Portugal vai produzir mais de 300 mil viaturas até final de 2019

Ao atingir este volume, Portugal confirma a sua importância no ranking dos países produtores de veículos automóveis.

Dos mais de 300 mil carros que vão ser produzidos até final do ano, 240 mil irão sair da Autoeuropa em Palmela. Face aos números relativos a 2018, significa isto que o fabrico automóvel em Portugal está assim a crescer 17,6% face ao período homólogo.

A produção de veículos ligeiros aumentou 20,2% para 211.060, enquanto os comerciais ligeiros cresceram 7% para 43.264. A produção de pesados também aumentou, ainda que a um ritmo mais ligeiro (6,3%) para um total de 4.064 unidades.

O fabrico automóvel em Portugal tem vindo a aumentar nos últimos anos, tendo atingido um recorde já no ano passado, quando saíram das fábricas portuguesas 294.366 unidades.

retirado de acp

Fiscalidade automóvel: FAQ’s

Que alterações sofreu o ISV?

O Imposto Sobre Veículos teve um aumento de cerca de 12% em média nos veículos de passageiros (VP, Tabela A), repartido entre cerca de 7% na componente cilindrada e cerca de 20% na componente ambiental (gasolina e gasóleo). Foi criado um escalão inferior nas 3 sub-tabelas da Tabela A, com o objectivo de beneficiar os veículos menos poluentes e mais baratos. Nos veículos comerciais ligeiros (VCL, Tabela B) o aumento foi de cerca de 6% em média. Poderá consultar aqui as tabelas atuais (anexo tabela A, B e C – para motociclos).

Houve alterações no imposto sobre veículos usados importados?

Não, as reduções no imposto correspondente a veículos usados importados (tabela D em anexo) mantêm-se inalteradas.

Houve alterações na tributação de veículos híbridos?

Não, mantiveram-se as reduções de ISV nos veículos híbridos, aplicando-se taxas intermédias, correspondentes às percentagens a seguir indicadas do imposto resultante da aplicação da tabela A: • 60% da tributação para os veículos ligeiros de passageiros híbridos não plug-in (50% em 2014); • 40% da tributação para os veículos ligeiros de passageiros movidos exclusivamente a GPL ou GNV (50% em 2014); • 25% da tributação para os veículos ligeiros de passageiros híbridos plug-in com autonomia mínima no modo eléctrico de 25 km (50% em 2014).

Houve alterações nas reduções de ISV para Táxis?

Não, os automóveis ligeiros de passageiros e de utilização mista que se destinem ao serviço de aluguer com condutor — táxis, letra ‘A’ e letra ‘T’ –, introduzidos no consumo e que apresentem até quatro anos de uso, contados desde a atribuição da primeira matrícula e respetivos documentos, e não tenham níveis de emissão de CO2 superiores a 160 g/km (175 g/km em 2014), confirmados pelo respetivo certificado de conformidade, continuam a beneficiar de uma isenção correspondente a 70% do montante do imposto.

Houve alterações nos benefícios para as Instituições Particulares de Solidariedade Social?

Não, continuam isentos do imposto os veículos que possuam um nível de emissão de CO2 até 180 g/km, para transporte colectivo dos utentes com lotação de nove lugares, incluindo o do condutor, adquiridos a título gratuito ou oneroso, por instituições particulares de solidariedade social que se destinem ao transporte em actividades de interesse público e que se mostrem adequados à sua natureza e finalidades.

Houve alteração nos valores do Imposto Único de Circulação?

Sim, as taxas deste imposto tiveram um aumento de 0,5%.

Houve alterações nos preços dos combustíveis?

Houve um agravamento de 6 cêntimos por litro na gasolina sem chumbo e no gasóleo rodoviário.

Qual é o novo incentivo ao abate de veículos em fim de vida e para que veículos?

O incentivo fiscal à destruição de automóveis ligeiros em fim de vida com 10 ou mais anos de idade diminuiu face aos valores que vigoraram em 2015. Continuam a traduzir-se em redução do imposto sobre veículos (ISV) até à sua concorrência, quando aplicável, ou na atribuição de um subsídio, no montante de: Veículos elétricos > 2.250€ Híbridos Plug-In > 1.125€ Quadriciclos pesados elétricos > 1.000€

Que gastos são aceites para efeitos fiscais ao nível do IRC?

São aceites como gastos, para efeitos fiscais, as depreciações das viaturas ligeiras de passageiros na parte correspondente ao custo de aquisição ou ao valor de reavaliação, até ao montante de (comparados com 2014):

Que encargos estão sujeitos a tributação autónoma em IRC?

Continuam a ser tributados autonomamente os encargos efetuados ou suportados por sujeitos passivos que não beneficiem de isenções subjetivas e que exerçam, a título principal, atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola, relacionados com: – Viaturas ligeiras de passageiros; – Viaturas ligeiras de mercadorias referidas na alínea b) do n.º 1 do artigo 7.º do Código do Imposto Sobre Veículos (veículos da categoria europeia N1 tributados à taxa de 100% da tabela A do ISV); – Motos ou motociclos. Continuam excluídos os veículos movidos exclusivamente a energia elétrica.

Que encargos estão sujeitos a tributação autónoma em IRS?

Continuam a ser tributados autonomamente os seguintes encargos, suportados por sujeitos passivos que possuam ou devam possuir contabilidade organizada no âmbito do exercício de atividades empresariais ou profissionais, excluindo os veículos movidos exclusivamente a energia elétrica: a) Os encargos dedutíveis relativos a despesas de representação e a viaturas ligeiras de passageiros ou mistas cujo custo de aquisição seja inferior a € 20 000, motos e motociclos, à taxa de 10 %; b) Os encargos dedutíveis relativos a automóveis ligeiros de passageiros ou mistos, cujo custo de aquisição seja igual ou superior a € 20 000, à taxa de 20 %. No caso de viaturas ligeiras de passageiros ou mistas híbridas plug-in, as taxas referidas no parágrafo anterior são, respetivamente, de 5 % e 10 %. No caso de viaturas ligeiras ou mistas de passageiros movidas a gases de petróleo liquefeito (GPL) ou gás natural veicular (GNV), as taxas referidas no 1º parágrafo são, respetivamente, de 7,5 % e 15.

 

Guia para cumprir a nova 
lei de resolução de conflitos

Entrou em vigor no passado dia 23 de Setembro uma nova legislação – a Lei 144/2015 – que cria deveres de informação para todas as empresas a operar em Portugal sobre a existência de entidades de resolução alternativa de litígios (RAL) competentes para a resolução de conflitos de consumo. Até ao dia 23 de Março de 2016, todas as empresas têm que divulgar as entidades de RAL competentes. Veja aqui as perguntas e respostas, para saber tudo o que precisa para cumprir a Lei.

É uma empresa do setor automóvel?

A entidade de RAL que tem que divulgar é o Centro de Arbitragem do Sector Automóvel (CASA), com site em www.centroarbitragemsectorauto.pt e morada na Av. da República, 44 – 3º Esq., 1050 194 Lisboa

Que problemas podem ser resolvidos pelo CASA?

Todos os problemas relacionados com:

a)  serviços de assistência, manutenção e reparação automóvel;

b) revenda de combustíveis, óleos e lubrificantes;

c) compra e venda de peças, órgãos ou quaisquer outros materiais destinados a serem aplicados em veículos automóveis;

d) compra e venda de veículos novos ou usados;

e) serviços prestados por empresas detentoras de parques de estacionamento.

Em que zonas do país o CASA é competente?

O CASA tem competência nacional, por isso pode resolver conflitos de qualquer ponto do país, incluindo regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Até que montante?

O CASA não tem qualquer limite de valor, por isso pode resolver conflitos de qualquer montante.

Existe mais do que uma entidade competente?

No setor automóvel, existe o CASA, que é o único Centro especializado para o setor automóvel em Portugal, que tem competência para todo o país e não tem limite de valor. Mas poderão existir outros Centros de Arbitragem, com competência restrita a algumas zonas do país, com limites de valor e sem especialização nestas matérias.

As empresas do setor automóvel têm que divulgar as várias entidades existentes?

Não, como o CASA é um Centro especializado, a ASAE e a Direcção­‑Geral do Consumidor entendem que as empresas do setor apenas estão obrigadas a divulgar o CASA. Facultativamente, podem também divulgar a existência de outros Centros que existam e sejam competentes na área geográfica onde estão instaladas. Mas, nesse caso, devem também divulgar o CASA.

O que acontece às empresas que não divulguem as entidades de RAL competentes?

Poderão ser sancionadas com coimas que vão de € 500 a € 5.000, se a empresa for singular (ex: empresário ou comerciante em nome individual ou profissional liberal) ou de € 5.000 a € 25.000, se for uma pessoa colectiva (ex: sociedade por quotas).

Quem fiscaliza?

A entidade que fiscaliza o cumprimento destas obrigações por parte das empresas é a ASAE, que tem competência para abrir e instruir o processo de contra­‑ordenação e aplicar as coimas que estão previstas na Lei.

Divulgar onde?

1. No site da empresa, sempre que exista e

2. Nos contratos escritos, de venda de bens ou de prestação de serviços; por exemplo, nos contratos de venda de veículos, novos ou usados ou no contrato de reparação ou de reboque

Esta obrigação é cumulativa, ou seja, se tiver site e celebrar contratos escritos, a informação tem que ser divulgada nos dois meios: site e contrato.

Se não utilizar contratos escritos, então terá que prestar essa informação num outro meio duradouro.

O que é um meio duradouro?

A lei não diz o que entende por “meio duradouro”, mas poderá ser uma fatura, um recibo, uma venda a dinheiro, um letreiro, um cartaz, um autocolante. A ASAE já informou que as empresas que não usam contratos escritos podem fazer a divulgação através de um letreiro, um cartaz ou um autocolante.

Onde deve estar o letreiro ou cartaz?

Se a empresa usar letreiro ou cartaz, deve afixá­‑lo na zona de receção a clientes, ou colocá­‑lo em cima do balcão, de preferência junto do cartaz que indica a existência do livro de reclamações.

E o autocolante?

Pode ser colado na porta de entrada. Exemplos:

Stand de venda de veículos, que tem site e usa contratos escritos de compra e venda:

– tem que divulgar no site e nos contratos escritos

– a divulgação noutros meios duradouros (faturas ou recibos ou letreiro ou cartaz ou autocolante) é facultativa

Oficina de reparação, que tem site, mas não usa contratos escritos:

– tem que divulgar no site e

– a divulgação noutros meios duradouros (facturas ou recibos ou letreiro ou cartaz ou autocolante) é obrigatória

Estação de serviços, que não tem site, nem usa contratos escritos:

– divulgação obrigatória nos meios duradouros (faturas ou recibos ou letreiro ou cartaz ou autocolante). Deve exibir letreiro, cartaz ou autocolante. Empresa de peças que apenas vende online, através do site:

     – tem que divulgar no site e

     – a divulgação nas facturas ou recibos é obrigatória

A partir de quando as empresas têm que informar da existência das entidades de RAL?

Porque o cumprimento das obrigações previstas na Lei implicam alterações para as empresas, tanto a nível dos seus sites, como dos documentos oficiais entregues aos clientes, a Lei estabelece um período de adaptação de 6 meses, por isso, até ao dia 23 de Março de 2016, todas as empresas têm que divulgar as entidades de RAL competentes. Quem não prestar esta informação pode ser sancionado com uma coima.

Como informar?

A informação deve:

– conter a indicação do nome, site e morada da entidade de RAL

– referir se a empresa é aderente da entidade de RAL competente (se for o caso)

– ser clara e compreensível, ou seja, para o consumidor tem que ser claro que existe uma entidade de RAL que pode prestar informação jurídica e resolver um conflito que resulte dos bens que vende ou dos serviços que presta e a informação deve ser apresentada de modo a que se compreenda o seu conteúdo, sendo proibida a utilização de letras pequenas, com espaçamento reduzido entre linhas, que não permita a fácil leitura da informação.

– estar facilmente acessível no site da empresa, nos contratos e nos meios duradouros, ou seja, no que respeita ao site e aos contratos, tem que estar num local com bastante visibilidade para que o consumidor possa tomar conhecimento da informação com facilidade. Nos letreiros, autocolantes ou cartazes, tem que estar num local de recepção de clientes.

Existe alguma fórmula?

A Lei não indica nenhuma fórmula, mas as empresas aderentes poderão utilizar a seguinte frase:

“Empresa aderente do Centro de Arbitragem do Setor Automóvel, com sítio em http://www.centroarbitragemsectorauto.pt e sede na Av. da República, 44 – 3o Esqo, 1050 194 Lisboa”

As empresas não aderentes podem usar a frase seguinte:

“Em caso de litígio o consumidor pode recorrer ao Centro de Arbitragem do Sector Automóvel, com sítio em www.centroarbitragemsectorauto.pt e sede na Av. da República, 44 – 3o Esqo, 1050 194 Lisboa”

Existe algum modelo de que cartaz, letreiro ou autocolante possa ser comprado?

Não existe nenhum modelo homologado, mas o CASA vai distribuir pelas empresas aderentes, gratuitamente, um novo modelo que foi aprovado pela Direcção­‑Geral do Consumidor e pelo Ministério da Justiça para a identificação das empresas aderentes dos Centros de Arbitragem (ver foto abaixo).

O que acontece às empresas que não divulguem a existência do CASA a partir do dia 23 de Março de 2016?

As empresas do setor automóvel que não divulguem a existência de nenhuma entidade de RAL poderão ser sancionadas com coimas que vão de € 500 a € 5.000, se a empresa for singular (ex: empresário ou comerciante em nome individual ou profissional liberal) ou de € 5.000 a € 25.000, se for uma pessoa colectiva (ex: sociedade por quotas) (arto 28º, no 1 da Lei 144/2015).

As empresas do setor automóvel que divulguem alguma entidade de RAL, mas não divulguem o CASA poderão ser sancionadas com coimas que vão de € 250 a € 2.500, se a empresa for singular (ex: empresário ou comerciante em nome individual ou profissional liberal) ou de € 2.500 a € 12.500, se for uma pessoa colectiva (ex: sociedade por quotas), a título de negligência (arto 28º, no 2 da Lei 144/2015).

As empresas do sector automóvel que divulguem o CASA em local não visível do site, dos contratos ou do estabelecimento, poderão ser sancionadas com coimas que vão de € 250 a € 2.500, se a empresa for singular (ex: empresário ou comerciante em nome individual ou profissional liberal) ou de € 2.500 a € 12.500, se for uma pessoa colectiva (ex: sociedade por quotas), a título de tentativa (arto 28º, no 2 da Lei 144/2015).

Mais informações em www.centroarbitragemsectorauto.pt

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Retirado de posvenda

Novas direções no mercado automóvel

img13687-im5Dados revelados na edição de Junho da Fleet Magazine mostram como o renting, até aqui um modelo de financiamento imaculado no que toca a oscilações do mercado, está em queda. Pior que isso é que esses números mostram também uma tendência para o renting estar a perder importância no mercado automóvel, como revelam os dados do primeiro trimestre deste ano que ali são analisados.

Uma conclusão rápida acerca destes valores será que o renting, pelo menos na produção de contratos novos, está a perder peso em relação a outros modelos de financiamento. Quais, pergunta-se, mas acho que a questão é como é que isso acontece.

Os dados que a ALF fez sair, a partir de um estudo elaborado com a Universidade Católica, dizem que poucas empresas e de pequena dimensão utilizam esta alternativa. Preferem o leasing ou o crédito bancário. E sugerem que conseguem preços mais baixos para as suas viaturas através desses dispositivos, uma crença com vários flancos por onde pode ser contestada. Há outra nota que vale a penar ver com atenção. As empresas contactadas dizem também que o principal ponto de acesso ao renting está na banca. Significa isto que há ainda algum trabalho de campo por fazer junto destes clientes? Ou, como também é sugerido, trata-se mais de um trabalho de pedagogia do que comercial?

Há empresas que perceberam isto e reagiram. A Rede Rino, do grupo MCoutinho, um dos maiores grupos do sector automóvel em Portugal (já não só no retalho…) olha para estes clientes e apresenta-lhes serviços de reparação e manutenção, marcando assim o primeiro golo desta partida. Uma gestora como a Finlog é confrontada com uma vontade desmedida das empresas estenderem a duração dos seus contratos (falam já em sete anos!) e reorienta o seu negócio. Talvez com o suporte do grupo Salvador Caetano, um dos donos, apresenta um leque de serviços desligado do financiamento das viaturas. Como Jorge Costa Silva coloca a questão, o mercado de gestão de frotas vai ter muito mais crescimento que o de renting. A ser verdade, significa uma clara reestruturação do mercado para direções onde as oportunidades são mais do que muitas. Gestão de frotas, gerir a frota. Renting, financiar. Será mesmo assim? Veremos.

Fonte: Fleetmagazine número 117, artigo de opinião de Hugo Jorge

As 10 coleções de carros mais extraordinárias

Quantos carros tens na garagem? Apostamos que devem ser 1 ou 2, no máximo.

Vê estas coleções fantásticas e tenta não sentir um pouco de inveja! Felizmente alguns destes tesouros estão abertos ao público, por isso até podes conseguir ver algum deste metal brilhante com os teus próprios olhos.

Até teres a oportunidade de visitar estas coleções em pessoa, convidamos-te a percorrer a nossa galeria… No entanto, deixamos um aviso: corres sérios riscos de te começares a babar!

1Brian Johnson

Brian Johnson, vocalista dos AC/DC não só gosta de metal do pesado, mas também de metal rápido e juntou um tesouro composto de máquinas como um Rolls-Royce Phantom de 2007, um Audi Q7 de 2008, um Audi R8… Mas apesar do amor por potência, Johnson também mostra uma queda por carros pequenos, já que também é proprietário de um Vespa 400 de 1957, um Fiat 500 moderno e um DS 23 de 1973.

2Jerry Seinfeld

O comediante estabeleceu-se como colecionador de Porsches e pensa-se que possui cerca de 50 destes veículos. São-lhe associados 10 Boxsters, vários 911s e um 550 Spyder de 1955, semelhante àquele que vitimou James Dean. O destaque da coleção é o Porsche 959, um de apenas 337 já produzidos. Ironicamente, o carro não é legal nos EUA e está confinado à garagem.

Ferrari 250 GTONick Mason

O baterista dos Pink Floyd tem uma clara paixão por carros de corrida que se reflete na sua coleção composta por 40 veículos. Para além do icónico Ferrari 250 GTO (na foto), tem um McLaren F1 GTR, um Bugatti Type 35, um Ferrari 512 S, um Ferrari 250 MM Berlinetta… A paixão de Mason por carros levou-o a publicar vários livros sobre automóveis e a participar em eventos de corrida de clássicos.

4Jay Kay

O amor de Jay Kay por carros velozes e furiosos ficou conhecido desde o lançamento do vídeo “Cosmic Girl”. A reputação de Kay como petrol head foi reiterada por aparições no programa Top Gear e uma coleção privada composta por, entre outros, um Porsche 911 GT3 RS, Mercedes-Benz 600, BMW 3,0 CSL, Lamborghini Miura SV e um Maserati A6G 54 clássico (foto).

5Umberto Panini

Umberto Panini fez a sua fortuna, como já deves ter adivinhado, ao inventar a coleção de autocolantes. Enquanto que nós colecionamos imagens de jogadores de futebol, Panini colecionou Maseratis icónicos como o Tipo 61 Birdcage e outros clássicos da Alfa Romeo e Mercedes. Para além de carros, Umberto também possui cerca de 500 motos. A coleção pode ser visitada no Museu Panini em Modena.

6Ralph Lauren

O estilista Ralph Lauren gosta de combinar cada roupa com um carro, e por isso tem cerca de 70 veículos requintados e luxuosos para conduzir em estilo em todas as ocasiões. A notável coleção inclui raridades como o Bugatti 57SC Atlantic (ver imagem), um Mercedes 300SL Gullwing, um Bentley Blower de 1929, um Mercedes-Benz CountTrossi “Black Prince” SSK … e muitos mais.

7Jay Leno

Um dos grandes entertainers americanos, Jay Leno é também um ávido colecionador de carros com cerca de 100 carros e 90 motos. A coleção é mostrada através do site Jay Leno’s Garage e das várias colunas que escreve para revistas automóveis. Mas Leno não os deixa a apanhar pó e nos frequentes passeios já foram vistos clássicos como o Lamborghini Countach, Oldsmobile Tornado ou Ariel Atom.

8Sultão do Brunei

A coleção do Sultão do Brunei é algo lendária, uma vez que consiste em cerca de 2500 veículos, muitos dos quais já caídos no esquecimento. Infelizmente, Porsche 959s, Ferrari 456s, 550S, Testa Rossas e outros, não são exatamente carros que se devem deixar a enferrujar na garagem. Se continuar a ser ignorada, esta coleção vai proporcionar um belo achado arqueológico daqui a umas décadas.

9Sheikh Hamad bin Hamdan Al Nahyan

A coleção particular de Sheikh Hamad bin Hamdan Al Nahyan está em exibição pública no Emirates National Auto Museum. É surpreendente não só devido ao seu tamanho, mas também graças a uma grande variedade de relíquias e raridades, como este “Bigfoot” Merc. No total estão em exposição cerca de 200 veículos que datam dos anos 50 até os anos 90.

10Harold E. LeMay

A coleção de 3000 veículos construídos por Harold E. LeMay até à sua morte no ano de 2000 foi reconhecida pelo Guiness Book of Records como a maior coleção privada do mundo. Hoje é um museu e mostra toda a coleção, desde o Cadillac Model M de 1906 ao DeLorean DMC 12 de 1983 e até o Flintmobile de 1994.

Fonte: autoviva

Quanto gasta por mês com o seu carro? (com SIMULADOR)

untitledJoão Pimentel Ferreira desenvolveu o simulador de custos de automóvel mais perfeito que já utilizámos. O simulador, que está a ser promovido pelo Menos Um Carro, o movimento da Carris para uma melhor mobilidade sustentável na Grande Lisboa, contabiliza o seguro, o combustível, as revisões, reparações, possível crédito automóvel, desvalorização do veículo, lavagens, eventuais multas ou Imposto Único de Circulação e chega à conta final.

Pode fazer a simulação neste link.

Através deste simulador ficará a saber o custo médio mensal que tem o seu veículo particular em Portugal. Segundo João Pimental, para tal, o simulador apresenta uma excelente ordem de grandeza para que se aperceba de quantos recursos financeiros aloca em média para o seu veículo.

As despesas com a compra de um carro vão muito além do preço pago na sua aquisição. Há outros custos a considerar, como o seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel, os combustíveis, as revisões e inspeções anuais e o imposto único de circulação.

Se for comprado a crédito, há ainda que incluir a prestação do empréstimo no orçamento familiar.

Geralmente, estas despesas, cujas periodicidades variam bastante, não são contabilizadas na sua totalidade pelos seus proprietários. E é precisamente este o objectivo do simulador: ajudá-lo a ter uma maior percepção da realidade e a fazer uma escolha consciente e sustentável. Valerá mesmo a pena ter um automóvel, ou o transporte público será a melhor opção?

João Pimentel Ferreira, criador do Simulador de Custos de Automóvel, é examinador de patentes no grupo da Física Tecnológica, do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual.

Fonte: greensavers

A corrosão automóvel

Como todos os outros sectores que utilizam o ferro e o aço como matéria-prima para os seus produtos, a indústria automóvel tem lutado ao longo da sua história com a corrosão, um fenómeno indesejável, embora inevitável.

O ferro puro é obtido por processos industriais, nomeadamente a fundição, mas à saída da siderurgia começa o combate para o manter no estado em que é útil ao ser humano. Efectivamente, a humidade da atmosfera e a que é originada pela precipitação, combinada com certos sais, entre os quais o cloreto de sódio, activam rapidamente os processos da oxidação e decomposição do material. Após se terem fabricado algumas carroçarias em madeira, no início do século passado, o aço impôs-se facilmente na indústria automóvel, principalmente pela sua facilidade de conformação a frio e por uma excelente relação entre resistência mecânica e peso. Nem a concorrência de outros materiais, como é o caso do alumínio e do plástico, conseguiu destronar o aço da sua posição no automóvel, especialmente devido a questões incontornáveis de custo. Neste contexto, a única forma de ultrapassar a baixa resistência do aço à corrosão, quando aplicado à construção de carroçarias automóvel, reside na sua cuidadosa protecção contra os agentes externos.

Há certos elementos mecânicos que não necessitam tanta protecção, como o motor e a transmissão, pois funcionam em meios lubrificados, ou os discos de travão, uma vez que o seu contínuo desgaste elimina naturalmente a oxidação. Exceptuando estes casos, todos os outros elementos da estrutura e carroçaria do automóvel, incluindo a suspensão, estão sob a ameaça da corrosão, o que limita a sua duração, pelo progressivo enfraquecimento das peças. Deste modo, a protecção contra a corrosão está presente no automóvel, desde a concepção e fabrico dos veículos, continuando nos processos de reparação, ao longo de toda a sua vida útil, até terminar com a reciclagem dos materiais.01

ESTRATÉGIA ANTICORROSÃO

Ao desenhar a estrutura de um novo modelo, os técnicos tentam por todos os meios limitar as situações que favoreçam a oxidação, eliminando o maior número de juntas soldadas e procurando evitar que as zonas de soldadura fiquem expostas aos elementos corrosivos. Do mesmo modo, os recantos internos da estrutura do veículo ficam o mais possível protegidos da entrada de poeiras e humidades, sendo assegurada noutros casos a ventilação de certos espaços, para evitar a condensação e a formação de depósitos de poeira e água. O interior das portas, por exemplo, um local onde a possibilidade de acumular humidade é constante, devido à existência da passagem superior para o vidro, possui orifícios na parte inferior, por onde a água se escoa, sendo fundamental manter esses escoadores perfeitamente limpos e desobstruídos. Por outro lado, durante a produção da estrutura da carroçaria, existem três opções principais de protegê-la da corrosão:

• Substituição do aço por outros materiais com menor risco ou sem risco de corrosão;

• Utilização de revestimentos metálicos de protecção, que tornem o aço mais resistente à corrosão;

• Aplicação de produtos de protecção e isolamento das agressões externas.
Durante a vida útil do veículo, no entanto, todas as formas de protecção ficam comprometidas, se houver impactos e acidentes, nos quais a protecção das peças seja removida. Daí a importância de na actividade reparadora se dar relevo à protecção das zonas reparadas, embora alguns processos originais não possam ser reproduzidos na oficina.

No campo dos revestimentos metálicos, existe a possibilidade de utilizar metais com menor tendência para oxidar (estanho, níquel, cromo), mas o problema desta solução.

Para proteger a estrutura completa do veículo são utilizados revestimentos de protecção catódica ou galvânica, na qual outro metal de oxidação mais fácil do que o aço actua como seu protector, sendo sacrificado no processo electro-químico da corrosão. O ânodo, em geral zinco, combina-se com o oxigénio, em presença do electrólito (água + sal), preservando o cátodo, o aço. Este processo é utilizado pela maioria dos construtores da actualidade, para a protecção da carroçaria e outros componentes do automóvel.
O zinco é o metal mais usado neste tipo de protecção, pois é o que apresenta melhores resultados, é abundante, possui técnicas de transformação simples e um custo final menor.
Por outro lado, o zinco assegura a protecção do aço, mesmo nas situações em que este é posto a descoberto (riscos, arranhões, etc.), porque o óxido de zinco, formado em contacto com a atmosfera, actua como uma camada impermeável, em relação ao aço. Desta forma, o zinco protege o aço de três formas:
• Actua como barreira inicial contra os agentes corrosivos;
• Oferece protecção catódica, sacrificando-se na oxidação, em vez do aço;
• Fornece o óxido de zinco, que é insolúvel e aderente, actuando como protecção das zonas expostas.
De qualquer modo, o revestimento metálico não substitui nem evita outros tipos de protecção do aço (anti-corrosivos, tintas, etc.), sendo apenas a primeira segurança de um sistema a que se dá o nome de multicapa.GALVANIZAÇÃO

O termo galvanizado é utilizado indiscriminadamente, mas existem diferentes processos de aplicar revestimentos de zinco, entre os quais podemos referir:

Galvanização a quente – as peças são mergulhadas em zinco fundido, a cerca de 450 ºC, formando-se uma camada de zinco puro, unido metalurgicamente ao aço, ao serem retiradas do banho;

Electrozincagem – numa chapa de aço laminado a frio é aplicado um revestimento de zinco, mediante um processo de electrodeposição; este processo é mais caro que o anterior, sendo usado apenas nos casos em que se exige uma camada de protecção mais espessa; forma-se uma grande bobina de chapa zincada, a partir da qual se realizam diversas operações de conformação (prensagem, dobragem, soldadura, , etc.);

Revestimentos com ligas – nas chapas de que são galvanizadas em contínuo, são adicionados diversos metais ao banho de zinco, resultando um revestimento que se chama Galfan (zinco + 5% de alumínio) ou Galvalume (Zincalume), no qual o zinco se combina com 55% de alumínio;
Galvannealed – a chapa em banda é recozida, para se obter uma camada exterior de liga zinco-ferro, por difusão térmica, o que atribui à chapa melhor comportamento nas operações de prensagem e soldadura.
Em menor escala, outros metais (cromo, níquel, titânio, etc.) podem ser utilizados para revestir o aço, dependendo das propriedades finais pretendidas.reside no facto da oxidação se dar mais rapidamente e mais profundamente, caso o revestimento seja danificado. Além disso, o custo deste processo é elevado, o que limita a sua aplicação a peças decorativas.PROTEÇÃO DA PINTURA

O sistema de pintura tem um papel fundamental na apresentação do produto automóvel, mas a sua importância para a protecção da estrutura de aço do veículo não é menor. Embora a protecção oferecida pela pintura esteja sujeita a ser removida, ao danificar-se, assegura em condições normais as seguintes garantias:

Efeito barreira – a película de tintas cria uma camada impermeável à humidade e ao ar, dentro de certos limites;

Resistência iónica – o  movimento de iões no interface metal/pintura é reduzido, constituindo uma protecção efectiva contra a corrosão;

Efeito inibidor – a presença de pigmentos de natureza inorgânica na pintura permite inibir as reacções de corrosão, através da formação de uma fina película de óxido ou produtos insolúveis sobre o metal;

Protecção catódica – a inserção de pigmentos metálicos (zinco) na formulação de tintas (primários) permite obter o mesmo processo de protecção catódica do revestimento incial da chapa galvanizada.

A aplicação de tintas na linha de produção não pode ser reproduzida nas oficinas de reparação, pela circunstância de ser efectuada na origem sem nenhum elemento mecânico ou eléctrico montado, o que permite usar sistemas de electrodeposição e de secagem em forno a 200ºC, algo impossível de realizar com o veículo em condições de marcha. Eis alguns dos processos utilizados nas linhas de produção automóvel:

Fosfatação – este processo aplica-se sobre a chapa limpa, formando uma fina película de óxido, que impede o avanço da corrosão para o interior do material, melhorando simultaneamente a aderência dos produtos que serão aplicados  a seguir; a aplicação pode gerar-se em cubas de imersão ou por pulverização, através de soluções de sais fosfáticos, que provocam uma reacção com o aço, da qual resulta uma fina camada cristalina de fosfatos metálicos;

Cataforese – é a aplicação de um primário catódico, por intermédio de electrodeposição catódica (em tanques); a corrente eléctrica faz com que as partículas da solução sejam carregadas positivamente, sendo atraídas pelo pólo oposto, formado pela carroçaria (cátodo), dando origem a uma camada de espessura muito homogénea; a grande vantagem deste sistema é a deposição da pintura em todos os pontos da carroçaria, mesmo os mais inacessíveis, bem como nas arestas da chapa, onde os produtos pulverizados não aderem de forma uniforme; o mesmo sistema é aplicado igualmente a peças de substituição;

Revestimentos inferiores do chassis – neste ponto crítico da carroçaria, exposto a impactos de objectos lançados pelas rodas e ao contacto constante com água, sais e produtos químicos vários, é necessária a presença de produtos de protecção de características específicas; a sua aplicação é efectuada por equipamentos robotizados de pintura, sendo constituídos por formulações à base de PVC; os revestimentos anti-gravilha são à base de borracha e produtos vinílicos, sendo aplicado nos pontos mais críticos (caixas das rodas, embaladeiras, etc.), onde é frequente sucederem os impactos; estes produtos têm um grande poder de aderência, elasticidade e resistência à abrasão, oferecendo uma protecção eficaz da chapa de aço; em certos casos é aplicado plástico sobre a chapa, com os mesmo objectivos de protecção;

Vedantes – nas zonas de união ou sobreposição de chapas, a viscosidade da pintura normal não oferece garantias totais de protecção, sendo aplicados isolantes do tipo mastique, que impedem a entrada de água e impurezas nas junções, eliminando ao mesmo tempo ruídos e vibrações, bem como a erosão por fricção; em geral, estes produtos são à base de poliuretanos, com elevada viscosidade, elasticidade e grande poder de aderência e coesão interna, para lá da resistência a produtos químicos; outra vantagem destes produtos é a qualidade de acabemento do veículo, melhorada e completada pela aplicação de aparelhos, que uniformizam a superfíce das peças, antes da aplicação do acabamento; este, por sua vez, actua como protecção de todas as camadas protectoras aplicadas anteriormente, reforçando a barreira contra a corrosão;

Cera de cavidades – este produto impermeável é aplicado nos locais propícios a formar condensação de água, protegendo as cavidades e ocos da carroçaria de forma mais efectiva; é aplicado no estado líquido, para aumentar o poder de penetração, regressando ao estado semi-sólido, após a aplicação, permanecendo firmemente unido às peças; à semelhança dos outros revestimentos, a cera possui um elevado grau de amortecimento de vibrações e ruído; em vez das ceras, podem ser também aplicadas espumas de poliuretano e outros polímeros, as quais são injectadas nos locais menos acessíveis da carroçaria, expandindo-se imediatamente, de forma a preencher e isolar todo o espaço;

Placas de amortecimento sonoro – são produtos de natureza asfáltica, cuja missão é reduzir o nível de vibração das carroçarias, aumentado a estanquecidade das uniões e o risco de corrosão.

Com o sistema multicapa actualmente prevalecente na indústria automóvel, as expectativas dos automobilistas, quanto à longevidade dos seus veículos, estão praticamente asseguradas, havendo fabricantes que oferecem uma protecção contra a corrosão garantida por 12 anos. A única falha possível nesta estratégia de protecção do veículo apenas poderá resultar de acidentes e impactos, após os quais a reparação não assegure as condições de protecção originais, o que aponta para a necessidade da actividade reparadora se actualizar e equipar adequadamente, a fim de corresponder às suas responsabilidades neste capítulo, bem como às expectativas dos consumidores.

MEDIDAS PREVENTIVAS A APLICAR PELOS AUTOMOBILISTAS

03_thumb_medium358_230Para evitar sinais de corrosão é importante ter alguns cuidados básicos com o veículo, como efectuar lavagens frequentes das substâncias utilizadas no tratamento das estradas para derreter a neve (cloreto de cálcio, cloreto de sódio e cloreto de magnésio).

Estas substâncias são perigosas na medida em que, quando lançadas nas estradas algum tempo antes de surgirem as tempestades de neve, podem transformar-se em ácidos ao entrarem em contacto com os elementos metálicos do veículo.

Para prevenir sintomas de corrosão é igualmente importante inspeccionar de forma regular os furos de drenagem das portas e corrigir a tinta estalada da carroçaria.

Existe, ainda, um conjunto de medidas básicas ligadas á prática de condução, tais como evitar a passagem em águas salgadas ou poças de água estagnada.

Fonte: turbooficina