Preço dos combustíveis: impostos representam 50% do valor de custo

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A desvalorização do barril de petróleo nos mercados tem sido uma constante este verão. A tendência é geralmente acompanhada de quedas no preço dos combustíveis vendidos pelos postos de abastecimento comuns, mas estas nunca excedem valores de 1 ou 2 cêntimos, um facto que, tendo em conta a quebra acentuada do valor da matéria-prima, suscita algumas dúvidas na cabeça dos consumidores quanto à justiça da “lógica” de atualização de preços. O Notícias ao Minuto ajuda a perceber…

As notícias revelam grandes quebras no preço do barril, contudo os consumidores finais nem sempre as sentem quando abastecem os seus veículos.

Os mínimos históricos associados ao preço do barril do petróleo não permitem que os consumidores finais assistam a uma queda abrupta quando abastecem os veículos. De acordo com o jornal i, são os impostos que impossibilitam a descida de preços no gasóleo e gasolina.

João Reis, da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro), garante que não há muita margem de manobra para mexer no preço dos combustíveis, sendo que a carga fiscal e os custos fixos não o permitem.

“Os custos fixos mantêm-se sempre e até tendem a aumentar. É o caso dos custos de distribuição, de comercialização e da própria margem para as companhias e revendedores”, explica o responsável.

Mais ainda, os impostos são imperiais no que toca aos preços dos combustíveis. No caso da gasolina, estes representam cerca de 61% do preço do litro, enquanto no gasóleo rondam os 50%.

“Neste momento o preço do litro da gasolina está fixado em 1,476 euros, mas só posso mexer numa parte dessa parcela. Se retirarmos os impostos e os custos fixos, fico com uma margem que ronda os 27% em que posso alterar”, justificando assim as pequenas reduções de um e dois cêntimos por litro.

“Se queremos baixar 20 na origem, só podemos baixar 10 no preço final”, conclui. Desta forma, apesar de haver uma relação entre o preço do barril e o preço do litro do combustível, a verdade é que grande parte do valor pago é dedicado a despesas que não dependem do preço na origem.

Retirado de noticias ao minuto

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Gasóleo a menos de 1 euro: saiba onde abastecer

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O primeiro posto de abastecimento a vender gasóleo a menos de 1 euro foi o do Jumbo de Santo Tirso. Agora também o Pingo Doce vende gasóleo abaixo de 1 euro, mais precisamente a 99 cêntimos por litro.

Os preços dos combustíveis continuam a recuar para valores que já não estávamos habituados a pagar, ao nível dos praticados em 2009.

Os dados recolhidos pelo Dinheiro Vivo ajudam-nos a perceber a evolução dos preços em relação aos postos de referência.

Quem estiver por perto e decidir ir a Santo Tirso atestar o depósito, pode sempre levar também uma caixa de jesuítas. Afinal, nesta época natalícia, mais doce menos doce ninguém nota.

Jumbo e Pingo Doce estão vender gasóleo 20 cêntimos abaixo das gasolineiras de referência (BP, Galp, Repsol) e 18,5 cêntimos abaixo da média nacional, uma diferença que se tem acentuado nas últimas semanas (a diferença era, em média, 12 cêntimos por litro em relação às gasolineiras de referência). Nos postos de combustível Prio que têm parceria com o Pingo Doce também é possível abastecer a menos de 1 euro.

Para os petrolheads que dispensam o gasóleo, a gasolina mais barata está no Intermarché: 1,20 euros o litro (14 cêntimos inferior à media nacional e 15 cêntimos inferior em relação aos postos de referência).

Retirado de razaoautomovel

Tecnologias de poupança de combustível: Parte 1

large_88818Start/Stop

Era mais simples pensar que a tecnologia start-stop tinha sido inventada pela BMW na segunda metade da década passada. A BMW refinou e desenvolveu a tecnologia, mas na verdade ela foi criada no Japão, em meados da década de 70. Com o crescente ênfase dado recentemente à economia de combustível e à redução das emissões de CO2 a tecnologia Start/Stop, voltou a aparecer, e é talvez a mais famosa das tecnologias de poupança de combustível aplicadas aos carros movidos a motores de combustão interna. A Ford alega que este sistema melhora em cerca de 4% a economia de combustível, embora isso claramente dependa de diversos fatores.

Como é que funciona?

O sistema start/stop desliga automaticamente o motor quando o carro está parado. Isto reduz a quantidade de tempo que o motor gasta em marcha lenta, o que por sua vez reduz as emissões e melhora o consumo de combustível.

As marcas desenvolveram o sistema de modo a que as funções tais como o ar condicionado possam continuar operacionais mesmo depois do motor ter desligado, o que normalmente envolve o uso de um motor elétrico.

Quem utiliza esta tecnologia?

A Toyota foi a primeira marca a utilizar esta tecnologia depois de descobrirem que no trânsito intenso de Tóquio o Crown era 10% mais eficiente equipado com este sistema. Ao longo das décadas de 80 e 90 foi utilizada esporadicamente, principalmente pelo Grupo VW Volkswagen que o instalou no Polo e depois no Golf Ecomatic em 1994 antes de o colocar no Lupo 3L e no Audi A2 em 1999. Nos primeiros anos obteve um sucesso limitado, em parte devido aos elevados custos e os condutores, que não estavam habituados a que o motor fosse desligado, achavam-no muitas vezes desconcertante.

Nos últimos anos, como a legislação exigiu que as marcas implementassem medidas de eficiência energética, a tecnologia tornou-se predominante, em primeiro lugar nos carros de caixa manual e, em seguida, nos modelos automáticos. A BMW, a Audi e a Mercedes usam a tecnologia, mesmo nos seus modelos mais rápidos, como é o caso do BMW M5 e agora até a Lamborghini no novo Aventador LP 700-4.

brake_energy_regenerationRegeneração de energia de travagem

Recentemente, a BMW tomou como sua a regeneração da energia de travagem, mas na verdade esta tecnologia remonta ao final dos anos 60. Pode ser utilizada em carros movidos unicamente por um motor de combustão interna, nos carros elétricos e nos híbridos, ou sob a forma de um sistema de recuperação de energia cinética, como no caso da Fórmula 1.

Como é que funciona?

Cada vez que o pedal do travão é pressionado é desperdiçada energia. Ao acelerar no arranque a primeira energia utilizada é transformada em calor, que não é utilizado para nada. Este desperdício de energia é mais evidente quando observamos as luzes de travagem que se acendem e apagam na auto-estrada onde os condutores seguem muito perto uns dos outros e não planeiam a sua condução com antecedência. Para além de perigoso, pode provocar um acidente e transforma combustível valioso em calor inútil.

Ao contrário dos tradicionais sistemas de travagem, que não fazem nada para aproveitar a energia perdida, os sistemas de travagem regenerativa tentam aproveitar a energia perdida. O sistema BMW Efficient Dynamics usa esta energia para recarregar a bateria do carro, reduzindo assim o trabalho que o motor tem que fazer para executar essa função. No entanto, os veículos híbridos levaram mais longe o uso desta tecnologia. No caso do Toyota Prius, a maioria das funções de travagem são realizadas por motores elétricos alojados nas rodas de tração, que se transformam em geradores que fornecem energia às baterias. Estes sistemas não necessitam de manutenção real e até reduzem o desgaste das pastilhas/discos. Ainda assim contribuem para uma sensação de um pedal de travão pesado, que pode ser desconcertante.

O segundo tipo de regeneração de energia de travagem é mais conhecido como KERS. Mais adequada aos automóveis desportivos, esta tecnologia utiliza uma mistura de tecnologia elétrica e mecânica, utilizando a energia de travagem para fazer rodar um volante de inércia até às 80.000 rpm. Este é ligado às rodas motrizes quando é necessária a potência máxima. Isto tem claros benefícios para os carros de alto desempenho e de competição.

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Qualquer pessoa que trabalha com carros irá dizer-te que os pneus são importantes, eles afetam a dinâmica do carro, os níveis de aderência e a eficiência com que o carro se move na estrada. Os pneus são igualmente algo que pode ser alterado em qualquer carro, sem haver razões para gastar dezenas de milhares de euros no mais recente Toyota Prius para obter ganhos consideráveis.

A última década viu os maiores fabricantes de pneus produzirem pneus de baixa resistência ao rolamento em grande escala. A Comissão Europeia estima que os pneus mais eficientes podem chegar a ser 10% mais eficientes do que o menos eficiente.

Os pneus de baixa resistência são produzidos com recurso à sílica que reduz a resistência entre as moléculas no interior do pneu. Isto significa que o pneu gira ao longo da estrada com menos resistência. A única preocupação é que isso poderia reduzir também a capacidade do pneu para parar e virar o carro. Na realidade, os melhores exemplos destes pneus fazem muito bem esse trabalho. Basta fazer uma boa investigação inicial.

Obviamente, não é necessário substituir os quatro pneus para melhorar a eficiência de combustível do teu carro. Também é extremamente importante certificares-te que os teus pneus estão calibrados corretamente. Isso geralmente significa controlar a pressão, já que os pneus  vão gradualmente perdendo pressão ao longo do tempo. Isto não só melhora a economia de combustível do carro, mas também o torna  mais controlável.

Fonte: autoviva

Empresas poderão deduzir totalidade do IVA dos combustíveis

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As empresas vão poder deduzir a totalidade do IVA dos combustíveis da sua frota automóvel. A medida decorre do OE para 2013.

Segundo explicou hoje a fiscalista Maria da Graça Martins, num evento da SRS Advogados, em Lisboa, actualmente já é possível deduzir a totalidade do IVA nas despesas com os consumos de gasóleo, GPL, gás natural ou biocombustíveis quanto a máquinas que não sejam matriculadas, o que engloba, por exemplo, maquinaria industrial. Além disso a lei prevê que se possa deduzir metade do IVA quanto a máquinas matriculadas, como os automóveis.

Com esta proposta do Orçamento do Estado (OE), disse a fiscalista, este benefício, a não haver alterações na discussão na especialidade, será alargado à totalidade do IVA. O impacto será muito significativo em, por exemplo, empresas de camionagem.

Fonte: económico.sapo

13 dicas para poupar dinheiro em combustível

Com o preço do petróleo a atingir  novos máximos quase diariamente, nunca foi tão caro abastecer um automóvel –  seja a gasolina ou a gasóleo – esteja em que ponto do globo estiver. Hoje em  dia poupar combustível é sinónimo de poupar dinheiro… veja como!

  1. Comparar preços. O preço do combustível hoje poderá não ser o mesmo       amanhã e talvez o posto de abastecimento ao lado do escritório oferece       preços mais baratos do que aquele ao pé de casa. Esteja atento, anotando as várias ofertas disponíveis, para fazer sempre uma escolha económica. Em       Portugal, descubra em que postos pode abastecer o seu carro por menos       Euros, bastando para isso consultar o site Mais Gasolina ou então o GasMappers que estende ainda o serviço a vários países do mundo, incluindo o Brasil, cujos automobilistas podem ainda recorrer a este comparador de preços.
  1. Cheio, por favor. Sempre que vá abastecer, ateste o depósito de       combustível. Com as deslocações extra ao posto, vai acabar por gastar mais       dinheiro se tentar abastecer pouco de cada vez. Aliás, vai poupar tempo e dinheiro. Pare de abastecer mal tenha a indicação de que o tanque está       cheio – não vale a pena tentar colocar mais umas gotas se já foi avisado que está cheio! Essas gotas vão acabar por sair por fora e você pagou-as. No final de cada abastecimento, certifique-se que a tampa do depósito esteja firmemente enroscada e nunca danificada – se não estiver, é a melhor forma de o combustível se evaporar!
  1. Abastecer pela fresca. A melhor altura do dia para abastecer o seu automóvel é de manhã cedo ou à noite, ou seja, nos períodos mais frescos do dia. Isto porque a gasolina está mais densa nesta altura e, como a gasolina é paga ao litro, comprará mais por menos.
  1. Conduza devagar. A condução a altas velocidades também faz com que o       combustível desapareça a olhos vistos, ou seja, toca a abastecer! Para além de ser melhor para o ambiente e para o seu nível de stress, conduzir devagar vai permitir que abra menos vezes a carteira. Quer uma ajuda extra? Se o seu veículo vier equipado com cruise control, utilize-o! Esta condução automática pensada principalmente para as auto-estradas é bastante mais económica do que a condução humana.
  1. Carro para toda a obra. Antes de sair para ir ao supermercado, por exemplo, pense em todos os outros sítios aos quais possivelmente terá que se deslocar mais tarde ou nos próximos dias – lavandaria, banco, florista, casa da mãe – e faça tudo de uma só vez, seguindo a rota mais directa, claro está!
  1. Manutenção em dia. Um carro em perfeita saúde, é um carro que vai ter uma performance mais eficaz e com consumos normais. Para garantir isso, siga estas recomendações básicas: verificar periodicamente a pressão dos pneus, o óleo, os filtros de ar, o alinhamento da direcção, o motor… Ah, e faça uma limpeza geral à viatura e à mala, retirando objectos pesados e desnecessários – um carro mais leve, é um carro menos consumista.
  1. Ar condicionado q.b. Quando o calor realmente aperta, claro que sabe bem fechar os vidros do carro e ligar o ar condicionado. Fora disso, utilize o bom senso e não passe cada viajem a ligar e a desligar o AC, a pôr mais fresco, só para cinco minutos depois aumentar a temperatura – o objectivo é poupar gasolina, não gastá-la!
  1. Sempre desligado. Compensa sempre desligar o carro – enquanto espera       por alguém ou vai levantar dinheiro, nas filas de trânsito e até num semáforo demorado ou numa passagem de nível. É um hábito (económico!) a adquirir!
  1. Estacionar à primeira. Chegado ao destino, estacione sempre no primeiro lugar que encontrar. É bem melhor caminhar um bocadinho (só lhe faz bem!) do que a andar às voltinhas a perder a paciência e a gastar combustível, não acha? Ah, e estacione de forma que possa sair sem fazer manobras de marcha atrás, estas consomem mais gasolina.
  1. Sombra vs. Sol. Se estacionar ao ar livre, prefira sempre os locais com sombra. Isto porque um carro estacionado ao sol, seja no Verão, seja no Inverno, favorece a evaporação da gasolina. Para além disso, não vai precisar de ligar o ar condicionado quando voltar ao carro. Se não tiver alternativa senão estacionar ao sol, certifique-se que o depósito de combustível não esteja voltado na direcção do sol.
  1. Estude as suas rotas. Há sempre mais do que uma maneira de chegar ao mesmo sítio. Utilize o computador de bordo (ou o método tradicional de anotar os quilómetros depois de atestar o depósito) para medir consumos e escolher os percursos mais económicos. No entanto, evite todas as estradas não alcatroadas e/ou de difícil acesso – estradas em terra ou de cascalho podem aumentar o consumo de combustível até 30%!
  1. Troque de carro. Neste campo, existem várias formas de economizar: venda       um dos carros da família; troque um carro a gasolina por um a gasóleo; se vai comprar, considere adquirir um automóvel mais pequeno, um híbrido, um carro que funcione a GPL ou, porque não, um scooter?
  1. Deixe o carro na garagem. Nos dias que correm, a melhor forma de poupar nos combustíveis é, sem dúvida, deixar o carro em casa. Vá a pé, de bicicleta, de transportes públicos ou combine boleias colectivas com amigos e colegas de trabalho. O carpooling – onde várias pessoas partilham o mesmo automóvel – está-se a tornar cada vez mais procurado, não só em Portugal mas também no Brasil. Veja porquê em http://www.carpool.com.pt/, http://www.deboleia.com/, http://www.carpoolworld.com/ e em http://www.compartir.org/.

Fonte: saberpoupar