Os condutores séniores e a dificuldade de deixar de conduzir

condutor1A mobilidade das pessoas é uma das bases para o funcionamento da nossa sociedade, tanto economicamente quanto em termos de bem-estar. Nós recorremos aos veículos para o trabalho e para nos distrairmos. Essa indispensabilidade de deslocação tornou o acto de conduzir em uma necessidade quase primal. Por outro lado, a prática habitual de condução de veículos leva a que cada reacção ao volante se cosntitua como um reflexo, de modo a que se associa a sua condição como condutor a mais uma vertente de sua personalidade.

O que acontece quando não existe outra escolha a não ser parar de conduzir, pois o corpo já não responde da mesma forma como você se encontra com suas totais capacidades? Talvez esse seja o pior momento para um condutor que sempre encontrou em seu carro um sinal de liberdade, autonomia, independência e até mesmo um símbolo de autoridade. E, certamente, esse momento irá chegar brevemente para muitos de nós. No entanto, é quase óbvio que o conhecimento da situação e até mesmo saber como detectar os primeiros sintomas que indicam uma possível perda de capacidade de condução, é o primeiro passo para encontrar adequadamente a resposta para o problema, seja para nós mesmos ou para as pessoas no nosso meio ambiente.

Conduzir está ligado ao desempenho neuropsicológico e comportamental. Durante a condução, o condutor atravessa de forma contínua uma seqüência em que recebe muitos estímulos, os selecciona, os compara com a sua experiência, decide qual deve ser o seu comporto e executa uma ação decisiva, tudo isso dentro de um determinado tempo de reação, enquanto o veículo está em movimento. Em suma, o condutor deve ver, registar, lembrar, decidir e realizar uma ação motora em tempo mínimo. O risco de acidente aumenta substancialmente essencialmente quando acontece uma redução da velocidade de processamento da informação registada e da capacidade de alterar o registo.

Ao longo dos anos, o corpo de uma pessoa que sofre várias alterações. As suas articulações endurecem e os músculos enfraquecem, apesar de sua condição geral estar excelente. Essa combinação dificulta a mobilidade de qualquer condutor. A acuidade visual e auditiva também variam. Com a idade, todos necessitam de mais luz para ver bem, embora os pontos de iluminação como o sol ou os faróis de outros veículos sejam mais irritantes. O campo visual também fica mais reduzido, aumentando naturalmente os ângulos mortos ao redor todo o veículo.

Com o tempo também se ressente a velocidade de transmissão neuronal, pelo que os movimentos ao volante passa a ser realizados de forma mais lenta e menos precisa. Algumas pessoas sofrem de doenças que afetam a sua capacidade de pensar e se comportar. Este é o caso de pacientes com Alzheimer, que muitas vezes se esquecem de rotas conhecidas ou até mesmo podem chegar a “desaprender” como conduzir com segurança, pelo que realizam mais erros na condução e até mesmo têm mais fácilidade em sofrer acidentes. O acto de conduzir não é uma atividade inata, pois requer aprendizagem, por isso é mais susceptível de cair no esquecimento. No entanto, as pessoas que atravessam as fases iniciais da doença de Alzheimer podem continuar a conduzir por um tempo.

Existe uma lista de pistas sobre a perda da capacidade de conduzir, mas deve ser considerada com cautela e sem cair em exageros:

  • Violação repetida das regras de trânsito.
  • Sofrer acidentes frequentes (mesmo que sejam menos graves) e de forma injustificada.
  • Demorar muito a chegar ao destino ou não chegar ao destino.
  • Evidenciar um tempo de reacção lento.
  • Confusão com a direita ou esquerda.
  • Diminuição de capacidades na tomada de decisões, semáforos, cruzamentos, mudanças de faixa, etc.
  • Dificuldade em leitura de mapas.
  • Condução mais lenta.
  • Mudanças de pista inapropriadas.

Tais situações devem servir como um guia para o condutor e familiares do mesmo que têm como a supervisão e protecção, nunca impondo a retirada precoce do privilégio de conduzir. a Inibição de conduzir merece uma solução negociada entre o si mesmo, as pessoas ao seu redor e o seu médico. O condutor deve conhecer o seu estado, a fim de tomar decisões apropriadas e assumir a responsabilidade. No caso em que o condutor afetado não aceite a sua condição de redução de capacidade ou simplesmente a esqueça, pode recorrer a alguns pequenos truques: mudar o local do automóvel, esconder as chaves ou danificar o carro temporariamente, para convencê-lo de que não vale a pena consertá-lo.

A atitude da família e amigos do condutor afetado é essencial para que ele deixe de conduzir. Mas a tarefa não é fácil e este assunto requer uma grande dose de objetividade e muitas vezes a participação de elementos neutros. Assim sendo, falar sobre estas decisões com outras pessoas que estão ou estiveram em situações semelhantes pode fornecer informações e apoio, especialmente a partir dos assistentes sociais e de saúde e associações familiares.

Retirado de circulaseguro

GNR. Fiscalização especial a pesados de mercadorias até dia 28 de julho

transporte_camiaoA Guarda Nacional Republicana inicia hoje uma nova operação “Truck e Bus”, de fiscalização a veículos pesados de mercadorias, que vai decorrer até ao próximo dia 28 de julho, envolvendo mais de quatro mil militares. Participam na operação 4.132 militares da GNR, num total de 1.741 ações de patrulhamento, nas vias mais críticas e de maior tráfego.

Segundo a GNR, a operação “Truck e Bus” incidirá no controlo de peso, nos tacógrafos (tempos de condução, pausas, tempos de repouso, viciação e manipulação), na verificação do acondicionamento e transporte de carga, na verificação das condições técnicas e documentação dos veículos, na condução sob efeito do álcool, nas infrações de natureza fiscal e aduaneira e também de natureza ambiental.

A operação visa aumentar o campo de atuação da GNR quanto à segurança nas estradas, aliando as ações de prevenção e fiscalização no âmbito rodoviário, ao combate da criminalidade, incluindo a criminalidade no âmbito fiscal e ambiental, explica a força de segurança.

A iniciativa insere-se na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária e no “Road Safety Program 2011-2020″, da Comissão Europeia.

Retirado de oficinaturbo

Etiqueta Europeia conhecida por apenas 20% dos condutores

etiqueta13Os retalhistas de pneus não estão a aproveitar a oportunidade da etiqueta para vender os seus pneus novos ao cliente final. Esta é uma das conclusões que se pode retirar do recente estudo realizado pelo CDI de Confortauto (Centro de Desenvolvimento e Inovação) no qual se verifica que só 20% dos automobilistas conhecem as vantagens da informação da etiqueta europeia do pneu em vigor há 9 meses.

Apesar desta iniciativa pretender ajudar os profissionais das oficinas na hora de argumentar o produto com três elementos chave sobre o pneu, quatro de cada cinco condutores que trocaram os pneus desde Novembro de 2012, data de entrada em vigor da etiqueta – até a data de hoje, dizem não ter recebido informação em profundidade sobre esta ferramenta, mesmo depois de todos os sistemas informáticos das casas de pneus já estarem adaptados para poder informar o cliente sobre a aderência em molhado, a poupança de combustível ou o ruído, tal como obriga a legislação.

Esta é sem dúvida uma poderosa ferramenta para argumentar o produto na hora de vender e até ao momento não está a ser muito utilizada pelas oficinas de pneus. Cerca de 89% das pessoas inquiridas assinalou como importante ou muito importante a entrada em vigor desta iniciativa, segundo este estudo.

O CDI de Confortauto também questionou qual das características da etiqueta eram mais importante para os condutores. Os dados revelam que a segurança ao volante é a prioridade de todos os condutores. O inquérito assinala que 74% dos automobilistas consideram a aderência em molhado de um pneu como a mais importante quando analisa a etiqueta.

Apesar da crise económica que afecta a sociedade, o condutor prefere a segurança face à poupança de combustível que um pneu lhe possa oferecer. Em realidade, só 23% dos condutores de veículos assinalam o item da poupança de combustível como primordial entre os que avalia a etiqueta.

O terceiro elemento abordado na etiqueta europeia, é o ruído, segundo os inquiridos, este só tem curiosidade para os condutores e só um 3% o destaca antes da segurança e a economia.

Sem dúvida, o sector não está a aproveitar assim uma nova oportunidade de converter a venda num produto associado à segurança rodoviária e à alta tecnologia numa experiência para o cliente. Um cliente procura informação que, até à data e apesar do seu valor, as oficinas não alteraram a forma de vender o pneu.

Retirado de oficinaturbo

Glossário de segurança do veículo

glossario_seguranca“Airbag”, “cinto de segurança”, “direcção assistida” são alguns conceitos relacionados aos avanços tecnológicos na segurança de um veículo que não são, de todo, nossos desconhecidos. Se falarmos em ABS, no ESP e outras siglas como o HAC, o BAS ou o EDL, podemos facilmente entrar em terreno desconhecido, embora pese que alguns destes nomes estranhos já estejam a entrar no nosso vocabulário quotidiano, depois de lê-los e ouvi-los tantas vezes.

Não obstante, saberemos como funciona cada um destes sistemas que representam tais denominações? Desde quando fazem parte das nossas viaturas? Quem terá tido a ideia de por em marcha esta ou aquela inovação que visasse uma maior protecção do condutor, dos seus acompanhantes ou até mesmo dos peões? O que é que têm em mente para o condutor? Deve fazer alguma coisa em específico se o automóvel tiver um ou outro sistema?

A Circula Seguro procurou esmiuçar tais perguntas como as de cima, e a partir de amanhã tentaremos formular respostas com uma secção semanal que se propõe a ser um Glossário de segurança do veículo. Faremos um resumo com vocabulário que possa ser entendido por todos, de forma a que se compreenda o imprescindível acerca de como funcionam e porque é que funcionam de determinada forma tais diferentes sistemas de segurança automóvel.

A pouco e pouco, iremos dar conta dessas denominações que, em antemão, são muitas vezes apelidadas com nomes diferentes de acordo com o fabricante que incorpora tais sistemas nos seus veículos. Falaremos sobre um pouco de tudo: desde os sistemas de segurança activa, que evitam a colisão, actuando antes que algo possa acontecer, como também sobre sistemas de segurança passiva, que diminuem os danos provenientes de uma colisão, protegendo as pessoas envolvidas.

Temos pela frente uma tarefa que levará o seu tempo, porque a lista sobre melhorias no que diz respeito aos elementos de segurança que os carros de hoje incorporam é extensa, para a sorte de todos. Esperamos todos vocês amanhã, com a nossa primeira entrada do Glossário de segurança do veículo, que incidirá sobre o sistema anti-bloqueio dos travões, mais conhecido como ABS.

Retirado de circulaseguro

Andar de moto faz as pessoas mais felizes

andar-de-moto-faz-as-pessoas-felizes_hd_45771Em Inglaterra foi feito um estudo que envolveu 1514 inquiridos em todo o território, onde se foi tentar saber que actividades ou hobbys faziam as pessoas mais felizes. Este inquérito foi realizado pela empresa de estudos de mercado inglesa ICM e a conclusão a que chegaram foi que andar de moto era a actividade que mais contribuía para a felicidade das pessoas. No final do inquérito e considerando os resultados gerais às questões colocadas, andar de moto surgiu à frente da outras actividades como pesca, correr, nadar e acampar. A título de exemplo, perante a pergunta sobre “Em que medida acha que o que faz na vida vale mesmo a pena”, andar de moto foi a respostas com mais resultados fortemente positivos comparando com outras actividades. Este inquérito também demonstrou que quem pratica actividades fora de casa é mais feliz do que os que têm hobbys de carácter mais doméstico. Portanto aqui fica a sugestão, se quer ser mais feliz, ande de moto!

Retirado de motofan

O perfil do condutor: educado, confiante, impulsivo, stressado… perigoso

condutorMuitas pessoas pensam que são melhores que os outros quando vão a conduzir o seu veículo. Já quase todos vimos ou sofremos situações nas quais condutores repreendem outros condutores pelo simples facto de irem mais devagar ao iniciarem a marcha numa via de aceleração ou ao esperarem pelo último peão que está a atravessar a passadeira. E não apenas isso. Utilizam a buzina como arma intimidadora seguida de: “vá, vamos…”, “parece que lhe saiu a carta numa rifa…”, são alguns desses comentários.

Por outro lado, alguns condutores, quando circulam por um caminho ou estrada conhecida fazem-no de forma relaxada, como se não se importassem com o resto dos utentes e agem como se os seus veículos fossem em piloto automático. Não é raro verem-se outros condutores que por excesso de confiança aceleram pela berma em cada curva ou passam o semáforo que ainda está vermelho pois sabem que não tardará muito a passar para verde para os peões. São condutores autónomos, confiantes ou de experiência limitada e quando vêem que os outros não reagem como eles, chegam mesmo a comportar-se de uma forma agressiva.

Condutas que podem considerar-se egoístas, contrárias à lei e que mostram desprezo pelos outros, com perigo e chegando a originar um risco desnecessário, para além de serem passíveis de sanções de acordo com o Código da Estrada, podem mesmo considerar-se como actos criminosos. Por outro lado, não se trata apenas de uma questão de fazer, com a ação, mas também de não fazer, como é o caso da omissão: não sinalizar um perigo, uma carga derramada ou o nosso próprio veículo imobilizado que se encontra a obstruir a via pública, não permitir que o ultrapassem, presenciar um sinistro rodoviário e não prestar ajuda ao condutor, a possíveis ocupantes ou a outros participantes implicados, são algumas dessas condutas.

Diz-me como conduzes e dir-te-ei como és

Um estudo sociológico sobre o fator humano na segurança rodoviária patrocinado pela seguradora Mapfre e elaborado pelo gabinete Bernard Krief em 1995, resumido muito brevemente, dizia que um em cada quatro condutores é perigoso e impulsivo e considera o veículo como uma projecção da sua personalidade. Afirmava também que o condutor espanhol valoriza muito positivamente as suas habilidades ao volante e que atribui sempre a culpa dos acidentes ‘aos outros’. No final do relatório e face ao número de entrevistados (uns 1300 aprox.), estes puderam ser classificados em cinco tipos ou grupos de condutores:

Educados e tranquilos: Integram-se neste grupo 17,5% dos condutores entrevistados e caracterizam-se pelo facto de não estarem particularmente obcecados pela segurança nem pela responsabilidade de conduzir. São condutores que conduzem como vivem, sem pressas, não se alteram facilmente, dizem manter-se práticos e resolutos durante a condução, mesmo em situações de dificuldade por imperativos do trânsito.

■ Indiferentes e confiantes: Representam 12,3% dos condutores. Este grupo é o que menos se preocupa com a segurança. Padecem do excesso de confiança que os faz esquecer muitas vezes alguns perigos inerentes à circulação de veículos e de peões. Expressam menos interesse que os restantes condutores por problemas de manutenção, revisões ou elementos de segurança do carro. Estes condutores reconhecem sentir-se um pouco nervosos quando conduzem e não consideram a condução como uma actividade especialmente divertida.

■ Sensibilizados e responsáveis26,9% dos automobilistas classificam-se neste grupo. São condutores que têm as coisas bastante claras. São responsáveis e conscientes de todos os aspectos que intervêm na segurança. Como cumpridores da lei actualizam-se e adaptam-se a ela. Se possuem algum defeito, esse poderá ser a sua invejável autoestima por confiarem muito em si próprios, talvez até demais. Consideram que conduzir é uma verdadeira responsabilidade mas disfrutam da condução.

■ Incompatíveis e apáticos: Os que se incluem nesta tipologia representam 17,4% aproximadamente dos automobilistas. Preferem usar os transportes públicos sempre que podem. Desagrada-lhes terem de conduzir já que consideram a condução uma actividade incómoda e aborrecida. Discordam das regras e podem comportar-se de forma agressiva. São os que protestam quando saem novas regras de trânsito por as considerarem pouco necessárias e apostam numa cidade sem carros. Culpam o automobilista pelos sinistros por atropelamentos e defendem o peão.

■ Impulsivos e impacientes: Este é um grupo numeroso e nele se enquadram 25,9% do total dos condutores. É o grupo mais preocupante do ponto de vista da segurança rodoviária já que apresentam atitudes claramente diferenciadas dos restantes e representam o grupo de condutores com mais acidentes. A sua principal característica é a utilização do veículo como meio de autoafirmação pessoal, ou seja, consideram o carro como um meio para reforçar a sua própria personalidade. Sentem-se transformados e mais donos de si próprios quando estão ao volante. São mais impetuosos, tendem a sofrer mais problemas de stress, são mais irritadiços, têm menos paciência com os problemas do dia a dia do trânsito e manifestam uma forma de conduzir mais agressiva que a dos restantes condutores.

Em suma, identificar-se com um ou com vários destes grupos de condutores pode ser um pouco complexo já que algumas dessas mencionadas condutas não têm que coincidir com o comportamento da pessoa num dado momento, ou seja, não se pode generalizar um simples facto, pois dependerá de múltiplas ações e fatores. Por outro lado, poderia afirmar-se que as pessoas que apresentam um pior ajuste social e cometem infracções leves de trânsito, a longo prazo são mais propensas a sofrer algum acidente ou perigo ao volante.

Retirado de circulaseguro

Worldskills. Mecânicos portugueses distinguidos

worlskills13-616x350No WorldSkills que decorreu recentemente em Leipzig, na Alemanha, o representante português na competição de Mecatrónica Automóvel, Paulo Lopes, conseguiu uma medalha “Best of Nation” e um Certificado de Excelência. Este resultado foi conseguido pelo enorme esforço realizado pelo concorrente e por toda a equipa que na delegação apoiou a sua preparação, nomeadamente o Dr. Eduardo Fonseca (que participou nos campeonatos como expert), pelo formador Engº Marco Araújo, e de um modo geral por todos os colaboradores que se uniram em torno deste objectivo.

A equipa portuguesa, constituida por 19 concorrentes, conseguiu ao todo obter 7 certificados de excelência, o que é sem dúvida um excelente resultado.

O WorldSkills, Campeonato Mundial das Profissões, decorreu em Leipzig, na Alemanha, com a participação de 52 países em 46 profissões, e contou com mais de 1000 concorrentes, dos quais 19 portugueses.

Os Campeonatos das Profissões são encontros onde os jovens de vários países têm oportunidade de concorrer entre si, e que proporcionam o contacto com métodos e técnicas de execução associados às várias profissões em competição, que permitem desenvolver a criatividade, qualidade e autonomia no trabalho, estimulando os jovens para a obtenção de uma qualificação profissional, tendo em vista a sua realização socioprofissional.

São um excelente contributo para a valorização da formação profissional, como forma de inserção na vida ativa, mas também para possibilitar o intercâmbio social, tecnológico e cultural entre os jovens, técnicos de formação e restantes participantes. No site www.worldskills.org poderá encontrar todas as informações sobre este evento, bem como reportagens, fotografias e filmes.

Retirado de oficinaturbo

Sabe a qualidade do seu carro?

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Quando comprou o seu atual automóvel provavelmente considerou o “status quo” das diversas marcas, ponderou a qualidade intrínseca do seu carro por esse patamar. Será que acertou? Sabe a qualidade do seu carro?

Num recente estudo efetuado nas terras do tio Sam, pela conceituada JD Power, foram obtidos resultados deveras surpreendentes, marcas consideradas como populares, e por isso normalmente associadas a uma menor qualidade conseguiram acompanhar, e nalguns casos ultrapassar, marcas consideradas “premium”.

O estudo abordou o assunto da qualidade inicial – em novo – de duas formas, por um lado apurar as falhas efetivas de materiais e sistemas das viaturas e por outro detetar as falhas de “design” que estavam presentes nos modelos das diversas marcas.

Esses problemas incluem sistemas de navegação que são difíceis de operar, assentos traseiros que não se dobram facilmente, interruptores mal posicionados ou cintos de segurança que ficam posicionados só ao alcance do Michael Phelps.

Os chamados problemas de projeto são mais preocupantes para os consumidores do que os defeitos reais de materiais, porque eles são algo que não pode ser corrigido, os compradores têm de viver com eles durante anos e sofrer com essas ineficiências.

Se o motor de arranque do carro avaria o proprietário passa na marca e pode substituí-lo ao abrigo da garantia, mas se os manípulos de abertura das portas estão localizados em uma posição irritante isso é algo que nunca pode ser corrigido.

O leitor pode pensar que esses problemas de erro de projeto, até deveriam ser detetados pelo comprador quando fez test-drive antes da compra, a resposta é “nim”. E se o problema for algo que só consegue detetar quando começa a usar realmente a viatura?

Ao testar o carro, tudo é bonito, está ergonomicamente bem conseguido, uma maravilha, testa tudo o que é normal testar, experimenta ainda o computador de bordo, o GPS. Tudo parece bem.

Compra o carro e começa a usá-lo no dia a dia, aí apercebe-se que para chegar ao menu que precisa de utilizar, tem que passar por três menus , duas opções e cinco subopções, quando chega ao menu desejado das duas uma, ou já chegou ao destino, ou bateu em algo por estar distraído.

Itens com mais queixas

É precisamente nesta área, a tecnologia de infotainment, que residem os maiores problemas reportados pelos proprietários, é também a categoria com maior aumento de queixas neste estudo com 22% do total.

A característica que mais reclamações recebe é o reconhecimento de voz, que os utilizadores consideram como sendo extremamente pobre a sua qualidade e capacidade, o segundo com mais queixas é o sistema Bluetooth, que os utilizadores consideraram como sendo frustrante de utilizar.

Em terceiro lugar surgem os ruídos aerodinâmicos, que melhoraram nos últimos anos, depois vem a falta de qualidade dos materiais usados no interior do veículo e em quinto lugar os sistemas de navegação, que são difíceis de usar.

Equipamento como motores e transmissões não está ficando piores, aliás talvez até estejam no seu nível mais alto de qualidade, mas a eletrônica associada a “gadgets” são a grande fonte de dores de cabeça para os utilizadores dos automóveis atuais.

Os utilizadores dos automóveis estão relatando cada vez mais problemas nestes últimos anos, a sua tolerância para as falhas dos sistemas de infotainment é pouca. Atualmente estão habituados a usá-la em todo o lado, smartfone, tablet’s, e numa série de aplicações que esperam que a sua interação seja sempre uma experiência idêntica quando estão a bordo de uma viatura.

Aliás o pior resultado de todo o estudo foi uma marca, ou melhor para uma sub-marca, que é comercializada nos Estados Unidos e é direcionada especialmente aos jovens, este público tem sido responsável por pedir mais inovação tecnológica a bordo e ser mais exigente no seu bom funcionamento.

Na 2ª parte vamos descobrir qual foi a marca mais penalizada, qual a que foi considerada como tendo a maior qualidade reconhecida pelos seus utilizadores e as marcas que foram uma boa ou má surpresa pelos bons resultados obtidos do estudo.

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A conceituada JD Power, apresentou recentemente os resultados de um estudo sobre a qualidade dos automóveis em comercialização nos Estados Unidos onde foram obtidos resultados surpreendentes, marcas mais baratas, e por isso normalmente associadas a uma menor qualidade conseguiram acompanhar, e nalguns casos ultrapassar, marcas consideradas “premium”.

O estudo anual vem sendo efetuado à 27 anos e abordou o assunto da qualidade de duas formas, por um lado apurar as falhas efetivas de materiais e por outro detetar as falhas de “design” que estavam presentes nos modelos novos das diversas marcas.

Dois terços dos problemas que foram detetados são considerados problemas de design, algo intrínseco ao veículo que posteriormente não é possível corrigir. Isso significa que as avarias “tradicionais” praticamente se tornaram a exceção.

Do total de problemas encontrados 22% foram detetados nos sistemas de infotainment, que são difíceis de operar ou que não funcionam da forma que deviam, criando uma sensação de frustração aos utilizadores desses automóveis.

Dados da pesquisa

No início de 2013 mais de 83.000 pessoas responderam à pesquisa da JD Power. No total foram abrangidas 23 marcas, 209 modelos de veículos provenientes de 135 fábricas diferentes.

A pesquisa foi redesenhada significativamente em relação ao Estudo de Qualidade Inicial anteriormente usado. Por exemplo já não enviaram questionários físicos para os compradores de veículos. Como quase tudo hoje em dia, foi feito online.

Este ano consultaram os proprietários sobre características mais avançadas, tais como informação sobre trânsito e retiraram algumas coisas, por exemplo já não perguntam sobre leitores de cassetes, que atualmente ficaram completamente obsoletos.

Ranking da qualidade

E agora passando ao que interessa qual é a média da indústria? Por cada 100 carros vendidos quantos problemas acha que foram reportados? Até quantos problemas pode ser considerado que ainda bom? Está preparado? A média foram 113 problemas por cada 100 carros.

Quem se portou melhor foi a marca alemã Porsche, com uma média de 80 problemas por cada 100 automóveis, em segundo ficou a americana GMC com 90 , em terceiro a Lexus com 94 seguida de perto da Infiniti com 95 e da Chevrolet com 97.

Nas posições seguintes e até à média da indústria ficaram, Acura, Toyota, Honda, Jaguar, Hyundai, Kia, Mercedes, Audi, Cadillac, Buick, Chrysler e Lincoln com exatamente 113 problemas por cada 100 viaturas.

E existem já surpresas no lote da frente ao ver marcas menos habituais a ocupar lugares de destaque, se as marcas alemães e as japonesas já seriam espectáveis, ver algumas coreanas e americanas tão bem classificadas é uma surpresa.

O lote de marcas que fica abaixo da média são muitas BMW, Volvo, Smart, Land Rover, Jeep, Volkswagen, Mazda, Subaru, Dodge, Ram, Mini, Nissan, Mitsubishi, Fiat e Scion. As últimas quatro estão com uns números não muito bonitos, 142, 148, 154 e 161, respetivamente.

No lado da lista que ninguém quer estar talvez estejam as maiores as surpresas, marcas premium a ficarem colocadas abaixo da média é sempre uma surpresa. Ou seja quando for comprar o seu próximo carro tenha em atenção todos os pormenores.

Outra grande surpresa é ver a Scion, sub-marca do maior construtor japonês, a Toyota, a ficar em último, esta marca é direcionada em especial ao público jovem, e este público é o que mais exige das novas tecnologias, quer mais gadgets, quer que o infotainment a bordo seja sempre “state of the art”, o melhor existente, e qualquer falha é de imediato reportada afundando a marca nas estatísticas.

Testar, testar e testar

Para além da sua comodidade, a sua segurança estará em risco ao circular em viaturas que não lhe proporcionam um ambiente agradável e seguro. Se se sente frustrado com o sistema de navegação, se está distraído a tentar chegar a um botão colocado num local inusitado estará a reduzir a sua atenção à estrada e à condução.

Toda e qualquer distração naturalmente aumenta a probabilidade de provocar ou envolver-se num acidente rodoviário, não deixe de verificar bem quando escolhe a sua viatura, teste sempre tudo o que pretende usar, se não se sentir confortável num carro, procure outro.

Atualmente existem muitos modelos por onde pode escolher, de certeza que encontrará alguma marca a comercializar algum modelo que o deixará satisfeito e sem stress ao utilizá-lo. Não se esqueça de testar tudo, se achar que já está decidido, volte a testar para confirmar e só então compre.

Retirado de circulaseguro

Oficinas independentes reparam mais

oficinas-independentesEsta situação tem-se mantido com ligeiras oscilações ao longo dos anos, fruto da evolução do parque automóvel e da própria estrutura do mercado. O que nem sempre se sabe exatamente é a quota de mercado que efetivamente pertence ao sector de reparação independente e às redes de assistência oficial das marcas de veículos.
Um relatório apresentado pela Audatex num evento de pós-venda da associação empresarial espanhola Ganvam, vem agora dizer que a quota de mercado do sector independente é atualmente de 63%, fruto do envelhecimento do parque automóvel e da maior agressividade das oficinas independentes em relação aos veículos mais recentes. Por exclusão de partes, as redes de assistência de marca ficam com apenas 37% do bolo disponível. De qualquer modo, nos veículos até aos 3 anos de idade, os seus utilizadores ainda vão maioritariamente (54%) aos concessionários e reparadores autorizados. Contudo, além de repararem mais, as oficinas independentes também estão a fazer mais negócio, porque 68% das reparações que efetuam dizem respeito a veículos com mais de uma década de uso, estando provado que as intervenções mais rentáveis ocorrem com carros já com idades superiores a 7 anos.

Uma das razões apontadas no relatório da Audatex para o atual ascendente das oficinas independentes é a diferença dos preços de mão-de-obra entre os dois conceitos, sendo de €40/h em média nas redes oficiais, ao passo que as oficinas independentes praticam preços abaixo dos €30/h. Mesmo assim, o relatório alerta para o facto do preço não ser o critério mais importante no momento da opção entre os dois tipos de oficinas. Efetivamente, 62% dos condutores apontam a confiança de ser a razão mais importante de escolha da oficina, contra apenas 22% que afirmam que o preço é o critério decisivo.

Nas oficinas de marca, também a confiança representa a preocupação principal (68%), seguindo-se a manutenção da garantia (19%), a proximidade (6%) e o preço (1%). Em qualquer tipo de oficina, o profissionalismo é um factor determinante de sucesso, passando por um diagnóstico rápido e exato, orçamento detalhado e se possível ilustrado, bem como prazos de reparação e entrega sem as mínimas (intoleráveis) “derrapagens“.

Retirado de jornaldasoficinas

Quercus compara eficiência energética de carros

toptenO Opel Ampera e o Chevrolet Volt são os carros mais eficientes do mercado português, de acordo com dados comparados pela Quercus e disponibilizados num site para o efeito.

Os valores podem ser conhecidos em http://www.topten.pt/, uma lista atualizada dos automóveis energeticamente mais eficientes do mercado português, sendo esta uma das categorias de produtos mais procuradas pelos consumidores portugueses nesta ferramenta online gerida pela Quercus.
No total foram selecionados 68 modelos, distribuídos por sete categorias, sendo a Toyota, a Ford e a Volkswagen as marcas com mais modelos representados, com 11, 8 e 6 respetivamente.

Esta seleção com base na análise de parâmetros como as emissões de dióxido de carbono e de outros poluentes atmosféricos, o nível de ruído produzido e os recursos utilizados na produção dos veículos.

Retirado de fleetmagazine