LeasePlan lança guia online sobre renting automóvel

Quem tem carro, seja para uso pessoal ou profissional, conhece bem as contas que tem de fazer: às prestações do crédito somam-se impostos, seguros e manutenções pontuais que absorvem uma grande fatia do orçamento.

O renting permite a mesma mobilidade de quem tem carro, mas por um custo mensal fixo inclui todos os serviços que libertam o cliente de preocupações e imprevistos: manutenções, pneus, impostos, seguro, assistência em viagem, entre outros. A “Escola do Renting” irá permitir a todos os consumidores comparar custos para que possam optar pela modalidade de financiamento mais competitiva.

A LeasePlan, líder nacional em renting e soluções de mobilidade, acaba de lançar “A Escola do Renting” – https://escoladorenting.pt/ – um site que disponibiliza conteúdos didáticos e um simulador comparativo, para que as PME e Particulares fiquem a conhecer em que situações é mais vantajoso optar pelo renting automóvel.

“O renting é apenas para grandes empresas”, “o renting é caro”, “o renting é imprevisível”, “o renting é complexo”, “o renting é inflexível”, “o renting é arriscado” e “em renting, o carro não é meu” – são os 7 mitos associados ao renting que a LeasePlan identificou num estudo de mercado e que são explicados na “Escola do Renting” para que os consumidores possam tomar uma decisão mais informada.

Para além de conteúdos didáticos, a “Escola do Renting” disponibiliza um simulador, a partir do qual é possível comparar o custo mensal da compra vs a renda mensal do renting, tendo por base pressupostos como o financiamento do veículo, os custos de utilização, os custos de imobilização, os custos de gestão e a venda do veículo usado.

Retirado de automonitor

Anúncios

Leasing ou Renting: qual a melhor para comprar carro?

Descubra as diferenças entre Leasing ou Renting e confirme qual a melhor forma de financiamento para a gestão da frota de automóveis da sua empresa.

Leasing ou Renting: qual a melhor para comprar carro?

 

Quer comprar alguns novos carros para modernizar a sua frota, mas tem dúvidas sobre qual a melhor opção de financiamento automóvel. Por norma existem duas soluções que são as mais aconselhadas para quem quer renovar a frota de automóveis da empresa. Descubra entre o Leasing ou Renting qual a melhor opção para si.

Até porque é importante que tenha noção de que manter uma frota de automóveis engloba um custo que nem todas as empresas conseguem suportar. Em termos práticos, a frota de veículos deve ser proporcional ao número de colaboradores, tornando os custos operacionais das empresas mais racionais.

Em Portugal, é comum as pequenas, médias e grandes empresas recorrerem ao renting para adquirir ou renovar a frota. Já os particulares estão cada vez mais inclinados para o leasing.

Leasing ou Renting: quais as diferenças?

A principal diferença entre estas duas modalidades assenta no facto do cliente pretender, ou não, ficar com o bem adquirido no fim do contrato. Seja entre particulares ou empresas, o leasing ou renting assumem-se como alternativas viáveis para quem pretende adquirir um automóvel ou outro bem, sem que para isso tenha de recorrer a um crédito.

O objetivo do leasing passa por comprar um determinado automóvel, enquanto no caso do renting a ideia é poder utilizar o veículo durante um determinado período de tempo. De uma forma geral, o leasing é mais procurado por particulares, enquanto o renting se revela uma boa opção para muitas empresas.

Como escolher?

Antes de decidir entre leasing ou renting é importante informar-se sobre as diferentes ofertas presentes no mercado. Para perceber qual o modelo mais vantajoso, deverá ter em conta o preço de aquisição do automóvel, bem como os custos que a contratação do serviço irá representar para si ou para a empresa.

Fazer várias simulações é indispensável para escolher a melhor opção. Portanto aconselhamos a experimentar um simulador de renting e de leasing. Acredite, que o modelo de financiamento para a sua frota automóvel é bastante importante para equilibrar as suas contas.

C

O que é o leasing?

Na realidade, o leasing não passa de um simples contrato de aluguer, com a opção de compra no final por um valor residual que será antecipadamente determinado e acordado entre as partes envolvidas. Este montante inclui o valor do bem, IVA, comissões e taxas de juro. No contrato de leasing é a entidade locadora que adquire o carro escolhido pelo locatário e o aluga durante um prazo determinado. Quando o contrato chega ao fim, o cliente poderá renová-lo por mais um período.

Esta modalidade de financiamento é a opção mais rápida e simples para adquirir uma viatura ou outro bem. No entanto, é preciso esclarecer que não concede o direito de propriedade ao cliente enquanto este não liquidar na totalidade das suas responsabilidades. O leasing automóvel assemelha-se a um contrato de arrendamento com opção de compra no final.

Vantagens do leasing

  • Isenção de imposto único de circulação (IUC) sobre os juros e o financiamento;
  • Benefícios fiscais para empresas;
  • Taxas de juro mais baixas do que noutras opções de crédito automóvel;
  • Flexibilidade de condições a nível de prazo, entrada e valor residual;
  • Vantagens na subscrição de seguro automóvel;
  • Possibilidade de cessão do contrato a qualquer altura;
  • Permite comprar o automóvel no final de contrato.

Desvantagens do leasing

  • Embora o condutor possa utilizar o carro sem restrições, não será o seu proprietário até pagar o valor residual no final do contrato;
  • É pedido que seja feito um seguro de danos próprios, com um prémio mais elevado do que o seguro tradicional obrigatório;
  • É necessário pagar uma comissão em caso de cessação do contrato.

C

O que é o renting?

Considere a seguinte situação. Um dos veículos da sua empresa avariou inesperadamente e é preciso substituí-lo com urgência, mas não tem orçamento disponível. O recurso ao renting é uma opção. Esta modalidade de financiamento é um serviço que permite a utilização de bens, em regime de aluguer a longo prazo mas limitado à quilometragem e mediante o pagamento de uma renda mensal.

Pode falar-se em renting para particulares e em renting para empresas. O renting é também conhecido como aluguer operacional de viaturas e o contrato terá um prazo mínimo de aluguer de 12 meses.

Vantagens do renting

  • Permite alugar um carro por um período limitado e mediante uma quilometragem combinada no início do contrato. Se circular mais do que o estipulado paga um adicional por quilómetro, mas se ficar abaixo dos quilómetros que ficaram acordados pode receber o reembolso;
  • A empresa de renting trata das manutenções preventivas e corretivas, seguros, gestão de sinistros, gestão de impostos, viatura de substituição e cartão de combustível (sendo que alguns destes itens podem ser extras);
  • Destina-se a quem não pretende ser proprietário do veículo;
  • À partida, não há limite para o preço do carro;
  • Durante o contrato, paga uma renda pelo automóvel e serviços. No final, o objetivo é entregar o carro e assinar contrato sobre novo veículo. Mas também pode comprar pelo valor comercial ou outro acordado com a locadora no início.

Desvantagens do renting

  • Se necessitar de pedir uma reapreciação do contrato, a meio da vigência do mesmo, é provável que a empresa de renting imponha condições mais duras;
  • No caso de rendas indexadas (e não fixas) existe o risco de alteração do valor. É aconselhável uma renda fixa durante o período de vigência do contrato para o gestor antecipar as necessidades de fundos e evitar o incumprimento;
  • É conveniente ter atenção a algumas cláusulas nos contratos que envolvem número de horas de uso ou quilómetros de utilização máxima, sendo que, quando são ultrapassados os valores, existem penalizações.

Retirado de e-konomista

Conduzir carro novo – o que escolher: crédito, leasing ou renting?

Credito-Seguro-Atumovel-Carro-Novo-Leasing-Renting

O investimento na obtenção de carro novo pode, hoje em dia, ser feito de diversas formas que não passam pela tradicional compra com pagamento a pronto e contração de crédito automóvel. O renting e o leasing, cujo uso foi vastamente difundido pelas frotas empresariais, são duas modalidades que cada vez mais ganham poder de afirmação também entre os particulares. Será, então, melhor recorrer ao crédito ou alugar? Este artigo do Jornal i ajuda a encontrar uma resposta…

Deve recorrer ao crédito?

  • Deve ponderar se quer ou não ser proprietário e que tipo de seguro pretende. Estas questões fazem toda a diferença no tipo de financiamento a escolher. Se quer ser proprietário deverá recorrer ao crédito, pois no ALD e no leasing o carro só fica no nome do utilizador no final do contrato. No caso do seguro automóvel, se só quiser subscrever o obrigatório deverá recorrer ao crédito tradicional. No leasing e no ALD é exigido sempre seguro de danos próprios.
  • Se optou pelo crédito deverá fazer várias simulações junto dos stands. Por exemplo, há stands que chegam a oferecer o seguro automóvel no primeiro ano.
  • Depois de fazer esta ronda pelos stands está na altura de contactar o banco para analisar a forma de financiamento mais vantajosa.

Leasing

Vantagens

  • Tem hipótese de trocar de carro frequentemente.
  • Geralmente fica mais barato que recorrer ao crédito.
  • O veículo não se desvaloriza.
  • O cliente tem sempre hipótese de comprar no final do contrato.
  • Fica isento do imposto de selo na comissão de abertura e juros do leasing.
  • Fazer um contrato de leasing é um processo rápido.

Desvantagens

  • Há limites no contrato.
  • O cliente nunca é dono do carro e não pode adquiri-lo se tiver alguma prestação em dívida.
  • O seguro automóvel contra todos é obrigatório.
  • A liquidação total fica mais cara caso opte por fazê-la antes do tempo.

Renting

Vantagens

  • Controlo de gastos inesperados, pois já está tudo incluído no contrato e não precisa de se preocupar com as manutenções, por exemplo, nem com uma simples mudança de pneus.
  • O veículo não sofre desvalorização.
  • Não requer investimento de capital.

Desvantagens

  • Há limites no contrato.
  • O cliente nunca é dono do carro.

Retirado de gestãofrotas

O renting continua a ser a melhor solução?

Com a forte queda do valor de vendas dos veículos usados e respetivas consequências nos valores residuais, continua o renting a ser a melhor solução?

Num momento em que todos estamos pressionados a reduzir custos, somos forçados a colocar tudo em causa. O modelo de aquisição de veículos não escapa a esta realidade até porque, na generalidade das empresas, representa uma boa fatia da despesa.

Sucede que, há meses atrás, participei num seminário relacionado com gestão de frotas em que um responsável de frota de uma empresa referiu estar a regredir no modelo de aquisição de renting para a compra directa, com base no princípio de que os valores residuais estimados pelos prestadores de renting estavam a reduzir decorrente da queda do valor de venda dos veículos usados.

Se um responsável de frota profere esta afirmação, provavelmente outros o farão, de forma que é fundamental esclarecer um ponto tão importante para quem gere frotas. Esta perceção está errada, uma vez que os dados indicam precisamente o oposto.

O primeiro indicador nesse sentido está relacionado com as perdas obtidas na venda de veículos usados por parte das empresas de renting. Ou seja, estão a vender os veículos usados a um preço (muito) inferior ao que haviam estimado, fruto da conjuntura económica que se vive e que lhes era impossível antecipar.

Se as empresas de renting estão a perder dinheiro na venda dos usados, significa que, quem optou ou tivesse optado por uma modalidade sem cobertura deste risco, incorreria nessa perda. Esta é, aliás, uma das maiores vantagens do renting, a isenção de risco por parte do consumidor que, de 2009 até final de 2012, correspondeu à módica quantia de 200 milhões de euros. Ou seja, os consumidores que recorreram ao renting evitaram perdas conjuntas na ordem dos 200 milhões de euros, o que significa que aqueles que não recorreram…

op_ric_silva_II

Posto isto pensei: “Bom, talvez quem pense desta forma assuma que os valores residuais estão tão baixos que só podem subir”. É um pensamento legítimo, mas que peca num grande pormenor: os valores de venda dos usados estão em queda há quatro anos consecutivos, não sendo expectável que retomem aos valores passados. Ou seja, não é expectável que haja subida nos valores de venda dos veículos usados, o que inviabiliza este pensamento.

No gráfico é possível constatar essa realidade e outra tão ou mais importante. O ritmo de descida dos valores de venda dos veículos em usado é superior ao ritmo de descida dos valores residuais inicialmente projetados pelas empresas de renting, o que significa, portanto, que estas empresas estão a cobrir cada vez mais risco.

 

 

 

 

Por Ricardo Silva, retirado da edição nº 17 da Fleet Magazine. Veja o PDF aqui

Entrevista: “Vantagem de preço maior no renting que leasing”

A Fleet Magazine falou com Ricardo Ferreira Reis, o investigador responsável por um estudo encomendado pela Associação de Leasing e Factoring à Universidade Católica, cujas conclusões se souberam em Abril, e tentou perceber como é que as empresas olhavam para estes instrumentos de financiamento.


imagesDos dados do estudo, é possível concluir que o renting é utilizado exclusivamente para veículos?

Não exclusivamente, mas quase. Isso ficou bem claro na análise. Há muito pouca utilização do renting em equipamento industrial. Primeiro, porque há muito pouco investimento em equipamento industrial neste momento, sobretudo de PME. E depois porque há muita hesitação em apoiar a aquisição deste tipo de equipamento em leasing porque estes equipamentos são costumizados e, como tal, não têm mercado em segunda mão. Este tipo de financiamento é muito mais adequado a equipamentos que tenham um grande valor em segunda mão.

A distinção entre leasing e renting foi pouco precisa de início…

Sim, tivemos que fazer um trabalho de análise para saber, dentro dos que utilizavam leasing, quais os que o faziam em leasing e renting ou apenas neste último. As conclusões foram interessantes. Coincidindo com o que era a nossa expectativa, ficou claro que a vantagem de preço é maior no renting apenas do que no leasing e isso prende-se com o tal alto valor residual, que permite antecipar em renting esse beneficio na prestação a pagar.

O facto de se falar sobretudo de automóveis no renting, também condiciona a resposta da adaptabilidade, dado que este tipo de bem é mais adaptável. A dispensa de garantias adicionais também é importante, mas não surpreendente, porque de facto não se dá garantias nenhumas – o veículo é a garantia. Outra vantagem do renting muito referenciada é a agregação de outros serviços. Não era muito importante para o leasing, mas é no renting.

E onde é que estão as desvantagens?

Na facilidade de aquisição. Os utilizadores de renting não consideram a facilidade de aquisição uma vantagem do renting, precisamente porque na prática não se está a adquirir coisa nenhuma. Se eu quiser mesmo adquirir, o renting não é a melhor estratégia. Além disso, os utilizadores não identificam benefícios fiscais no renting. À semelhança aliás do que sucedeu no leasing.

Não há benefícios fiscais directamente, mas há outro tipo de benefícios contabilísticos…

Mas não tem benefícios fiscais por aí. A existir, seria algum tipo de amortizações ou qualquer outra coisa que de facto não tem…

Mas acha que as empresas estão à espera desses benefícios para fazer investimentos em renting?

Não sei, mas se calhar sim. O facto de termos valores tão baixos na utilização do renting pode estar relacionado com a inexistência de benefícios fiscais. No leasing, acontece o mesmo.

Mas isso significa que estes modelos de financiamento não têm vantagens operacionais por si?

Fiscalmente, não têm. Mas operacionalmente, sim. Aliás só isso explica porque é que o mercado não morreu. Ainda há essas outras vantagens.

A teoria financeira dizia que não há diferença nenhuma entre usar leasing ou renting e um financiamento bancário, exceto se houver benefícios fiscais. No entanto, em Portugal, continua a existir leasing e renting, e sem benefícios fiscais. As vantagens, que mantêm o setor vivo, vêm, por exemplo, do montante das prestações do renting ser mais baixo. Esse benefício no montante das prestações mais baixas decorre do renting reter muito valor residual e não de benefícios fiscais.

Agora, as nossas taxas de utilização são muito mais baixas que no resto da Europa, sobretudo nas microempresas. E, porventura, isso até é explicável porque estas são criadas sobretudo para aproveitar benefícios fiscais. Como não há benefícios fiscais no renting, estas empresas não utilizam renting. Nas outras empresas, onde a adaptabilidade do financiamento, onde o provimento de serviços adicionais e as garantias colaterais são mais relevantes que os benefícios fiscais, encontramos padrões de utilização semelhantes ao resto da Europa.

Pode então concluir-se que essas empresas não vão para o leasing e renting porque não percebem benefícios fiscais?

Não os percebem ou não têm mesmo.

E, por outro lado, pode-se concluir que estas empresas não percebem os benefícios diretos do produto em si?

Pode ser que estes benefícios não se adaptem diretamente a este tipo de empresas tão pequenas ou neste período de estagnação económica. E esse é um dos pontos que o estudo procura relevar. São empresas que não cresceram ainda porque não tiveram investimento. E não o tiveram porque as outras vantagens não se lhes aplicam e não há um benefício fiscal. Por exemplo, imagine um pequeno dentista e que pode crescer. Mas, se não tem nenhuma vantagem em promover o investimento no equipamento do consultório, não vai deixar nunca de ser um pequeno dentista.

Isso a nível de investimento de equipamento. E do automóvel?

O que estamos a reparar é que o pequeno dentista já tem o automóvel em renting. Provavelmente, o motivo por que tem a micro-empresa é para ter o automóvel em renting. Não é para ter o equipamento de dentista, que era o que podia estar em renting também. É isso que notamos. O investimento que estas micro-empresas têm em renting é sobretudo em automóveis.

Outra conclusão surpreendente é a nível dos canais de acesso.

Sim, não estava à espera de que houvesse um papel tão preponderante da banca no acesso ao leasing e ao renting.

Mas mesmo tendo todas as hipóteses de financiamento em cima da mesa, quando as empresas vão à banca preferem em maior parte o crédito. Porquê?

Os bancos têm objetivos comerciais e o leasing e o renting não estão numa posição de destaque no banco. Mas estamos no domínio das hipóteses, sem forma de conseguir validar esta conclusão.

E porquê? Terá a ver com a taxa de juro?

Sim, mas as taxas são mais altas no crédito do que no leasing porque os mercados conduziram a que fosse assim. E são-no porque as garantias são muito maiores no caso do leasing e muito menos arriscado. Essa taxa reflete o nível de risco. Numa altura em que os bancos estão a precisar de baixar os níveis de risco, estão a apostar em elevadas rentabilidades no crédito e não na redução do risco que o leasing e o renting trazem.

(originalmente publicado na edição de Setembro da Fleet Magazine. Veja o PDF aqui)

Preços maiores, rendas menores?

1Nest edição, vamos dar resposta a uma questão, recorrente entre os consumidores que não estão familiarizados com o renting.

Porque é que, em renting, por vezes, carros com preço de compra mais caro têm rendas menores que carros menos onerosos?

Para quem não está familiarizado com a modalidade de renting, este é um tema que pode suscitar dúvidas quando se comparam rendas entre veículos e se confronta com o respetivo PVP (Preço de Venda a Público sem desconto).

Nas modalidades de financiamento “puro”, o consumidor paga o veículo na totalidade (ou quase) pelo que a relação entre o preço do veículo e a renda mensal é direta, ou seja, quanto menor o preço do carro, menor a renda mensal, induzindo o consumidor (em erro) a procurar o carro com o menor custo de aquisição. Mais à frente explicarei porquê “em erro”.

No renting, uma vez que o veículo no final do contrato é devolvido ao prestador do serviço de renting, o consumidor apenas paga o que utiliza, ou seja, a diferença entre o custo de aquisição do veículo e o valor estimado de venda do veículo em usado.

Este último é determinado pela empresa de renting com base em modelos estatísticos com algumas variáveis que lhes permitem estimar com um elevado grau de precisão o valor de venda do veículo no futuro. Nestas variáveis, existem duas que se destacam:

– A apetência dos compradores por aquele veículo em usado, o que influencia diretamente o seu valor de venda na medida em que determina quanto é que o comprador está disposto a pagar por aquele veículo.

– O momento do ciclo de vida em que o modelo se encontra sendo que, quanto mais recente o modelo, maior será o seu valor residual, decrescendo conforme o modelo se aproxima do fim do seu ciclo de vida, ou seja, da sua substituição por um novo modelo.

Ora, é precisamente este valor estimado de venda do veículo em usado que faz toda a diferença quando se comparam PVP, pois podemos ter dois veículos exatamente com o mesmo PVP, mas com valores residuais estimados completamente diferentes fazendo com que o seu custo mensal seja, também ele, diferente. Mais, podemos e temos veículos cuja renda mensal é menor que a de veículos com PVP inferiores. Se juntarmos a este fator a política comercial dos fabricantes (descontos), então a complexidade da análise torna-se ainda maior. No gráfico ao lado, é possível constatar casos desses.

Da amostra apresentada verifica-se que o Chevrolet Cruze é o que tem o menor P.V.P. mas o que tem a maior renda mensal, fruto do seu menor valor residual e de uma política comercial (desconto) menos agressiva que outros concorrentes, chegando ao extremo de a renda mensal de um BMW 116d ser inferior em 6% quando o seu PVP é 25% superior ao do Chevrolet Cruze existindo, portanto, uma diferença de 31%!

Por outro lado, o Skoda Octavia é, não só o que apresenta o terceiro maior PVP desta amostra como o mais “antigo” mas, no entanto, o que apresenta a menor renda mensal. Neste caso, o Skoda é beneficado, não por ter um valor residual elevado, mas por conciliar um valor residual equilibrado com uma campanha comercial por parte da Skoda que permite a este modelo, mesmo em final de vida (novo modelo em 2013), apresentar-se muito competitivo.

O resultado do BMW 116d decorre de ter um valor residual muito bom e de uma campanha comercial por parte da BMW também ela muito competitiva, ao passo que o resultado do VW Golf decorre de ter um PVP competitivo e de um valor residual também muito competitivo fazendo com que, apesar de as condições comerciais (desconto) do fabricante serem “modestas”, este apresente um posicionamento muito competitivo.

Temos, portanto, não só várias formas distintas de abordagem ao mercado por parte dos fabricantes como vários resultados, também eles distintos, resultando numa combinação de hipóteses bastante extensa.

Posto isto, creio que o leitor já terá percebido porque mencionei que é um erro procurar o carro com o menor custo de aquisição. Neste processo extremamente importante e complexo, reside uma das vantagens do renting. Nesta modalidade, o consumidor não só se alheia do risco de seleccionar um veículo errado como a escolha de um veículo é extremamente simples. Basta seleccionar aquele que apresenta a menor renda mensal uma vez que todas as variáveis e incógnitas já estão refletidas nessa renda. Nas outras formas de financiamento, o consumidor não tem como saber qual a melhor escolha porque não tem uma variável fundamental da equação, o valor estimado de venda do veículo em usado. Isso leva a que, quando decidir vender o veículo, seja mais que certo que dificilmente consiga fazer a escolha mais eficiente, incorrendo, portanto, num custo operativo acrescido.

Fonte: Ricardo Silva (Leaseplan), Fleetmagazine

“Olhar para o futuro: que tendências para o mercado de Renting?”

Há várias teorias acerca do desenvolvimento das crises financeiras e sobre como evitá-las, normalmente sem consenso generalizado entre os economistas, mas um coisa é certa: os seus efeitos são de extensão variável e muitas vezes imprevisíveis, o que dificulta qualquer previsão sobre o futuro, não menos no mercado de Renting.

No contexto português, tenho infelizmente uma outra certeza: os efeitos a curto prazo que hoje resultam numa enorme pressão causada pelos aumentos sucessivos do “preço do dinheiro”, pela má performance do mercado de usados e pelos aumentos de impostos, devem continuar nos próximos tempos.

Por outro lado, a crise é também um acelerador de mudança de algumas características intrínsecas ao mercado português. A tipologia das frotas está a mudar, tendendo mais para veículos utilitários e menos para veículos de “status”, por força da subida do preço dos carros.

A proliferação dos impostos sobre veículos ligeiros referentes às emissões de CO2 na Europa (19 países da UE em 2011 contra apenas 11 em 2007 segundo um relatório da ACEA) tem contribuído fortemente para a alteração do tipo de veículo circulante. Em Portugal, as empresas têm alterado significativamente o perfil dos veículos atribuídos aos seus colaboradores, optando mais pela redução de motorizações do que propriamente pela substituição integral das suas frotas por veículos movidos a combustíveis alternativos – a questão do preço ainda não o permite e a crise não veio ajudar. Somos hoje um país em que a média de idade dos veículos em circulação está ligeiramente acima dos 10 anos, face à média europeia de 8,2 anos.

O mercado dos novos veículos está a sofrer um reajustamento, mas uma frota envelhecida é uma frota com mais custos de manutenção e maior dificuldade de venda no mercado dos usados, pelo que a renovação do parque é inevitável, se bem que a uma velocidade menor.

Estamos prontos para o futuro?

Do lado do produto, se compararmos hoje a evolução dos diferentes métodos de aquisição automóvel, é interessante verificar que a taxa de penetração do renting (cerca de 17% em 2011 vs 13% em 2010) nas vendas de novos veículos tem crescido de forma sustentada, um dos poucos sinais positivos para as gestoras de frota nacionais, e que mostra a resiliência do renting em contextos de crise.

Os serviços de gestão de frotas sem financiamento, tão bem implementados em alguns países europeus e que permitem alargar o leque de oferta das operadoras num contexto de escassez de liquidez, ainda não têm a receptividade local desejada – a questão do financiamento é chave. É importante que a procura acompanhe a oferta e aqui as gestoras de frota têm algum trabalho de “pedagogia” a fazer no mercado.

Do lado dos clientes e face às pressões de redução de custos, eles serão cada vez mais exigentes, não só na fase da negociação mas também ao longo da vida do contrato, por exemplo, em termos de acesso em tempo real à informação de gestão da sua frota, seja para controlar a entrega atempada de um veículo ou para calcular os custos totais da sua frota.

O preço mantém-se hoje o factor de escolha de parceiro, o que coloca em causa relações de fidelidade cuidadosamente cultivadas; serviços não essenciais são pouco valorizados, permanece ainda uma cultura de “eu consigo melhor” – especialmente no segmento das frotas até 20 veículos. Mas o actual contexto obriga à maior concentração das empresas no seu core business, o que significa que o outsourcing continuará a ser a melhor opção para a gestão da sua mobilidade.

Não menos importante é o facto que a necessidade de redução de custos por parte das empresas tem levado a cortes a diversos níveis, tocando também nos recursos humanos e na racionalização de espaço de escritório existente.

Há países onde as empresas têm lugar hoje para apenas cerca de 60% dos seus colaboradores, obrigando ao desenvolvimento de novas formas de trabalho remoto, em casa ou em locais secundários. Esta tendência tem um impacto nos perfis de mobilidade e cada vez mais os colaboradores deixarão naturalmente de ter “carro de empresa”. Se juntarmos a perspectiva desinteressada das novas gerações acerca da questão da propriedade do veículo, a ascensão das tendências de car sharing e car pooling serão cada vez mais uma realidade, embora Portugal esteja ainda a dar os primeiros passos nesta direcção.

Do lado dos operadores, os gestores de frota vão tornar-se cada vez mais gestores de mobilidade e não tanto “financiadores do mercado”, gerindo a mobilidade global dos seus clientes.

A revolução já em curso em vários países europeus (exemplo da Holanda e Bélgica) baseada em conceitos de car-sharing, na banalização da telemática, dos smartphones com acesso à web e de novas funcionalidades de geo-referenciação, será também uma realidade inevitável no nosso país, onde os maiores operadores já oferecem aos seus clientes, há largos anos, entre outros, excelentes ferramentas web de acesso à informação de gestão das suas frotas.

Os próximos anos não serão fáceis para o mercado e este deve continuar o seu processo de consolidação (menos sete operadores do que há cinco anos atrás), levando ao incremento da dimensão das frotas sob gestão para atingir necessariamente aquilo a que os franceses chamam “taille critique” (tamanho crítico): a dimensão que uma empresa deve atingir para que possa conseguir o nível de competitividade necessário à sua sobrevivência ou desenvolvimento.

Só as empresas verdadeiramente sustentáveis conseguirão oferecer aos seus clientes o nível de serviços, inovação e sistemas a que o mercado cada vez mais obriga. A tranquilidade e transparência na actuação são os melhores conselhos para ultrapassar esta “tempestade” sem fim anunciado”.

Por: Guillaume de Léobardy, publicado em Fleetmagazine

Renting de usados

Neste artigo, vamos apresentar uma solução que dá resposta a um desafio específico com que muitas empresas se debatem, particularmente, na actual conjuntura económica.

Como conciliar custos reduzidos/redução de custos com a flexibilidade de prazos curtos?

Bom, na verdade, dar resposta a esta questão seria quase como encontrar o Santo Graal da gestão de frotas, feito que a modéstia não nos permite reclamar.

Acontece, porém, que, enquanto consultores especialistas em gestão de frotas, é nossa função primordial auscultar as necessidades dos Clientes e encontrar uma forma de as satisfazer, sejam essas necessidades de ordem conjuntural ou estrutural sabendo que, na maioria dos casos, coexistem.

Colocámos mãos à obra e constatámos um facto que acaba por ser do senso comum, talvez até primário, entre os gestores de empresas. A grande generalidade das empresas está obrigada a reduzir custos e limitada a compromissos de curto prazo o que, do ponto de vista negocial, parece uma dicotomia. O artigo que redigimos mostra que não tem de ser necessariamente assim. Para tal, vamos transportar as evidências e comportamentos macro-económicos para o universo da gestão de frotas.

Na esmagadora maioria dos casos, o custo da mobilidade (aluguer) é menor quanto maior o prazo do compromisso (contrato), ou seja, um aluguer a 48 meses é menos oneroso que, por exemplo, um contrato a 1 mês tal como está representado no gráfico seguinte:

Analisando mais em detalhe este fenómeno, através da comparação da distribuição de custos, verifica-se que o que motiva os diferentes comportamentos entre prazos é o aluguer, resultado da maior desvalorização que os veículos sofrem no primeiro ano de vida.

Assim sendo, a solução está à vista! Anular a diferença no aluguer! Mas como?! Ora, se o problema é a maior desvalorização de um veículo nos primeiros anos de vida, a solução passará por envolver um veículo cujo maior período de desvalorização já tenha sido ultrapassado, ou seja, um veículo usado.

Como? Através do renting de um veículo usado? Pode ser uma solução uma vez que, nestes casos, os veículos já ultrapassaram o maior período de desvalorização. Todavia, apesar de eliminarmos o efeito desvalorização, existem custos cujo comportamento de um veículo usado difere face a um veículo novo como se pode verificar no gráfico anexo, particularmente a manutenção apesar de esta ser, em parte, compensada por uma redução do seguro (capital a segurar inferior) e do I.U.C., apesar de, neste último caso, a redução ser marginal.

Nesta altura o leitor questiona-se, sendo assim compensa recorrer ao renting de um veículo usado? A resposta depende da circunstância em que se encontra.

Se já tem um contrato de renting activo que se encontra em fim de vida e em que existe a possibilidade de alargar o prazo desse mesmo contrato, caso a nova renda resultante reduza ou se mantenha inalterada, a opção pela extensão será a melhor na medida em que não terá custos logísticos acrescidos.

Se está “obrigado” a substituir um veículo ou adquirir um novo veículo, pondere seriamente a opção de renting de um veículo usado até porque esta é uma forma de as gestoras de frota escoarem parte do seu stock de veículos em fim de contrato fazendo com que também tenham interesse em aderir a uma solução neste formato, logo, estejam mais abertas a praticar preços competitivos.

Dos estudos que efectuámos, representamos graficamente, em anexo, as poupanças médias por via da contratação de renting de um veículo usado comparativamente a:

Verifica-se que, quanto menor o prazo contratual, maior será a vantagem de recorrer ao renting de um veículo usado.

Assim, se está “obrigado” a recorrer a um contrato de curta duração, o renting de um veículo usado apresenta-se como uma solução extremamente aliciante mas se, por outro lado, não tem qualquer restrição de prazo, então a vantagem de recorrer ao renting de um veículo usado comparativamente ao renting de um veículo novo a 48 meses dilui-se, fazendo com que não seja tão aliciante recorrer ao renting de um veículo usado.

Em resumo, podem-se apresentar as seguintes vantagens no renting de um veículo usado:

• Maior flexibilidade por via do menor período contratual

• Custo reduzido

• Veículo disponível para entrega “imediata”

• Menor tributação (autónoma e I.V.A.) devido ao menor custo do veículo

• Prémio e franquia de seguro menores devido ao menor valor venal do veículo

• Eventuais menores custos com recondicionamentos no caso dos operadores que desvalorizam os danos em função da idade do veículo

• Mobilidade idêntica à de um veículo novo na medida em que os serviços disponíveis são exactamente os mesmos comparativamente ao aluguer de um veículo novo

• Boa oportunidade de negócio para ambas as partes (locador e locatário)

Como desvantagens temos:

• Maior probabilidade de imobilização do veículo devido à sua maior idade e quilometragem

• Possível insatisfação dos colaboradores uma vez que preferem um veículo novo a um usado

• Todavia, o renting de um usado até pode ser uma vantagem na medida em que é uma solução que permite reduzir custos evitando ter de se reduzir frota ou pode permitir, por exemplo, aceder a um veículo melhor pelo mesmo custo mensal de um novo

Caso considere esta solução interessante assegure, contudo, que os veículos usados que lhe são propostos para aluguer reúnem condições mínimas, nomeadamente, quilometragens até um máximo próximo de 100.000 kms e conservação da carroçaria em estado aceitável para não incorrer no risco de alugar um veículo cuja probabilidade de imobilização seja muito elevada e cuja imagem exterior não seja condizente com os padrões da sua organização.

Espero que, com esta análise, o tenha ajudado a tornar a gestão da sua frota ainda mais eficiente e fácil.

Por: Ricardo Silva, Consultancy Manager na LeasePlan Portugal

Artigo publicado na Fleetmagazine