PSA e Bosch juntos pelo aumento de autonomia

4f71ca8ede9ae4fc5784abc6ea5201d5_LO projeto de investigação OpEneR visa aumentar a autonomia de veículos híbridos e elétricos.

Aproveitando os Encontros Internacionais de Viaturas Ecológicas, realizados nos dias 3 e 4 de julho de 2013 em Alès (França), a Bosch e a PSA Peugeot Citroën apresentaram, pela primeira vez, o projeto de pesquisa OpEneR (Optimal Energy Consumption and Recovery). Este projeto de cooperação de longo prazo permite ao condutor reduzir o consumo de combustível seja em roda livre, seja pela recuperação da energia da travagem nos veículos híbridos e elétricos.

O OpEneR, que se insere no projeto “Green Cars Initiative” da Comissão Europeia, envolve três inovações tecnológicas. Em primeiro lugar, uma cadeia de tração elétrica com base em duas máquinas elétricas, com tração às quatro rodas: esta solução tecnológica oferece um prazer de condução sem emissões de CO2 e permite escolher entre a tração no eixo dianteiro ou traseiro, dependendo das condições da condução e da estrada. Além disso, ambos os parceiros estão envolvidos na criação de um sistema Stop & Start de nova geração para uma condução em roda livre. Por fim, o projeto aposta no desenvolvimento de um Travão ESP para permitir a recuperação de energia da travagem para recarregar a bateria, acompanhado por um iBooster que permite a amplificação da força da travagem em vazio.

Os dois protótipos entretanto construídos, com base no modelo 3008, já percorreram vários milhares de quilómetros para testar e validar o desempenho do projeto. Esta colaboração entre a PSA Peugeot Citroën e a Bosch baseia-se num acordo estabelecido em 2008. Insere-se na parceria estratégica sobre tecnologias híbridas que a PSA Peugeot Citroën lançou em 2011, com a produção em série do 3008 HYbrid4. Dele resultaram também componentes elétricos (motor elétrico, energia eletrónica e gerador de alta tensão) e a versão especial, adaptada a veículos híbridos, o controlo eletrónico de estabilidade ESP. Estes equipam todos os modelos híbridos do Grupo: Peugeot 3008 HYbrid4, Peugeot 508 e 508 RXH, bem como o Citroën DS5 HYbrid4.

Retirado de autohoje

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PT recebe 450 Peugeot Partner para a sua frota

Peugeot-Partner-PT-21As 450 unidades do modelo Peugeot Partner que vão renovar 15 % da frota operacional da PT já foram entregues e sublinham uma aposta na eficiência e na produção nacional.

Por fora parece uma carrinha comercial normal, conhecida como furgão. Por dentro representa a aposta da PT num modelo único que vai aumentar a eficácia no serviço ao cliente e que serviu de incentivo à produção nacional. “Esta operação tem um aspeto operacional importante de garantir serviços de maior qualidade aos nossos clientes com processos mais eficientes e, por outro lado, associamo-nos a um produto feito em Portugal”, diz João Carvalho, diretor-geral da PT PRO.

As 450 unidades que representam um investimento de quatro milhões de euros por parte da PT foram elaboradas em parceria com a Peugeot e produzidas na Fábrica de Mangualde, onde se construiu uma estrutura especial na caixa do veículo adequada às necessidades dos técnicos no terreno.

“Nos compartimentos de cima da estrutura ficam os stocks de equipamentos, como é o caso dos routers. Nos de baixo ficam a mala de ferramentas e os rolos de cabos. De lado cabem as escadas. E ainda temos vários gavetões para mais material”, explica Jason Inácio, diretor de Operações de Cliente e Infraestruturas. “Este modelo desenhado para a PT tem um grande impacto na produtividade: em vez de irem de dois em dois dias abastecer aos armazéns, os técnicos só precisam de ir uma vez por semana. Isso não só poupa recursos materiais e humanos como lhes permite prestar mais serviços aos clientes”, acrescenta.

Mas o impacto do investimento da PT não fica por aqui. “Este negócio é de uma enorme relevância comercial. Estamos num mercado crítico e isto permitiu-nos um fortalecimento nas vendas”, afirma Alfredo Amaral, diretor-geral da Peugeot, que assim assistiu a um acréscimo de 2,5 % em 2012 na quota de mercado em Portugal.

“Só conseguimos este resultado final e ir assim ao encontro das necessidades da PT porque as unidades foram fabricadas em Portugal”, sublinha o responsável. Uma realidade que não surge por acaso: “Em pano de fundo deste processo esteve sempre o facto de acreditarmos que podíamos estimular as linhas de produção do país, a economia, e lembrar que em Portugal se fazem coisas de qualidade”, lembra João Carvalho. Como efeito direto, a Fábrica de Mangualde registou a maior encomenda alguma vez feita por uma empresa portuguesa, conseguiu 300 novos postos de trabalho e fechou o ano de 2012 em crescimento.

Estes fatores são essenciais para todos os parceiros do negócio, como realça Pedro Pessoa, diretor comercial da LeasePlan: “É muito gratificante estarmos envolvidos num processo que contribui para a sustentabilidade da economia nacional.” E um processo que também para a PT termina da melhor forma: “Conseguimos o melhor de dois mundos, que foi renovar a frota dentro do orçamento reduzido que tínhamos e ainda estimular a produção nacional”, conclui Eduardo Branco, da Portugal Telecom.

Fonte: PT

Filtro de partículas Diesel

b16606baeb514cb0eddc7d890327d1be_XLUma das características mais desagradáveis dos motores Diesel é a emissão de fumo causada pelas micro partículas de fuligem. Os filtros de partículas são a solução empregue pela indústria para resolver o problema. Mas, na natureza nada se ganha, nada se perde, tudo se transforma…


No ano 2000, o grupo PSA foi o primeiro a apresentar um sistema destes, o FAP, sendo que hoje este é obrigatório para passar as normas de emissões Euro V. O material que executa a filtragem pode variar – desde a cordierite, um mineral cerâmico composto por magnésio, ferro e silicato de alumínio, até ao carbeto de silício, um composto de silício e carbono também conhecido por SiC e corborundum, passando pelos de fibras cerâmicas e metálicas –, embora todos eles tenham como denominador comum um conjunto de propriedades: boa capacidade de filtragem; reduzido impedimento à passagem dos gases; baixo custo; facilidade de produção; e durabilidade. Até aqui tudo bem. A parte difícil começa no facto de o filtro se saturar num número (relativamente) reduzido de quilómetros, o que implica a instalação de um processo de limpeza da fuligem acumulada – a partir de uma certa contra-pressão o motor não só perde muito rendimento como se pode mesmo danificar.

A limpeza pode ser feita através da adição de um catalisador e/ou da combustão das partículas. A combustão destas obriga a temperaturas da ordem dos 600º C, sendo que a adição de um químico catalisador permite reduzir este valor em cerca de 200 a 250º C. Este aumento de temperatura dos gases de escape pode ser obtido de várias formas, incluindo estratégias específicas de injecção, mas a mais comum na indústria automóvel é a injecção de gasóleo no escape, antes do filtro, tirando partido do excesso de ar (mesmo em carga total esse suplemento de oxigénio chega aos 15%) e da elevada temperatura para conseguir uma fácil inflamação.

De facto, esta é tão fácil que grande parte dos problemas de fiabilidade é ditada pela dificuldade em controlar a temperatura desta pós-combustão, a qual deve ser superior aos 600º C mas ficar abaixo do limiar de degradação dos elementos filtrantes, o que nos menos resistentes é de 1200º C. Este problema é particularmente sensível quando o estilo de condução obriga a regenerações muito frequentes. Na realidade, para evitar problemas, já existem construtores que chamam à atenção dos condutores para não interromperem o processo, aconselhando a continuar a conduzir (a velocidade constante…) até que o sinal avisador da regeneração se apague.

Fonte: autohoje

GM e PSA desvendam detalhes da aliança global

imagesSteve Girsky, vice-presidente da GM e presidente do Conselho Fiscal da Opel, e Philippe Varin, presidente da Direcção da PSA Peugeot Citroen, responderam, na passada quinta-feira, às questões colocadas pela imprensa, durante uma reunião em Bruxelas, na Bélgica, na “Maison de l’Automobile”.

Este encontro foi uma ocasião para detalhar os progressos significativos realizados pelos parceiros no âmbito da aliança estratégica global. Conforme os dois grupos haviam indicado a 20 de Dezembro de 2012, os acordos definitivos em matéria de compras, logística e desenvolvimento de veículos comuns foram assinados nos prazos anunciados.

No que diz respeito ao desenvolvimento comum de plataformas e de veículos, a distribuição equilibrada dos papéis e responsabilidades permitirá a cada um dos parceiros tirar o máximo proveito desta colaboração: o monovolume do segmento C da marca Opel/Vauxhall, o CUV do segmento C da marca Peugeot e os monovolumes do segmento B para os dois grupos serão desenvolvidos sobre as plataformas da PSA Peugeot Citroen; a GM conduzirá o desenvolvimento dos monovolumes do segmento B para os dois grupos; a moderna plataforma do segmento B para viaturas de baixas emissões de CO2 da próxima geração de veículos Opel/Vauxhall e PSA na Europa e no resto do mundo será objecto de um desenvolvimento partilhado.

Os acordos assinados no ano transacto previam, entre outros pontos, a criação de uma organização comum de compras na Europa, entregue a uma “joint venture”. Essa estrutura recebeu agora a aprovação das autoridades competentes da concorrência, pelo que a Organização Comum de Compras (Joint Purchasing Organisation – JPO) estará operacional muito em breve.

Numa fase de transição, a estrutura será edificada sob a supervisão de um dirigente da GM, que será substituído, no prazo máximo de um ano, por um vice-presidente responsável pelas compras e por um vice-presidente adjunto, que serão nomeados alternadamente por cada um dos dois grupos.

A GM e a PSA Peugeot Citroen confirmam também a sua intenção de desenvolver novos projectos à escala mundial, com o objectivo de expandir a sua aliança e aproveitar as novas oportunidades. Neste contexto, está em fase de estudo a exploração de novas oportunidades em mercados emergentes, incluindo a América Latina e a Rússia, que representam áreas prioritárias para ambos os grupos.

Por outro lado, os dois grupos confirmam a sua intenção de desenvolver em conjunto uma nova geração de motores compactos a gasolina, económicos e de elevada performance, a partir do actual programa da PSA de motores compactos a gasolina (motores EB).

Fonte: lusomotores

Peugeot e Bosch inventam sistema Hybrid Air

22012013_psahib_500A grande novidade do «Innovation Day» do grupo PSA foi o novo sistema híbrido-ar desenvolvido em conjunto com a Bosch. Este sistema, que deverá ser implementado nos modelos das marcas francesas Peugeot e Citroën a partir de 2016, envolve um motor tricilíndrico e um sistema de ar comprimido, que inclui um motor hidráulico acoplado à caixa de velocidades. Nesta solução existem dois reservatórios de ar: um que é disposto longitudinalmente, e que tem ar comprimido, e um segundo, que se encontra armazenado por baixo da bagageira e que está disposto transversalmente. Entra em cena um jogo de diferenças de pressões, de modo a empurrar o pistão do reservatório do ar comprimido e injetar ar para o sistema hidráulico que está acoplado à caixa de velocidades. Este sistema hidráulico pode funcionar de três formas diferentes: pode estar desligado (a PSA exemplifica com uma situação de autoestrada), pode ajudar o motor tricilíndrico, e pode, também, funcionar em modo exclusivo, assegurando a tração do automóvel até a uma velocidade máxima de 70 km/h.

A travagem regenerativa ajuda a recarregar o ar do sistema, fazendo o pistão do reservatório operar sentido inverso – injeta ar para dentro do reservatório principal.

Ainda não são conhecidos todos os pormenores deste sistema, como a potência real que consegue produzir, ou com que motor de combustão pode vir associado, mas a PSA diz que o Hybrid Air é um sistema que emite 72 g/km de CO2 e que representa um decréscimo nos consumos em cerca de 45%, face a motorizações equivalentes.

Fonte: autohoje

Encomenda da PT ajuda Mangualde

Negócio: A preços de venda ao público representa investimento de 7 milhões

Uma encomenda de 450 carros, feita pela Portugal Telecom (PT) à multinacional Peugeot-Citroën, vai ajudar a fábrica em Mangualde, que em Outubro tinha parado a produção durante seis dias para adequar a oferta à procura de veículos no mercado.

O negócio para produção da nova frota da PT, constituída por carros comerciais do modelo Peugeot Partner, já está fechado. A preços de venda ao público, representa um investimento de sete milhões de euros. “É um óptimo negócio”, refere Nuno Marques, director de comunicação da Peugeot, ao acrescentar que irá permitir à marca ter um acréscimo na quota de mercado, que representará meio mês de vendas de todas as marcas em Portugal.

A produção vai arrancar este mês para garantir que a encomenda esteja pronta no final do ano. Segundo Nuno Marques, a unidade de Mangualde tem capacidade para o fazer.

No âmbito do processo de renovação da sua frota, a PT auscultou vários fabricantes, mas a proposta da Peugeot-Citroën revelou-se a mais vantajosa. O preço constituiu um critério relevante, mas, segundo o CM apurou, foi determinante o facto de as viaturas serem totalmente produzidas em Portugal. Esta opção deveria, no entender de Nuno Marques, “servir de exemplo para outras empresas darem também preferência aos produtos que são totalmente produzidos em Portugal”.

“Estado deve incentivar”

A encomenda de 450 carros representa um negócio “muito importante” para a comissão de trabalhadores da fábrica de Mangualde. “É fundamental que as empresas nacionais dêem prioridade aos veículos que são produzidos em Portugal”, sublinha Jorge Abreu, representante dos trabalhadores, ao acrescentar que o próprio Estado “deveria incentivar pelo menos as empresas públicas” a fazê-lo. “Este negócio deve ser visto com bons olhos. Precisamos de mais carros vendidos. Para nós, cada dia que ficamos em casa em regime de bolsa de horas é penoso”, considera Jorge Abreu, ao aludir ao índice de qualidade da fábrica. A PSA de Mangualde produz actualmente dois modelos: o Citroën Berlingo e o Peugeot Partner.

Fonte: correio da manhã