Comprar carro a gasolina ou a gasóleo? Fizemos as contas por si

O Diesel (ainda) está na moda, mas, com a legislação antipoluição a apertar, muitos condutores questionam-se se deveriam comprar carro a gasolina ou a gasóleo.
Comprar Carro a gasolina ou gasóleo
 Com os incentivos fiscais a beneficiarem cada vez mais os automóveis a gasolina com baixas emissões de CO2 e com a oferta cada vez maior de modelos com motores turbocomprimidos de baixa cilindrada, é normal que muitos condutores se questionem se devem comprar um carro a gasolina ou a gasóleo. Para os ajudar, os nossos especialistas fizeram as contas para saber a partir de quantos quilómetros por ano rende o investimento extra num carro Diesel.

Comprar carro a gasolina ou gasóleo?

À primeira vista, com consumos e um preço por litro inferiores, as versões a gasóleo ganham vantagem. Mas, fazendo bem as contas, não é assim. Depois, as novas normas antipoluição são cada vez mais restritivas em relação ao diesel e isso vai-se refletir não só nos preços de aquisição (dispositivos de redução de emissões mais sofisticados) mas também na fiscalidade, cuja tendência é de se tornar cada vez mais penalizadora para essas motorizações.

Os fabricantes de automóveis estão-se a antecipar a essa viragem e cada vez mais apostam na gasolina ou nos híbridos gasolina/elétricos. Por exemplo, a Lexus, a marca de luxo do grupo Toyota, já só tem na sua gama motorizações a gasolina ou híbridas gasolina/elétrica e a própria Toyota está a pôr de parte os propulsores a gasóleo. O novo Honda Civic está a ser lançado só com motores a gasolina (no final do ano, virá uma versão a gasóleo) e, na renovação do Volkswagen Golf, embora o diesel se mantenha, a aposta mais forte vai para uma versão com motor a gasolina de 110 cv.

Vamos então a contas

Comparemos versões a gasóleo e a gasolina de um mesmo veículo, sem levar em linha de conta o custo das manutenções e revisões (mais dispendiosas para as viaturas a gasóleo) ou preocupações ambientais, com base num preço de 1,30€/litro para o gasóleo e 1,50€/litro para a gasolina.

1º exemplo: Volkswagen Golf

Volkswagen Golf

Comecemos pelo novo Golf: o 1.0 TSI de 110 cv Trendline Pack a gasolina custa 24.521€, o diesel 1.6 TDI de 90 cv Trendline (menos equipado) custa 28.103€. As médias oficiais de consumos são 4,8 l/100km para o 1.0 TSI e 3,8 l/100km para o 1.6 TDI. Isto é, em custos de utilização, por cada 100km, o 1.6 TDI tem uma vantagem de 2,30€ sobre o 1.0 TSI. Mas, como este, na compra, é quase 4000€ mais barato do que o diesel, só após cerca de 174.000 quilómetros é que o 1.6 TDI começa a compensar.

2º exemplo: Alfa Romeo MiTo

Alfa Romeo Mito

O Alfa Romeo MiTo com motor 0.9 a gasolina de 105 cv custa 19.493€ e o preço a gasóleo, com propulsor 1.3 de 95 cv, é de 20.993€. As médias de consumo são 4,2 l/100km para a variante a gasolina e 3,4 l/100km para a diesel. Com o MiTo a gasóleo poupa-se 1,90€ por cada 100 km. No entanto, os quase 1500€ de custo adicional do MiTo diesel só se pagam ao fim de percorrer cerca de 105.000 quilómetros.

3º exemplo: Nissan Micra

Nissan Micra

O novo Nissan Micra com propulsor 0.9 de 90 cv a gasolina custa 15.400€ e o seu irmão com motor 1.5 dCi a gasóleo de 90 cv tem um preço de 19.600€. Com médias de 3,5 l/100km (gasóleo) e 4,6 l/100km (gasolina), o Micra diesel só começa a ser vantajoso após 175.000 quilómetros.

Estes são apenas alguns exemplos, mas as versões a gasóleo são sempre mais caras que as a gasolina – a diferença entre elas é que pode variar. Some-se a isso o custo adicional das revisões e manutenção das viaturas diesel.

Investimento em veículos a gasóleo só compensa a partir dos 100.000 kms

Por tudo isto, é preciso fazer, no mínimo, mais de cem mil quilómetros para que os custos de utilização das viaturas a gasóleo comecem a compensar o investimento inicial, manutenção e revisões. Sabe bem pagar menos na bomba de combustível, mas a que custo? Na aquisição de um veículo, há que fazer bem as contas: diferença de preços entre versões de potência similar a gasolina ou a gasóleo e os custos de utilização, considerando a diferença de médias de consumo e de preços por litro da gasolina e do gasóleo.

Claro que há outros fatores a considerar – muitos preferem o comportamento e as performances das viaturas diesel face a idênticos modelos a gasolina, mas, em termos puramente economicistas, os veículos a gasolina estão em vantagem face aos a gasóleo.

retirado de kkb

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Quer gasolina à borla? Dizemos-lhe como

Não se trata de assaltar uma bomba de combustível e muito menos de abastecer sem pagar. É apenas um simples truque para ter mais gasolina (ou, já agora, gasóleo, GPL e Gás Natural) pelo mesmo valor.

A gasolina, como qualquer outro combustível utilizado para mover um motor de combustão interna, é um fluido e, apesar de ser o mais caro, continua a ser sensível à temperatura. Quer isto dizer que, se colocarmos num depósito vazio 100 litros de gasolina, de manhã muito cedo, com uma temperatura de 10ºC, vamos ter à nossa disposição cerca de 102 litros quando formos a caminho do Algarve, com o veículo exposto ao sol de Inverno e a uma temperatura de 30ºC.

A vantagem pode não parecer muita, mas 2 litros permitem percorrer mais 40 quilómetros num automóvel diesel de média dimensão, e cerca de 30 se o veículo em causa consumir gasolina, cujos consumos são ligeiramente superiores. Ao fim de um ano, ou 15.000 quilómetros – o valor médio percorrido por muitos automobilistas –, a economia gerada está longe de ser despiciente.

Não vamos complicar o raciocínio introduzindo o conceito de coeficiente de expansão térmica, fixando-nos antes no facto de a água aumentar relativamente pouco de volume com o incremento da temperatura – sensivelmente o mesmo do que o mercúrio –, enquanto a gasolina é cinco vezes mais sensível a este argumento. Mais do que isto, só mesmo fluidos como o álcool etílico, que bate a gasolina em 20% e é por isso usado em alguns termómetros, associado a um corante vermelho.

Portanto já sabe, se abastecer de manhã, quando está mais frio, ganha aproximadamente 1% de combustível por cada variação de 10ºC, vantagem que se torna mais evidente quando os depósitos das bombas não são subterrâneos ou estão mal isolados. Mas será sempre assim?

Sim, mas nem sempre

Há algumas umas nuances que deve ter presente. Primeiro, nas bombas de combustível com depósitos subterrâneos bem isolados, a gasolina armazenada lá dentro é pouco sensível ao frio da noite porque a camada de terra que a protege serve de isolante.

Mas não é menos verdade que, se o combustível for transportado de autotanque durante a noite – como normalmente acontece nos reabastecimentos dos postos –, o combustível arrefece (tanto mais quanto maior for a viagem) e leva depois muito tempo a aumentar de temperatura dentro do depósito subterrâneo.

Depois, se quer usufruir da poupança, fuja das bombas mais modernas, pois algumas têm sistemas de compensação de temperatura, o que lhes permite corrigir o volume fornecido em face da temperatura do líquido. Parece complicado? E é, mas ninguém lhe disse que isto de poupar era uma tarefa fácil.

Retirado de observador

Comprar carro a gasóleo ou a gasolina? Descubra qual é a melhor opção

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Valor do veículo, número de quilómetros que faz e preço dos combustíveis influenciam a decisão.

Comprar carro a gasolina ou a gasóleo? Tudo depende do valor do veículo, do número de quilómetros que faz e também do preço do combustível praticado no mercado. Isso significa que a decisão final depende de muitos factores.

O que é certo é que as marcas têm vindo a melhorar as suas monitorizações nos últimos anos. Os preços dos automóveis também ficaram mais acessíveis com a crise e com a quebra de vendas e perante o preço da gasolina muitos consumidores começaram a olhar para os veículos a gasóleo como uma opção.

Mas, se por um lado os automóveis a gasolina custam menos, por outro os carros a gasóleo gastam menos e, apesar de a diferença ser menor, a verdade é que o diesel continua a ser mais barato.

Aliás, a partir desta segunda-feira vamos assistir a novos aumentos no preço da gasolina, até 3 cêntimos por litro, e a descidas no preço do gasóleo no mesmo valor. Feitas as contas, desde o início do ano o preço do diesel em Portugal já subiu cerca de 16,5 cêntimos, enquanto a gasolina encareceu perto de 27 cêntimos por litro. Ou seja, a factura para encher um depósito com 60 litros de gasolina já aumentou 16 euros face à última semana do ano passado. Já no caso do gasóleo a diferença é de mais 10 euros por depósito.

No entanto, muitos especialistas dizem que, pela diferença de preço entre um carro a gasolina e um carro a gasóleo, se um condutor faz menos de 30 mil quilómetros por ano, escolher um carro a gasolina compensa mais. Ainda assim, o preço do combustível também influencia. Por exemplo, para quem vive em Mafra e trabalha em Lisboa e se deslocar sempre de carro para o trabalho, e repetir esse percurso ao fim-de-semana, são cerca de 90 quilómetros por dia. Ao fim de um ano são cerca de 32 mil quilómetros. Ou seja, uma pessoa que todos os dias úteis, sem excepção, faça este circuito, ao fim de quatro anos começa a poupar em combustível. Se viver na zona de Sintra, este valor baixa para pouco mais de 20 mil quilómetros ao ano, o que representa uma poupança apenas a partir dos seis anos.

Outro critério a ter em conta diz respeito ao valor que pode pedir pelo veículo se pretender vendê-lo mais tarde. No mercado automóvel, os carros a diesel continuam a ter mais valor e uma maior procura. Se pensar apenas na manutenção, a decisão poderá ser outra. As peças de manutenção de um automóvel a gasolina são normalmente mais baratas, o que é vantajoso se adquirir um carro já com alguns anos.

Retirado de ionline