Volkswagen: apresentada solução para corrigir emissões (o guia completo)

009-750x400

A Volkswagen revelou a solução para resolver o problema criado pela instalação de software malicioso nos modelos com motores diesel EA 189.

A Volkswagen revelou os procedimentos necessários para a resolução do problema criado pelo software malicioso instalado nos motores EA 189. Reunimos a informação disponibilizada pela Volkswagen, de forma a que seja possível esclareceres facilmente as tuas dúvidas.

Motores 1.6 TDI

Tempo de intervenção estimado: menos de 1 hora
Modificação mecânica: Sim
Alteração de software: Sim

As unidades equipadas com motores 1.6 TDI necessitam de um transformador de fluxo ar, que será instalado na parte diateira do sensor de ar. Esta operação auxiliará o nível de mistura entre o ar e o combustível, para uma combustão mais adequada e permitirá uma medição mais eficaz da entrada de ar. Também serão introduzidas mudanças no software da unidade de gestão eletrónica do motor.

Motores 2.0 TDI

Tempo de intervenção estimado: 30 minutos
Modificação mecânica: Não
Alteração de software: Sim

Nos motores 2.0 TDI o procedimento é mais simples: será realizada apenas uma atualização de software de gestão eletrónica.

Motores 1.2 TDI

A solução para os motores 1.2 TDI está a ser preparada e será apresentada, garante a Volkswagen, até ao final do presente mês de novembro. Tudo indica que apenas será necessário realizar uma modificação no software, mas ainda não foi confirmado.

Esta solução abrange modelos da Seat, Skoda e Audi?

Sim. O mesmo procedimento será aplicado aos todos modelos afetados do Grupo Volkswagen, como é o caso dos automóveis Seat, Skoda, Audi e veículos comerciais Volkswagen.

Como se vai processar o recall?

Apesar das alterações em termos de motorização e software serem relativamente rápidas, será disponibilizado um veículo de substituição enquanto a reparação estiver a ser efetuada. A Volkswagen garante que colmatará todas as necessidades de mobilidade do cliente, durante este processo.

O representante da marca de cada país entrará em contacto com os clientes com viaturas afetadas e agendará uma data para a resolução dos problemas.

Quais serão os custos para os clientes?

Nenhuns. A Volkswagen garante que as viaturas afetadas pelo software malicioso serão corrigidas sem custos para os seus clientes.

Prestações e consumos vão sofrer alterações?

A Volkswagen apresenta como objetivos principais desta operação o cumprimento das metas legais de emissões e a manutenção dos valores de potência e consumos. A marca alemã ressalva também que ainda que este seja o objetivo, como as medições oficiais ainda não foram feitas, não é possível confirmar oficialmente que este será o resultado.

Podes consultar aqui o comunicado oficial da Volkswagen.

Retirado de razaoautomovel

Anúncios

Dieselgate: Volkswagen vai assumir os prejuízos fiscais dos Estados

Volkswagen-Touran_27-750x400

No meio de novas acusações e declarações que prometem  expandir os efeitos do Dieselgate, a postura do ‘gigante alemão’ está diferente, para melhor. O Grupo VW vai assumir os prejuízos fiscais dos Estados Unidos com o escândalo das emissões.

Recapitulando os últimos acontecimentos, recordamos que o Grupo Volkswagen assumiu que deliberadamente manipulou os testes de emissões norte-americanos, de modo a conseguir a homologação necessária do motor 2.0 TDI da família EA189. Uma fraude que afectou 11 milhões de motores e obrigará à recolha dos modelos equipados com esta motorização para os colocar de acordo com as emissões de NOx vigentes. Posto isto, vamos às novidades.

Novas acusações

A EPA, a agência governamental americana de protecção ambiental, acusou novamente a Volkswagen sobre o uso de defeat devices, desta feita nos motores 3.0 V6 TDI. Entre os modelos visados conta-se o Volkswagen Touareg, os Audi A6, A7, A8, A8L e Q5, e pela primeira vez a Porsche, que se vê arrastada para o meio da tempestade, com o Cayenne V6 TDI, que também se vende no mercado americano.

A Volkswagen já veio a público refutar tais acusações, ficando subentendido nas declarações do grupo, por um lado, a conformidade legal do software destes motores, e por outro, a necessidade de maior clarificação relativamente a uma das funções desse software, que nas palavras da Volkswagen, não foi adequadamente descrita durante a certificação.

Neste sentido, a Volkswagen afirma que os vários modos que o software permite, um protege o motor em determinadas circunstâncias, mas que o mesmo não altera as emissões. Como medida preventiva (até à clarificação das acusações) a venda dos modelos com este motor pela Volkswagen, Audi e Porsche nos EUA foi, por iniciativa do próprio grupo, suspensa.

A nova administração do Grupo VW não quer cometer os erros do passado, por conseguinte, esta ação está em linha com essa nova postura. Entre outras acções, no seio do Grupo VW decorre uma autêntica auditoria interna, à procura de indícios de práticas menos correctas. E como se costuma dizer, “quem procura, acha”.

Uma dessas auditorias incidiu no motor que sucedeu ao infame EA189, o EA288. Motorização disponível nas cilindradas de 1.6 e 2 litros, inicialmente obrigado apenas a cumprir a EU5 e que estava, igualmente, na lista de suspeitos por derivar do EA189. De acordo com as conclusões da investigação pela Volkswagen, os motores EA288 foram definitivamente ilibados de possuírem tal dispositivo. Mas…

Investigação interna adiciona 800 mil motores ao crescente escândalo

… apesar do EA288 ter sido ilibado do eventual uso de um software malicioso, as investigações internas (levadas a cabo pelo próprio grupo) vieram pôr a descoberto “inconsistências”   nas nas   emissões de CO2 de mais 800 mil motores onde não só os motores EA288 estão incluídos, como acrescenta um propulsor a gasolina ao problema, nomeadamente o 1.4 TSI ACT, que permite a desactivação de dois dos cilindros em certas circunstâncias para redução de consumos.

VW_Polo_BlueGT_2014_1-750x497

Num artigo anterior sobre o dieselgate esclareci toda uma mixórdia de temáticas, e, correctamente, separámos as emissões de NOx das emissões de CO2. Os novos factos conhecidos obrigam, pela primeira vez, a trazer o CO2 para a discussão. Porquê? Porque os 800 mil motores adicionais afectados não possuem software manipulador, mas a Volkswagen declarou que os valores de CO2 anunciados, e consequentemente, de consumos, foram fixados num valor abaixo do que deveria durante o processo de certificação.

Mas os valores anunciados de consumos e emissões eram para levar a sério?

O sistema de homologação europeu NEDC (New European Driving Cycle) está desactualizado imutável desde 1997 e apresenta inúmeras lacunas, oportunamente aproveitadas pela generalidade dos construtores, gerando discrepâncias cada vez maiores entre os valores de consumo e emissões de CO2 anunciados e os valores reais, no entanto devemos levar este sistema em consideração.

Não podemos olhar para o NEDC como indicador fiável dos consumos e das emissões reais (porque não é…), mas devemos olhar para ele como uma base de comparação sólida entre todos   os   automóveis, pois todos eles respeitam o sistema de homologação, por muito defeituoso que seja. O que nos leva às declarações da Volkswagen, onde, apesar das óbvias limitações do NEDC, esta afirma que os valores anunciados são 10 a 15% inferiores àqueles que deveriam ter sido realmente anunciados.

Efeito Matthias Müller? Volkswagen assume os prejuízos fiscais decorrentes do Dieselgate.

É de saudar a iniciativa de anunciar, sem demora, a revelação destes novos dados, através do novo presidente da Volkswagen, Matthias Müller. O processo de implementação de uma nova cultura empresarial de transparência e mais descentralizada vai trazer dores num futuro próximo. Mas é preferível assim. Mais vale esta postura, do que varrer tudo para “debaixo do tapete”, numa fase de exaustivo escrutínio de todo o grupo. Já está prometida, claro está, a solução deste novo problema, tendo sido já colocados de parte 2 mil de milhões de euros adicionais para o resolver.

Por outro lado, esta nova informação tem vastas implicações legais e económicas que ainda necessita de mais tempo para ser totalmente compreendida e esclarecida, com a Volkswagen a tomar a iniciativa de um diálogo com as respectivas entidades de certificação. Será que com o decorrer das investigações vai haver mais surpresas?

matthias_muller_2015_1-750x484

No que respeita a implicações económicas, é fundamental referir que as emissões de CO2 são tributadas, e como tal, reflectindo as emissões inferiores anunciadas, também as taxas tributadas aos modelos com estes motores são inferiores. Ainda é cedo para perceber a totalidade das consequências, mas o ressarcimento da diferença dos valores tributados nos diversos estados europeus está na agenda.

Matthias Müller, na última sexta-feira, enviou uma carta aos diversos ministros das Finança da União Europeia pedindo que os Estados cobrassem ao grupo Volkswagen a diferença dos valores em falta e não aos consumidores.

Nesse sentido, o governo alemão, através do seu ministro de transportes Alexander Dobrindt, já tinha anteriormente anunciado que voltaria a testar e certificar todos os modelos actuais do grupo, nomeadamente, Volkswagen, Audi, Seat e Skoda, para determinar as emissões de NOx e agora também CO2, à luz dos últimos factos.

A procissão ainda vai no adro e a dimensão e amplitude do Dieselgate é difícil de contemplar. Não só no plano financeiro, mas também no futuro do grupo Volkswagen como um todo. As repercussões são vastas e estender-se-ão no tempo, afectando toda a indústria, onde as revisões planeadas para o futuro teste de homologações WLTP (Worldwide harmonized Light vehicles Test Procedures) poderão tornar a tarefa de cumprir as futuras normas de emissões mais difíceis e onerosas de alcançar.

Veremos…

Retirado de razão automóvel

 

 

 

Ghosn: “Escândalo da VW penaliza todos os fabricantes”

Carlos-Ghosn-Frankfurt-9-10-13-1024x683

O CEO da Aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, acredita que o escândalo da Volkswagen é um desafio para todas as outras marcas uma vez que a confiança no setor é posta em causa, nomeadamente em grupos que já falharam anteriormente como o caso da General Motors e os seus problemas nas ignições.

“Toda a indústria deve estar de mente aberta e predisposta a responder a qualquer questão que surja”, explica o representante em comunicado. “Contudo, não acredito que a Volkswagen, a nível interno, não soubesse. É preciso ser muito perspicaz para esconder tal coisa”, concluiu.

Recorde-se que Volkswagen está envolvida numa enorme polémica devido à descoberta de um software instalado em automóveis norte-americanos que adulterava os valores das emissões de NOx para a atmosfera. Um escândalo que atualmente poderá obrigar a que todas as outras marcas sejam vistas “a pente fino”, após vários pedidos de grupos e partidos ambientalistas assim como do próprio parlamento europeu.

Retirado de automonitor

Volkswagen pondera criação de uma submarca low-cost com preços até 10 mil euros

Impulsionada pelo sucesso de projectos como o da Renault, com a Dacia, a Volkswagen prepara-se para seguir os passos do construtor francês e, a exemplo também da Nissan, que quer fazer regressar a Datsun, lançar uma marca low-cost.

A notícia foi avançada pelo site Automotive News Europe, que, citando fontes do Grupo Volkswagen, fala do interesse do construtor germânico em possuir uma marca através da qual pudesse comercializar, nos mercados ditos emergentes e até mesmo em alguns países europeus de menor capacidade financeira, veículos com preços entre os 5.000 e 10.000 euros.

Esta submarca contaria, de resto, não apenas com um único modelo, mas com uma gama, da qual fariam parte uma berlina de quatro portas, uma carrinha e um pequeno MPV.

Ainda de acordo com a revista alemã Auto Bild, estes veículos teriam como base gerações anteriores de modelos Volkswagen (motores e transmissões) e não disporiam de qualquer equipamento adicional, como airbags, para assim manter baixos os preços de venda ao público.

Contudo, no caso dos airbags, tal solução só poderia ser colocada em prática nos mercados emergentes, já que, na Europa, estes sistemas de segurança são obrigatórios.

Fonte: diariodigital

Milhares de pessoas no primeiro dia da Automechanika

Com alguma chuva no final do primeiro dia, a Automechanika abriu as portas como a maior feira mundial para o setor de peças e acessórios.

Várias empresas contatadas pela equipa do Jornal das Oficinas, que se encontra desde ontem em Frankfurt para fazer o levantamento deste evento, disseram que esta é a feira onde colocam todas as suas expetativas.

Visitantes e expositores portugueses também são unânimes: a Automechanika continua com muita saúde e este foi o ano em que provou que é o ponto de encontro mundial para este mercado.

Milhares de pessoas passaram já pelos portões da feira. A organização não dispõe dos números de entradas diárias, mas os pavilhões encontravam-se, já hoje, repletos de pessoas.

Fonte: jornaldasoficinas