice-Presidente de Engenharia de Motores da Volvo Car Group.

Os injetores i-ART vão ser lançados com a nova família de motores diesel da Volvo no outono. Na mesma altura a marca sueca também irá lançar uma nova caixa automática de oito velocidades.

A Volvo está a fazer grandes promessas em relação à nova família de motores. A marca acredita que vão oferecer mais potência do que os atuais motores de seis cilindros e consumos inferiores aos atuais quatro cilindros. Com as versões híbridas, a Volvo acredita que a potência vai aumentar para o nível de um motor V8, mas com um consumo inferior ao de um motor de quatro cilindros.

Fonte: autoviva

Os 10 carros com mais quilómetros

O que é para ti alta quilometragem? 200.000 ou 300.000km no conta-quilómetros?   A maioria dos carros irá provavelmente ficar sem fôlego muito antes de chegarem perto desses valores. Para outros, no entanto, essas distâncias parecem ser o mesmo que uma escapadela de fim de semana para o campo.   O Autoviva andou a investigar os motores que mais trabalharam ao longo de todos os tempos, que andam por aí num entra e sai constante só possível graças ao intenso e carinhoso cuidado que recebem dos seus proprietários. Eis o ranking:

10. BMW 316i Compact

Em 2009, um BMW 316i Compact de 1995 apareceu nos noticiários alemães com uma quilometragem de mais de 500.000 km. Este é um recorde para o motor de 1,6l de 102cv. O dono do carro, Wilfried Bode de Leipzig, faz em média cerca de 150.000 km por ano. Além dos travões e do tubo de escape, o carro não precisou de substituir mais nenhuma peça desde 1995.

9. Volkswagen Golf 1.9 TDi

Roy Dyson no Reino Unido, conduziu o seu Volkswagen Mk.IV Golf S TDI ao longo de mais de 724,204 km em apenas 10 anos. Desde que comprou o carro, Dyson não teve quaisquer problemas mecânicos à exceção de uma falha do alternador logo após o carro ter passado a marca dos 482,803km.

8. Volkswagen Golf GL

Mais um maratonista de Wolfsburg: Hans-Dieter Gehlen conduziu o seu Golf da primeira geração desde 1983 e ao longo de mais de 20 anos e mais de 1 milhão de km. O motor tinha sobrevivido a um acidente que ocorreu pouco antes de alcançar a marca. Com a ajuda de patrocinadores o carro destruído foi restaurado e voltou à estrada para finalmente alcançar a meta de 1 milhão de km em 2003.

7. Honda Civic

Em 2007, um Honda Civic de 1995 foi visto na Craigslist com 1,5 milhões de km cumpridos. O dono assegurava que o carro estava impecável, à exceção de uma luz do painel com um contato solto. Vários peças tinham sido substituídas ao longo do tempo, incluindo a embraiagem, mas o motor era o original. A alta quilometragem foi acumulada em viagens de Atlanta até Seattle e São Francisco.

6. Mercedes-Benz 300 D

A Mercedes é reconhecida pela longevidade dos motores e o Mercedes E 300 D de 1989 que fez 1M de km até 2011 é prova disso. Com uma média de 45.000km por ano, Fritz Weber afirma que o segredo é a manutenção cuidadosa e inspeções regulares. O motor nunca lhe causou problemas, mesmo quando carregou uma caravana nas viagens de férias mais longas.

5. Saab 900

O Saab 900 de 1989 do americano Peter Gilbert chegou à marca de 1 milhão de quilómetros sem grandes dificuldades em 2006. Durante esse período apenas o capot e outras partes menos importantes foram substituídas. O carro está exposto no Museu do Automóvel no estado do Wisconsin.

4. Dodge Ram 3500

Em 2006, um Dodge Ram 3500 terá supostamente atravessado a marca de 1.6 milhões de km no conta-quilómetros. A pickup de 1995 é propriedade de Robert Swan, cujas qualidades para cuidar dos carros lhe renderam um telefonema do CEO da Chrysler Tom LaSorda e um livro.

3. Volkswagen Beetle

Um Volkswagen Beetle de 1963, propriedade de Albert Klein, em Pasadena, na Califórnia disse ter acumulado cerca de 2.320,750 quilómetros até 1993. Só gostávamos era de saber uma coisa: será que ainda está vivo e a chamar a atenção na grande estrada do Pacífico?

2. Mercedes-Benz 240 D

O taxista grego Sachinidis Gregorios percorreu entre 1981 e 2003 mais de 4,6 milhões de km com o seu Mercedes 240 D de 1976. Em 2004, o carro tornou-se parte da coleção do Museu Mercedes-Benz. Não saiu da estrada por desgaste mas porque o governo grego quis renovar a frota de táxis para os Jogos Olímpicos. Portanto, nunca saberemos quantos mais quilómetros poderia ter percorrido.

1. Volvo P1800

O Volvo P1800 de Irvin Gordon é, até hoje, o detentor invicto do recorde, oficialmente comprovado pelo Guiness Book of Records, e conta atualmente com 4.6 milhões de km. O objetivo é alcançar a marca de 4,8 milhões em 2013. Gordon comprou o carro em 1966 e ainda trabalha com o mesmo motor que tinha há 46 anos e percorre mais de 100,000 quilómetros por ano.

Fonte: autoviva

Acrobacia com novos camiões Volvo é sucesso no Youtube

O vídeo da acrobacia com os novos camiões Volvo FH tornou-se um sucesso no Youtube, tendo sido visto por mais de 3,2 milhões de pessoas. O filme apresenta uma mulher a atravessar uma corda entre dois camiões que avançam à máxima velocidade, uma acrobacia nunca antes tentada, nem mesmo em Hollywood. A acrobacia é protagonizada pela equilibrista de slackline norte-americana Faith Dickey – a detentora do recorde mundial de “highlining”, uma modalidade nova que consiste em caminhar numa corda numa altura superior e com o maior comprimento possível.

Fonte: transportesemrevista

Milhares de pessoas no primeiro dia da Automechanika

Com alguma chuva no final do primeiro dia, a Automechanika abriu as portas como a maior feira mundial para o setor de peças e acessórios.

Várias empresas contatadas pela equipa do Jornal das Oficinas, que se encontra desde ontem em Frankfurt para fazer o levantamento deste evento, disseram que esta é a feira onde colocam todas as suas expetativas.

Visitantes e expositores portugueses também são unânimes: a Automechanika continua com muita saúde e este foi o ano em que provou que é o ponto de encontro mundial para este mercado.

Milhares de pessoas passaram já pelos portões da feira. A organização não dispõe dos números de entradas diárias, mas os pavilhões encontravam-se, já hoje, repletos de pessoas.

Fonte: jornaldasoficinas

Volvo com mais de 4.8 Milhões de Quilómetros

Há dias, publiquei um artigo (ver aqui) que fazia referência a esta viatura, Volvo P1800, com sendo a que contava com a maior quilometragem devidamente atestada.

Eis um vídeo com o proprietário da viatura, onde este faz várias considerações a este respeito.

Sem dúvida, uma máquina notável!

ESP já se tornou obrigatório

O sistema de controlo de estabilidade ESP tornou-se obrigatório para todos os veículos novos matriculados nos países da União Europeia a partir do dia 1 de Novembro de 2011.

Esta medida legislativa implica que os carros devem estar equipados de origem com o referido programa electrónico de controlo da estabilidade, um sistema de segurança activa desenvolvido pela Bosch, que evita a perda de controlo do veículo na maior parte das situações em que não há excesso de velocidade.   A obrigatoriedade que agora atinge os ligeiros de passageiros e comerciais ligeiros, irá a partir de 31 de Outubro de 2014 incluir também os veículos industriais e todos os outros veículos novos matriculados na U.E.

Em 2010 já 41% dos ligeiros de passageiros e comerciais ligeiros estavam equipados com sistemas de controlo de estabilidade em todo o Mundo, com essa percentagem a subir para 63% na Europa. O controlo electrónico de estabilidade já é considerado o melhor contributo para a segurança automóvel, logo a seguir aos cintos de segurança, permitindo evitar até 80% dos acidentes provocados por perda de controlo do veículo ou derrapagem. Este sistema foi fabricado pela primeira vez em série pela Bosch, no ano de 1996.

Fonte: jornal das oficinas

Volvo V40 com emissões abaixo de 94 g/km e 3,6 l/100 km

A Volvo está a lançar o V40, um carro desenhado a partir da experiência de milhares de condutores. Motor 1.6 com emissões abaixo das 94 g/km e consumo de 3,6 l/100 km inicia a gama diesel.

A marca deposita grande esperança neste compacto, construído à imagem do consumidor. Um dos seus grandes argumentos provirá do preço: 28.152 euros.

Não vai ser apenas o posicionamento deste produto a trazer novidades dentro da marca. A Volvo quer que este seja o carro de escolha e para isso acrescenta equipamento para ligar o condutor a este modelo. Um novo dispositivo de infotainment na coluna central ou três versões de leitura do painel de instrumentos são alguns desses detalhes.

Por outro lado, o chassis foi desenhado para dar uma experiência de condução ágil e de prazer em guiar o carro. A gama de motores tem toda start-stop e regeneração de energia a partir da travagem, venha o carro equipado com caixa automática ou manual.

Nos motores diesel, o 2.0 de cinco cilindros foi otimizado de forma a gastar e poluir menos, sem perder as suas competências. Com 177 cv e um binário de 400 Nm, consegue uma aceleração 0-100 km/h em 8,3 segundos (com caixa manual). O consumo anunciado é de 4,5 l/100 km e as emissões de 119 g/km com caixa manual, subindo para os 5,3 l/100 km e 139 g/100km com automática. A transmissão será sempre de seis velocidades.

Mas a versão D2 deverá ser a mais apetecível para o mercado empresarial. Com emissões de 94 g/km, o consumo de combustível fica-se pelos 3,6 l/100 km. Neste motor de 1.6 litros, a potência é de 115 cavalos e 285 Nm de binário, que já incluem os 15 Nm conseguidos de sobrealimentação.

Esta versão tem também painéis por baixo da carroçaria que contribuem para um baixo consumo de combustível e redução de emissões. Este motor também pode ser equipado com a transmissão automática de seis velocidades.

Como o V40 foi desenhado a partir da opinião de milhares de consumidores, os detalhes do interior não foram esquecidos. Arrumações para CD’s ou copos e um porta-luvas refrigerado onde cabem duas garrafas fazem parte destes reservatórios desenhados à medida. Os bancos traseiros podem ser deitados numa proporção de 40/60, mas de diversas formas para levar objetos mais longos. O V40 pode ser equipado com um chão extra no compartimento de carga para que fique liso quando estes bancos traseiros são arrumados.

Fonte: fleetmagazine