ARAN concorda com projeto sobre setor automóvel

ARAN_LogoA Associação Nacional do Ramo Automóvel (ARAN) já fez saber que concorda com a maioria dos pontos da recomendação do projeto de resolução para o setor automóvel que a Comissão de Economia e Obras Públicas (CEOP) da Assembleia da República enviou ao Governo. Disso mesmo deu conta o presidente da associação, António Teixeira Lopes, em declarações ao jornal Vida Económica: “A posição da associação é positiva. Aliás, deu o seu contributo para a realização do documento, que tem muitos pontos dos quais a ARAN tem sido a única associação que tem vindo a falar”.

A possibilidade de baixar o ISV (Imposto Sobre Veículos) nos segmentos A e B e a recomendação para que as grandes superfícies venham a ser equiparadas aos profissionais do retalho e reparação automóvel no que respeita à legislação para o comércio de baterias e lubrificantes, foram dois dos exemplos apontados por António Teixeira Lopes.

O pedido de diligências junto da Autoridade da Concorrência e do Instituto de Seguros de Portugal para investigarem a possibilidade da existência de abuso de posição dominante e de dependência económica por parte de algumas entidades, foi outro caso citado pelo presidente da ARAN: “A questão do abuso de algumas seguradoras, tal como a das grandes superfícies, sempre foi levantada pela ARAN. Parece que só a ARAN levanta voz para os abusos de algumas seguradoras perante as oficinas, o que, aliás, já não é de espantar.”

Esta associação espera que o documento não fique na gaveta e que possa servir para alterações legislativas futuras. António Teixeira Lopes recorda o projeto de resolução enviado, em Julho do ano passado, pela CEOP ao Governo sobre as atividades de reboques: “Faz este mês de Julho um ano que foi criado um projeto de resolução para os reboques, com largo contributo da ARAN. Mas, volvido um ano, está votado ao esquecimento. Só espero que, desta vez, não aconteça o mesmo.”

Retirado de jornal das oficinas

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O Volkswagen Passat comemora 40 anos

thumbs_sapo_ptCA3WJ2QVCorria o mês de maio de 1973 quando a Volkswagen lançou no mercado o primeiro Passat. Desde então e, até hoje, foram vendidas mais de 20 milhões de unidades em todo o mundo, repartidos pelas sete gerações existentes.

A primeira geração teve um sucesso rápido e, sete anos depois do seu lançamento tinha já vendido 2,5 milhões de unidades, deixando uma herança pesada para o seu sucessor. A segunda geração conseguiu ser mais popular, uma vez que durante a sua carreira comercial foi montado em países como o Brasil, Espanha, México, África do Sul e Japão.

O tempo fez com que a Volkswagen enveredasse cada vez mais pelo caminho de tornar o modelo cada vez mais refinado e sofisticado, disponibilizando motores mais eficientes e muito equipamento. A chegada dos motores TDI e TSI, da caixa automática de dupla embraiagem DSG ou do sistema de tração integral 4Motion deram ao Passat uma importância cada vez maior dentro da Volkswagen.

Depois do Golf e do “Carocha”, o Passat é o carro mais vendido de sempre da Volkswagen e é hoje um carro global. Tanto que a marca alemã vende versões específicas para diferentes mercados, como o chinês ou o norte-americano, adaptando o modelo às necessidades locais. A gama conta também com uma versão coupé de quatro portas, mas que na nova geração perdeu a designação Passat e chama-se apenas CC.

Se no início a oferta contemplava versões de três e cinco portas, as primeiras acabaram por ir ficando fora do catálogo, sendo substituídas por versões mais familiares – as carrinhas. E agora existe mesmo uma versão um pouco mais radical, que permite circular em percursos fora do alcatrão – a Alltrack.

A oitava geração do Passat deverá começar a ser vendida no próximo ano.

Retirado de sapo turbo

Honda planeia modelo a hidrogénio para 2020

Honda-FCX-ClarityA Honda fez saber que acredita que só em 2020 será viável em termos comerciais iniciar a produção de um modelo movido a célula de combustível , após a compatriota japonesa Toyota ter anunciado que planeia avançar com um modelo deste tipo já em 2015.

“Temos de baixar os nossos custos para que faça sentido tentar chegar a um público de massas em 2020”, afirmou Koichi Fukuo, responsável pelo desenvolvimento de motores da Honda, em declarações ao The Wall Street Journal.

Os custos muito elevados inerentes à pesquisa e desenvolvimento da tecnologia de célula de combustível [na imagem o FCX Clarity] têm sido considerados, pela marca japonesa, impeditivos para criar um produto acessível para as massas.

De acordo com Koichi Fukuo, os preços dos modelos movidos a hidrogénio deverão ser reduzidos para valores “similares aos topos de gama de cada segmento”.

Recorde-se que a Honda e a General Motors anunciaram recentemente um acordo a longo prazo para o co-desenvolvimento de tecnologia de célula de combustível e armazenamento de hidrogénio para 2020, o qual visa promover a partilha de conhecimentos, economias de escala e estratégias comuns de fornecimento.

Retirado de lusomotores

CM de Lisboa adquire 42 Peugeot elétricos

iOnA Câmara Municipal de Lisboa adquiriu 42 unidades do Peugeot iOn para incluir na sua forta. Os contratos são para 80 mil quilómetros e vão permitir, no total, reduzir as emissões de CO2 em 336 toneladas durante cinco anos,por comparação a uma frota equivalente de motores térmicos com emissões de 100 gCO2/km.

Para António Santos, Director Comercial da Peugeot Portugal, este negócio é fruto de uma abordagem cada vez mais forte da Peugeot Portugal junto dos Clientes frotistas. “Mais do que nunca, dispomos hoje de um grande capacidade de dar resposta às necessidades específicas deste segmento, quer em termos de produto quer em termos de serviços prestados”, disse.

“A Peugeot tem inúmeras acções de carácter ambiental e a sua gama é das mais ecológicas do mercado. Trata-se assim de uma associação natural entre duas entidades que vêm colocando as questões ambientais no centro das suas acções e estamos satisfeitos por contribuir para tornar Lisboa numa cidade mais limpa”, acrescentou José Barata, Director de Relações Externas e Imprensa da Peugeot Portugal.

Retirado de fleetmagazine

Os condutores séniores e a dificuldade de deixar de conduzir

condutor1A mobilidade das pessoas é uma das bases para o funcionamento da nossa sociedade, tanto economicamente quanto em termos de bem-estar. Nós recorremos aos veículos para o trabalho e para nos distrairmos. Essa indispensabilidade de deslocação tornou o acto de conduzir em uma necessidade quase primal. Por outro lado, a prática habitual de condução de veículos leva a que cada reacção ao volante se cosntitua como um reflexo, de modo a que se associa a sua condição como condutor a mais uma vertente de sua personalidade.

O que acontece quando não existe outra escolha a não ser parar de conduzir, pois o corpo já não responde da mesma forma como você se encontra com suas totais capacidades? Talvez esse seja o pior momento para um condutor que sempre encontrou em seu carro um sinal de liberdade, autonomia, independência e até mesmo um símbolo de autoridade. E, certamente, esse momento irá chegar brevemente para muitos de nós. No entanto, é quase óbvio que o conhecimento da situação e até mesmo saber como detectar os primeiros sintomas que indicam uma possível perda de capacidade de condução, é o primeiro passo para encontrar adequadamente a resposta para o problema, seja para nós mesmos ou para as pessoas no nosso meio ambiente.

Conduzir está ligado ao desempenho neuropsicológico e comportamental. Durante a condução, o condutor atravessa de forma contínua uma seqüência em que recebe muitos estímulos, os selecciona, os compara com a sua experiência, decide qual deve ser o seu comporto e executa uma ação decisiva, tudo isso dentro de um determinado tempo de reação, enquanto o veículo está em movimento. Em suma, o condutor deve ver, registar, lembrar, decidir e realizar uma ação motora em tempo mínimo. O risco de acidente aumenta substancialmente essencialmente quando acontece uma redução da velocidade de processamento da informação registada e da capacidade de alterar o registo.

Ao longo dos anos, o corpo de uma pessoa que sofre várias alterações. As suas articulações endurecem e os músculos enfraquecem, apesar de sua condição geral estar excelente. Essa combinação dificulta a mobilidade de qualquer condutor. A acuidade visual e auditiva também variam. Com a idade, todos necessitam de mais luz para ver bem, embora os pontos de iluminação como o sol ou os faróis de outros veículos sejam mais irritantes. O campo visual também fica mais reduzido, aumentando naturalmente os ângulos mortos ao redor todo o veículo.

Com o tempo também se ressente a velocidade de transmissão neuronal, pelo que os movimentos ao volante passa a ser realizados de forma mais lenta e menos precisa. Algumas pessoas sofrem de doenças que afetam a sua capacidade de pensar e se comportar. Este é o caso de pacientes com Alzheimer, que muitas vezes se esquecem de rotas conhecidas ou até mesmo podem chegar a “desaprender” como conduzir com segurança, pelo que realizam mais erros na condução e até mesmo têm mais fácilidade em sofrer acidentes. O acto de conduzir não é uma atividade inata, pois requer aprendizagem, por isso é mais susceptível de cair no esquecimento. No entanto, as pessoas que atravessam as fases iniciais da doença de Alzheimer podem continuar a conduzir por um tempo.

Existe uma lista de pistas sobre a perda da capacidade de conduzir, mas deve ser considerada com cautela e sem cair em exageros:

  • Violação repetida das regras de trânsito.
  • Sofrer acidentes frequentes (mesmo que sejam menos graves) e de forma injustificada.
  • Demorar muito a chegar ao destino ou não chegar ao destino.
  • Evidenciar um tempo de reacção lento.
  • Confusão com a direita ou esquerda.
  • Diminuição de capacidades na tomada de decisões, semáforos, cruzamentos, mudanças de faixa, etc.
  • Dificuldade em leitura de mapas.
  • Condução mais lenta.
  • Mudanças de pista inapropriadas.

Tais situações devem servir como um guia para o condutor e familiares do mesmo que têm como a supervisão e protecção, nunca impondo a retirada precoce do privilégio de conduzir. a Inibição de conduzir merece uma solução negociada entre o si mesmo, as pessoas ao seu redor e o seu médico. O condutor deve conhecer o seu estado, a fim de tomar decisões apropriadas e assumir a responsabilidade. No caso em que o condutor afetado não aceite a sua condição de redução de capacidade ou simplesmente a esqueça, pode recorrer a alguns pequenos truques: mudar o local do automóvel, esconder as chaves ou danificar o carro temporariamente, para convencê-lo de que não vale a pena consertá-lo.

A atitude da família e amigos do condutor afetado é essencial para que ele deixe de conduzir. Mas a tarefa não é fácil e este assunto requer uma grande dose de objetividade e muitas vezes a participação de elementos neutros. Assim sendo, falar sobre estas decisões com outras pessoas que estão ou estiveram em situações semelhantes pode fornecer informações e apoio, especialmente a partir dos assistentes sociais e de saúde e associações familiares.

Retirado de circulaseguro

GNR. Fiscalização especial a pesados de mercadorias até dia 28 de julho

transporte_camiaoA Guarda Nacional Republicana inicia hoje uma nova operação “Truck e Bus”, de fiscalização a veículos pesados de mercadorias, que vai decorrer até ao próximo dia 28 de julho, envolvendo mais de quatro mil militares. Participam na operação 4.132 militares da GNR, num total de 1.741 ações de patrulhamento, nas vias mais críticas e de maior tráfego.

Segundo a GNR, a operação “Truck e Bus” incidirá no controlo de peso, nos tacógrafos (tempos de condução, pausas, tempos de repouso, viciação e manipulação), na verificação do acondicionamento e transporte de carga, na verificação das condições técnicas e documentação dos veículos, na condução sob efeito do álcool, nas infrações de natureza fiscal e aduaneira e também de natureza ambiental.

A operação visa aumentar o campo de atuação da GNR quanto à segurança nas estradas, aliando as ações de prevenção e fiscalização no âmbito rodoviário, ao combate da criminalidade, incluindo a criminalidade no âmbito fiscal e ambiental, explica a força de segurança.

A iniciativa insere-se na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária e no “Road Safety Program 2011-2020″, da Comissão Europeia.

Retirado de oficinaturbo

Etiqueta Europeia conhecida por apenas 20% dos condutores

etiqueta13Os retalhistas de pneus não estão a aproveitar a oportunidade da etiqueta para vender os seus pneus novos ao cliente final. Esta é uma das conclusões que se pode retirar do recente estudo realizado pelo CDI de Confortauto (Centro de Desenvolvimento e Inovação) no qual se verifica que só 20% dos automobilistas conhecem as vantagens da informação da etiqueta europeia do pneu em vigor há 9 meses.

Apesar desta iniciativa pretender ajudar os profissionais das oficinas na hora de argumentar o produto com três elementos chave sobre o pneu, quatro de cada cinco condutores que trocaram os pneus desde Novembro de 2012, data de entrada em vigor da etiqueta – até a data de hoje, dizem não ter recebido informação em profundidade sobre esta ferramenta, mesmo depois de todos os sistemas informáticos das casas de pneus já estarem adaptados para poder informar o cliente sobre a aderência em molhado, a poupança de combustível ou o ruído, tal como obriga a legislação.

Esta é sem dúvida uma poderosa ferramenta para argumentar o produto na hora de vender e até ao momento não está a ser muito utilizada pelas oficinas de pneus. Cerca de 89% das pessoas inquiridas assinalou como importante ou muito importante a entrada em vigor desta iniciativa, segundo este estudo.

O CDI de Confortauto também questionou qual das características da etiqueta eram mais importante para os condutores. Os dados revelam que a segurança ao volante é a prioridade de todos os condutores. O inquérito assinala que 74% dos automobilistas consideram a aderência em molhado de um pneu como a mais importante quando analisa a etiqueta.

Apesar da crise económica que afecta a sociedade, o condutor prefere a segurança face à poupança de combustível que um pneu lhe possa oferecer. Em realidade, só 23% dos condutores de veículos assinalam o item da poupança de combustível como primordial entre os que avalia a etiqueta.

O terceiro elemento abordado na etiqueta europeia, é o ruído, segundo os inquiridos, este só tem curiosidade para os condutores e só um 3% o destaca antes da segurança e a economia.

Sem dúvida, o sector não está a aproveitar assim uma nova oportunidade de converter a venda num produto associado à segurança rodoviária e à alta tecnologia numa experiência para o cliente. Um cliente procura informação que, até à data e apesar do seu valor, as oficinas não alteraram a forma de vender o pneu.

Retirado de oficinaturbo

Glossário de segurança do veículo

glossario_seguranca“Airbag”, “cinto de segurança”, “direcção assistida” são alguns conceitos relacionados aos avanços tecnológicos na segurança de um veículo que não são, de todo, nossos desconhecidos. Se falarmos em ABS, no ESP e outras siglas como o HAC, o BAS ou o EDL, podemos facilmente entrar em terreno desconhecido, embora pese que alguns destes nomes estranhos já estejam a entrar no nosso vocabulário quotidiano, depois de lê-los e ouvi-los tantas vezes.

Não obstante, saberemos como funciona cada um destes sistemas que representam tais denominações? Desde quando fazem parte das nossas viaturas? Quem terá tido a ideia de por em marcha esta ou aquela inovação que visasse uma maior protecção do condutor, dos seus acompanhantes ou até mesmo dos peões? O que é que têm em mente para o condutor? Deve fazer alguma coisa em específico se o automóvel tiver um ou outro sistema?

A Circula Seguro procurou esmiuçar tais perguntas como as de cima, e a partir de amanhã tentaremos formular respostas com uma secção semanal que se propõe a ser um Glossário de segurança do veículo. Faremos um resumo com vocabulário que possa ser entendido por todos, de forma a que se compreenda o imprescindível acerca de como funcionam e porque é que funcionam de determinada forma tais diferentes sistemas de segurança automóvel.

A pouco e pouco, iremos dar conta dessas denominações que, em antemão, são muitas vezes apelidadas com nomes diferentes de acordo com o fabricante que incorpora tais sistemas nos seus veículos. Falaremos sobre um pouco de tudo: desde os sistemas de segurança activa, que evitam a colisão, actuando antes que algo possa acontecer, como também sobre sistemas de segurança passiva, que diminuem os danos provenientes de uma colisão, protegendo as pessoas envolvidas.

Temos pela frente uma tarefa que levará o seu tempo, porque a lista sobre melhorias no que diz respeito aos elementos de segurança que os carros de hoje incorporam é extensa, para a sorte de todos. Esperamos todos vocês amanhã, com a nossa primeira entrada do Glossário de segurança do veículo, que incidirá sobre o sistema anti-bloqueio dos travões, mais conhecido como ABS.

Retirado de circulaseguro

Andar de moto faz as pessoas mais felizes

andar-de-moto-faz-as-pessoas-felizes_hd_45771Em Inglaterra foi feito um estudo que envolveu 1514 inquiridos em todo o território, onde se foi tentar saber que actividades ou hobbys faziam as pessoas mais felizes. Este inquérito foi realizado pela empresa de estudos de mercado inglesa ICM e a conclusão a que chegaram foi que andar de moto era a actividade que mais contribuía para a felicidade das pessoas. No final do inquérito e considerando os resultados gerais às questões colocadas, andar de moto surgiu à frente da outras actividades como pesca, correr, nadar e acampar. A título de exemplo, perante a pergunta sobre “Em que medida acha que o que faz na vida vale mesmo a pena”, andar de moto foi a respostas com mais resultados fortemente positivos comparando com outras actividades. Este inquérito também demonstrou que quem pratica actividades fora de casa é mais feliz do que os que têm hobbys de carácter mais doméstico. Portanto aqui fica a sugestão, se quer ser mais feliz, ande de moto!

Retirado de motofan

O perfil do condutor: educado, confiante, impulsivo, stressado… perigoso

condutorMuitas pessoas pensam que são melhores que os outros quando vão a conduzir o seu veículo. Já quase todos vimos ou sofremos situações nas quais condutores repreendem outros condutores pelo simples facto de irem mais devagar ao iniciarem a marcha numa via de aceleração ou ao esperarem pelo último peão que está a atravessar a passadeira. E não apenas isso. Utilizam a buzina como arma intimidadora seguida de: “vá, vamos…”, “parece que lhe saiu a carta numa rifa…”, são alguns desses comentários.

Por outro lado, alguns condutores, quando circulam por um caminho ou estrada conhecida fazem-no de forma relaxada, como se não se importassem com o resto dos utentes e agem como se os seus veículos fossem em piloto automático. Não é raro verem-se outros condutores que por excesso de confiança aceleram pela berma em cada curva ou passam o semáforo que ainda está vermelho pois sabem que não tardará muito a passar para verde para os peões. São condutores autónomos, confiantes ou de experiência limitada e quando vêem que os outros não reagem como eles, chegam mesmo a comportar-se de uma forma agressiva.

Condutas que podem considerar-se egoístas, contrárias à lei e que mostram desprezo pelos outros, com perigo e chegando a originar um risco desnecessário, para além de serem passíveis de sanções de acordo com o Código da Estrada, podem mesmo considerar-se como actos criminosos. Por outro lado, não se trata apenas de uma questão de fazer, com a ação, mas também de não fazer, como é o caso da omissão: não sinalizar um perigo, uma carga derramada ou o nosso próprio veículo imobilizado que se encontra a obstruir a via pública, não permitir que o ultrapassem, presenciar um sinistro rodoviário e não prestar ajuda ao condutor, a possíveis ocupantes ou a outros participantes implicados, são algumas dessas condutas.

Diz-me como conduzes e dir-te-ei como és

Um estudo sociológico sobre o fator humano na segurança rodoviária patrocinado pela seguradora Mapfre e elaborado pelo gabinete Bernard Krief em 1995, resumido muito brevemente, dizia que um em cada quatro condutores é perigoso e impulsivo e considera o veículo como uma projecção da sua personalidade. Afirmava também que o condutor espanhol valoriza muito positivamente as suas habilidades ao volante e que atribui sempre a culpa dos acidentes ‘aos outros’. No final do relatório e face ao número de entrevistados (uns 1300 aprox.), estes puderam ser classificados em cinco tipos ou grupos de condutores:

Educados e tranquilos: Integram-se neste grupo 17,5% dos condutores entrevistados e caracterizam-se pelo facto de não estarem particularmente obcecados pela segurança nem pela responsabilidade de conduzir. São condutores que conduzem como vivem, sem pressas, não se alteram facilmente, dizem manter-se práticos e resolutos durante a condução, mesmo em situações de dificuldade por imperativos do trânsito.

■ Indiferentes e confiantes: Representam 12,3% dos condutores. Este grupo é o que menos se preocupa com a segurança. Padecem do excesso de confiança que os faz esquecer muitas vezes alguns perigos inerentes à circulação de veículos e de peões. Expressam menos interesse que os restantes condutores por problemas de manutenção, revisões ou elementos de segurança do carro. Estes condutores reconhecem sentir-se um pouco nervosos quando conduzem e não consideram a condução como uma actividade especialmente divertida.

■ Sensibilizados e responsáveis26,9% dos automobilistas classificam-se neste grupo. São condutores que têm as coisas bastante claras. São responsáveis e conscientes de todos os aspectos que intervêm na segurança. Como cumpridores da lei actualizam-se e adaptam-se a ela. Se possuem algum defeito, esse poderá ser a sua invejável autoestima por confiarem muito em si próprios, talvez até demais. Consideram que conduzir é uma verdadeira responsabilidade mas disfrutam da condução.

■ Incompatíveis e apáticos: Os que se incluem nesta tipologia representam 17,4% aproximadamente dos automobilistas. Preferem usar os transportes públicos sempre que podem. Desagrada-lhes terem de conduzir já que consideram a condução uma actividade incómoda e aborrecida. Discordam das regras e podem comportar-se de forma agressiva. São os que protestam quando saem novas regras de trânsito por as considerarem pouco necessárias e apostam numa cidade sem carros. Culpam o automobilista pelos sinistros por atropelamentos e defendem o peão.

■ Impulsivos e impacientes: Este é um grupo numeroso e nele se enquadram 25,9% do total dos condutores. É o grupo mais preocupante do ponto de vista da segurança rodoviária já que apresentam atitudes claramente diferenciadas dos restantes e representam o grupo de condutores com mais acidentes. A sua principal característica é a utilização do veículo como meio de autoafirmação pessoal, ou seja, consideram o carro como um meio para reforçar a sua própria personalidade. Sentem-se transformados e mais donos de si próprios quando estão ao volante. São mais impetuosos, tendem a sofrer mais problemas de stress, são mais irritadiços, têm menos paciência com os problemas do dia a dia do trânsito e manifestam uma forma de conduzir mais agressiva que a dos restantes condutores.

Em suma, identificar-se com um ou com vários destes grupos de condutores pode ser um pouco complexo já que algumas dessas mencionadas condutas não têm que coincidir com o comportamento da pessoa num dado momento, ou seja, não se pode generalizar um simples facto, pois dependerá de múltiplas ações e fatores. Por outro lado, poderia afirmar-se que as pessoas que apresentam um pior ajuste social e cometem infracções leves de trânsito, a longo prazo são mais propensas a sofrer algum acidente ou perigo ao volante.

Retirado de circulaseguro