Todos os centros de inspeção têm de fotografar os carros examinados

Desde 1 de agosto que os centros de inspeção têm de respeitar um conjunto de aspetos, entre os quais a fotografia automática dos veículos inspecionados.

Considerando que a Portaria nº 221/2012, veio introduzir um conjunto de requisitos técnicos com vista a adaptar ao progresso técnico as inspeções realizadas pelos centros de inspeção, os centros passaram a estar notificados a cumprir as diretrizes definidas na presente Deliberação, desde 1 de agosto de 2018.

Entre essas diretrizes consta a utilização do detector de fugas de gases de combustíveis, assim como a integração automática dos resultados dos ensaios realizados, segundo deliberação do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

Outra obrigatoriedade é a fotografia automática do carro sujeito a exame.

Assim, “considerando que a utilização de sistema óticos de reconhecimento da matrícula e a integração automática no registo informático da inspeção, dos resultados dos ensaios realizados, constituem um elemento de melhoria do controlo e da transparência da actividade” dos centros de inspecção e levando ainda em conta que já se encontra ultrapassado o prazo estabelecido pela Lei nº 11/2011 para a adaptação dos centros de inspeção existentes à Portaria 221/2012, de 20 de julho, o Conselho Diretivo do IMT, em reunião realizada em 11 de julho de 2018, deliberou que os centros de inspeção técnica de veículos devem respeitar nas inspeções realizadas os seguintes itens:

  • a) integração automática dos resultados dos ensaios realizados;
  • b) aquisição automática da fotografia dos veículos inspecionados;
  • c) aquisição e registo do número de rotações do motor e da sua temperatura no âmbito do ensaio do sistema de controlo das emissões poluentes;
  • d) utilização do equipamento fotométrico na medição do índice de transmissão luminosa dos vidros;
  • e) possibilidade de utilização do frenómetro para veículos pesados para veículos com tara superior a 1,5 toneladas;
  • f) utilização do detetor de fugas de gases combustíveis;
  • g) utilização da simulação de carga, no ensaio do sistema de travagem dos veículos pesados.

Todos estes aspetos começaram obrigatoriamente a ser aplicados desde 1 de agosto, com exceção do previsto na alínea g) que “entra em aplicação após aprovação e publicação em Diário da República, da deliberação prevista no Decreto-Lei nº 144/2012, na sua última redação, que estabelece a nova classificação de deficiências”.

Retirado de circula seguro

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Energy Observer. Primeiro barco do mundo a hidrogénio chega a Lisboa

O navio é autónomo em energia e não tem emissões de gases com efeito de estufa nem de partículas finas. Está a dar a volta ao mundo e fica ancorado na Doca da Marinha, em Lisboa, até 30 de setembro. Pode ser visitado e tem uma exposição interativa

Chama-se Energy Observer, é um laboratório flutuante de investigação sobre as alterações climáticas movido a hidrogénio, partiu de Saint-Malo, em França, em junho de 2017 e já percorreu mais de 9000 milhas náuticas (16.668 km). A expedição chama-se “Odisseia para o Futuro” e tem a duração de seis anos, com 101 escalas previstas em 50 países. O seu objetivo é dar a volta ao mundo, tendo chegado a Lisboa depois de fazer escalas em Veneza e Valência. O navio já passou por 13 portos de Itália, França, Espanha e Marrocos.

A expedição, apoiada pela França, Comissão Europeia, UNESCO e IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável), está a testar em condições extremas um sistema inovador a nível mundial, baseado na produção, gestão e armazenamento inteligente de energia. O sistema combina três fontes de energia renovável – solar, eólica e hidráulica – com o duplo armazenamento de baterias a hidrogénio produzido a bordo por eletrólise da água do mar (decomposição em oxigénio e hidrogénio por efeito da passagem de uma corrente elétrica).

O navio é, assim, autónomo em energia. Além disso, não emite gases com efeito de estufa nem partículas finas para a atmosfera e, segundo a embaixada francesa em Lisboa, antecipa “as futuras redes energéticas livres de carbono, descentralizadas e digitalizadas, com a ambição de tornar o sistema aplicável em terra, numa grande escala”. O hidrogénio é o elemento químico mais abundante no Universo e liberta quatro vezes mais energia do que o carvão, três vezes mais do que o diesel e 2,5 vezes mais do que o gás natural.

Victorien Erussard, fundador do projeto, afirma que “no mar, a bordo do Energy Observer, precisamos tanto de Sol como de vento e de baterias de hidrogénio. Tal como em terra”. As energias alternativas e o seu armazenamento “são complementares e devemos aprender a fazê-las trabalhar em conjunto”, porque “não há uma solução única contra o aquecimento global mas, sim, uma infinidade de possibilidades”.

UE LANÇA “INICIATIVA HIDROGÉNIO”

Entretanto, Portugal subcreveu esta terça-feira com os outros estados-membros da União Europeia a “Iniciativa Hidrogénio”, destinada a promover o desenvolvimento da tecnologia do hidrogénio tendo em vista a descarbonização de diversos setores de atividade, como a energia e os transportes.

A declaração conjunta da iniciativa foi assinada durante o Conselho Informal de Energia, que decorreu em Linz, na Áustria, onde Portugal esteve representado pelo secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches. “Os signatários desta declaração destacam que perante o desenvolvimento contínuo da automação e da digitalização na indústria, o setor da energia deve preparar-se para os novos desafios ao nível da procura, uso, transporte e armazenamento”, diz o documento.

Assim, “a investigação e inovação no campo da tecnologia do hidrogénio deve ser intensificada”, de forma “a promover o potencial do hidrogénio para o abastecimento de energia limpa, eficiente e segura para todos os utilizadores em toda a Europa”, que reduza “a dependência da UE das importações de fósseis”. Os signatários comprometem-se também “a desenvolver soluções de armazenamento para o hidrogénio renovável”, tanto de curta como de longa duração, e a investigar como fazer a integração gradual do hidrogénio renovável nas redes de gás natural.

Retirado de expresso

E o futuro chegou: os primeiros comboios a hidrogénio do mundo moram na Alemanha

Vapor e água: são estas as únicas emissões dos dois comboios Coradia iLint, que têm depósitos aptos a realizar 1000 quilómetros. Os governos de Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega, Itália e Canadá terão demonstrado a intenção de colocar este tipo de comboios nas linhas nacionais até 2022

As cidades alemãs Cuxhaven, Bremerhaven, Bremervoerde e Buxtehude vão respirar melhor a partir desta segunda-feira. Os comboios tradicionais a gasóleo que percorriam aquela linha no norte do país foram substituídos por outros amigos do ambiente, que têm o hidrogénio como combustível, conta o “The Guardian”.

Vapor e água. São estas as únicas emissões dos dois comboios Coradia iLint, os primeiros do mundo a hidrogénio, que vêm equipados com células de combustível que produzem eletricidade através da mistura entre hidrogénio e oxigénio. O que é produzido em excesso fica armazenado em baterias de lítio, explica o diário britânico. Cada depósito permite percorrer cerca de 1000 quilómetros.

Os comboios são fabricados pela Alston e o respetivo presidente executivo garantiu que a empresa está pronta para produzir em massa. Outros 14 comboios juntar-se-ão àqueles dois e chegarão ao estado da Baixa Saxónia até 2021, sendo que as encomendas deverão alastrar a todo o território. A Alston diz que são comboios mais caros de adquirir, mas garante que compensa no dia a dia.

Os governos de Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega, Itália e Canadá terão demonstrado a intenção de colocar este tipo de comboios nas linhas nacionais até 2022.

retirado de expresso

Carregar veículos elétricos começa a ser pago a 1 de novembro

A Galp optou por desligar completamente alguns Postos de Carregamento Rápido para evitar riscos de segurança relacionados com a deterioração de algumas fichas de carregamento

O secretário de Estado Adjunto e do Ambiente José Gomes Mendes anunciou que o fase comercial da rede de carregamento pública para veículos elétricos vai arrancar em novembro

Será mais tarde do que o previsto – apontava-se para até ao final do verão – mas o pagamento dos carregamentos de veículos elétricos na rede pública vai mesmo avançar. Quem o garantiu foi José Gomes Mendes, secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, durante o Lisbon Mobi Summit, que decorre em Lisboa.

No entanto, ainda não foram indicados quaisquer valores para os carregamentos. segundo José Gomes Mendes, citado pelo Motor24, os tarifários dos operadores serão revelados durante outubro. Recorde-se que a rede Mobi.e prevê a interoperabilidade dos postos de carregamento e cartões, o que significa que caberá aos utilizadores escolherem o operador de acordo coma as condições que considerem mais favoráveis.

Os representantes dos utilizadores de veículos elétricos têm vindo a exigir o início do pagamento de modo a garantir uma utilização mais racional da rede bem como a instalação de mais postos.

Retirado de exame informática

Descoberto o segredo para ter hidrogénio barato como combustível automóvel

O hidrogénio tem sido avançado como um potencial substituto para a gasolina e o gasóleo nos automóveis há várias décadas, mas a sua implementação em larga escala tem sido constantemente adiada. Embora tenha a vantagem de poder ser reabastecido rapidamente, ao contrário das baterias de lítio dos carros elétricos, e de ter igualmente poluição zero. No entanto, requer medidas adicionais de segurança no armazenamento, e o custo de produção não é dos mais baixos. Mas este último problema já vai poder ser resolvido.

O cobre é o elemento secreto que faltava para fazer com que o hidrogénio seja acessível a todos, como foi revelado num estudo publicado na revista científica European Physics Journal. Um grupo de cientistas da Universidade de Innsbruck, na Áustria, criou um novo modelo que descreve a interação entre agrupamentos de átomos de cobre, que servem como catalisador para a produção de hidrogénio ao quebrar moléculas de água nos seus componentes básicos.

O trabalho teórico indicava que água, quando absorvida por partículas de cobre, transformava-se de forma espontânea numa camada de hidróxido (OH), libertando o outro átomo de hidrogénio sob a forma de gás. Na experiência prática, a equipa liderada por Stefan Raggl conseguiu sintetizar compostos de água e cobre, usando partículas ionizadas de hélio, que depois produzem hidrogénio de forma natural.

Além de facilitar o uso de hidrogénio como combustível em veículos automóveis movidos a célula de combustível, este processo também abre a porta para outras aplicações, industriais, comerciais e médicas, incluindo lubrificantes, tinta para impressoras e sondas luminescentes.

Retirado de motor24

Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

Dizem ser a Route 66 lusa pois tal como a estrada americana, a Estrada Nacional 2 “rasga” o país de ponta a ponta. É uma aventura esta estrada património.

Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66
Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

 A Estrada Nacional 2. Há quem diga ser a Route 66 lusa, até porque, tal como a estrada americana, a EN-2 “rasga” o país de ponta a ponta. Siga numa aventura pela estrada património.

Quando alguém afirma que a Estrada Nacional 2 (EN-2) é a Route 66 de Portugal, há sempre outro alguém que depressa corrige: afinal, uma tem quase 4.000 kms e outra pouco mais de 700… Mas não é a extensão de ambas que as aproxima. Antes o facto “rasgarem” países a meio, percorrendo paisagens distintas e revelando verdadeiros segredos.

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E, tal como a Route 66, a EN-2 é uma viagem “per si”. Além disso, apesar dos incêndios que atingiram a zona mais central da estrada, e de se cruzar com áreas cujo verde desapareceu, a EN-2 continua a oferecer natureza sem fim.

Estrada Nacional 2: 700 kms de pura beleza

O quilómetro zero desta viagem está marcado em Chaves, cidade transmontana, bem pertinho da fronteira com Espanha, ainda com um pouco de costela mirandesa. Por terras de Trás-os-Montes são as montanhas que mais marcam a paisagem, e a estrada vai serpenteando por estas. Primeira paragem a não perder fica ainda no concelho: Vidago, onde é imperativa uma visita ao parque centenário homónimo.

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A viagem prossegue entre uma certa agrura da serra e montes verdejantes. Para quem gosta de conduzir com tranquilidade, esta é uma estrada a cumprir. No entanto, nem sempre as condições do asfalto se revelam as melhores, por isso, há que ter cuidado (tanto nesta região como até ao fim do percurso).

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A passagem por Vila Real também merece alguma atenção, mas o que é de tirar o fôlego são as paisagens de socalcos de vinhas que se seguem, pelo Alto Douro, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, até Peso da Régua. Além de que há tempo e espaço para alguma diversão, tirando partido das curvas e contracurvas.

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O país esculpido a pedra e granito vem a seguir, com passagens em Lamego, Viseu, Tondela, Santa Comba Dão… Até que se inicia outro país, ainda acidentado, mas mais verde, onde imperam vastas zonas arborizadas: Penacova, Vila Nova de Poiares, Vila Nova do Ceira, Góis.

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Por aqui também é de perder algum tempo e, se o tempo estiver quente, descobrir uma ou outra praia fluvial. Mas, se o convite a mergulhos for despropositado, por esta região também é possível ser surpreendido pelas muito bem conservadas aldeias do xisto (Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena).

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A partir de Góis e com Pedrógão Pequeno como destino, chega-nos a zona do Pinhal e das grandes albufeiras, como a do Cabril. Pelo caminho, voltam as curvas sinuosas e alguns troços em mau estado.

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E por aqui também há paragens obrigatórias: no alto da serra do Açor, de onde se tem uma visão impressionante (se for com tempo, na Portela do Vento, antes de cortar à direita pela EN-2, siga em frente e descubra outra aldeia emblemática: Fajão), ou junto à placa da Picha, aldeia do concelho de Pedrógão Grande (os nomes “estranhos” sucedem-se por isso tome atenção às placas).

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Até Pedrógão Pequeno ainda há outro ponto de beleza avassaladora ao cruzarmos o rio Zêzere pela Barragem do Cabril. Depois daqui, desviamos caminho em Vila de Rei, para registarmos a passagem no Centro Geodésico do país, que marca o local mais central em termos de coordenadas e de onde se tem uma visão extensa do coração do país.

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À medida que vamos avançando para sul, o verde denso, sobretudo da enorme mancha de pinhal e de eucaliptos que, mesmo depois dos fogos, continua a caracterizar a região, vai dando lugar a uma paisagem mais aberta. Para trás ficam as beiras; aguarda-nos o acolhedor Ribatejo, com paragem obrigatória em Abrantes.

Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

Depois, é cruzar o Tejo e prepararmo-nos para entrar em Ponte de Sor e, depois desta, para o dourado das planícies alentejanas e para o típico casario alvo, delineado a azul ou amarelo.

É difícil escolher sítios onde parar; todos parecem convidativos e em qualquer um há um petisco (esta também deve ser uma viagem gastronómica!) que faz brotar dois dedos de conversa.

Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

A estrada faz-se agora de retas a perder de vista, à medida que se cruza os distritos de Évora e de Beja. Neste distrito, destaque para o facto de a EN-2 cruzar a localidade de Castro Verde e, mais à frente, de Almodôvar.

Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

E é a partir daqui que a estrada se transforma em Património, classificação que data de 2003. Ao longo deste troço, de quase 60 quilómetros, até S. Brás de Alportel, tudo parece saído de um filme dos anos de 1930 – exceto que aqui não há lugar a preto e branco, mas antes a muita cor!

Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

Tudo ao longo deste traçado foi recuperado para que se sinta o valor histórico do caminho: a sinalização, as casas de cantoneiros, as áreas de descanso… É também aqui que acabamos como começámos: com as curvas e contracurvas da Serra do Caldeirão que tornam a viagem um pouco mais longa, mas também mais divertida.

Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

O quilómetro 737, já em Faro, e com o mar quase à vista, marca o fim da viagem.

Retirado de ncultura

Londres só vai autorizar carros elétricos no centro da cidade

O governo local de Londres vai fazer uma experiência em que vai banir todos os automóveis com motor a gasolina e Diesel do centro histórico da cidade, oficialmente conhecido como Cidade de Londres ou “The City”. A nova Zona de Baixas Emissões vai afetar grande parte do centro histórico, e apenas carros 100 por cento elétricos ou híbridos plug-in, que podem fazer grandes percursos na cidade sem ligar o motor a gasolina, vão ser autorizados a circular nesta zona.

Londres já estava a planear introduzir esta Zona em abril de 2019, mas a responsável camarária pela qualidade do ar da cidade revelou que não era suficiente para se manter dentro dos limites máximos autorizados de poluição. A Zona de Baixas Emissões foi originalmente concebida para manter os veículos a gasolina mais antigos que Euro 4 e Diesel mais antigos que Euro 6 longe do centro da cidade, obrigando os seus proprietários a pagar uma taxa diária de 12,50 libras, em efeito durante 24 horas por dia e sete dias por semana. A nova zona “zero” destina-se apenas ao centro histórico, e vai implicar a proibição total a qualquer carro que não possa circular em modo elétrico.

Esta proibição deverá ser aplicada apenas a veículos de passageiros, e não deverá afetar os veículos comerciais ou transportes públicos, que não foram mencionados. A frota de táxis já é elétrica, mas muitos dos autocarros de dois andares ainda circulam unicamente a gasóleo, e o programa de substituição da frota originalmente proposto por Boris Johnson foi interrompida por Sadiq Khan.

Durante a fase de experiência, vai ser medido o quanto isto afeta o acesso dos cidadãos locais e quanto pode melhorar a qualidade de vida na cidade. A Cidade de Londres costuma ter acumulação de óxidos de azoto na atmosfera que é superior ao dobro permitido pela União Europeia.

Retirado de motor24

Fixe estes símbolos: pode vir a precisar deles para abastecer o carro

A partir de 12 de outubro as bombas em 35 países da Europa passam a ostentar novos símbolos padronizados para o gasóleo, gasolina e combustíveis gasosos.

Dentro de três meses os cerca de 3 000 postos de combustível de todo o País terão de ter, afixados nas medidoras e nas agulhetas, novos símbolos harmonizados a nível europeu que identifiquem o tipo de combustível e permitam ao consumidor escolher o mais adequado para a sua viatura e evitar confusões no momento do abastecimento.

Em causa está a aplicação da NP EN 16942:2017, a norma portuguesa que dá corpo a uma diretiva segundo a qual todos os postos de 35 países da Europa e as novas viaturas passam a ter de apresentar, a partir de 12 de outubro, estes novos identificadores de combustível, com formas geométricas distintas e informação numérica associada ao teor de biocombustível presente no produto. O objetivo é tornar claro para qualquer viajante na Europa, independentemente do país onde esteja, qual o combustível a utilizar, além de promover os combustíveis ditos “alternativos”.

Assim, as gasolinas passarão a estar identificadas por um círculo com a letra “E” (de etanol), os gasóleos por um quadrado com a letra “B” (de biodiesel) e os produtos gasosos por losangos com a sigla de cada combustível. Consoante o teor de biocombustível presente (em percentagem), as gasolinas podem ser identificadas como E5, E10 e E85 (5%, 10% e 85% de etanol presente), enquanto nos gasóleos como B7 e B10 (7% e 10% biodiesel presente). Já o diesel parafínico é identificado por XTL. Nos combustíveis gasosos há quatro designações: CNG (gás natural comprimido), H2 (hidrogénio), LNG (gás natural liquefeito) e LPG (gás pressurizado líquido).

Além dos postos de abastecimento – onde os símbolos vão conviver com as marcas comerciais que as empresas já usam, não as substituindo -, muitos dos carros produzidos nos últimos anos já apresentam o símbolo (ou símbolos) correspondentes ao combustível que suportam. No caso da gasolina o identificador mais comum nos postos deverá ser o E5 e o B7 no caso do diesel, explicou à EXAME José Alberto Oliveira, diretor técnico da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro).

“As alterações resultam de algumas reclamações de clientes que chegavam a cada posto e não conseguiam identificar os produtos, embora houvesse um standard em termos de cores. O CEN [Comité Europeu para a Standardização] decidiu constituir um grupo de trabalho para a identificação, facilitando o abastecimento aos clientes,” referiu aquele responsável. Assim, um automobilista português em viagem que tente abastecer, por exemplo, na Polónia, só precisará de fazer corresponder os símbolos da agulheta aos do depósito.

Fonte da Galp disse à EXAME que a petrolífera tem em preparação a aposição desta sinalética aos seus postos de combustível. Alguns daqueles postos já ostentam atualmente os símbolos na medidora e na agulheta de combustível. No caso do gasóleo, a etiqueta aposta é a B7; a gasolina 98 está identificada como E10 e a gasolina 95 octanas como E5.

A Repsol garante que a norma não vai implicar mudanças para os consumidores e que tem apenas objetivos informativos. “Esperamos concluir a implementação nos 462 postos de abastecimento de marca Repsol em Portugal no próximo mês de outubro,” disse à EXAME fonte daquela petrolífera.

A BP e a Prio também foram contactadas para perceber em que ponto está a instalação naquelas gasolineiras mas, até ao momento, não foi possível obter resposta.

A Apetro fez parte do grupo de trabalho que em Portugal que, no âmbito da comissão técnica de produtos petrolíferos, esteve na génese da norma portuguesa (NP EN 16942:2017). “Acelerámos muito estes processos, tentámos traduzir o mais rapidamente possível para as companhias também começarem a fazer o seu trabalho,” acrescentou José Alberto Oliveira .

A norma já está publicada desde setembro do ano passado e a operação, do lado das gasolineiras, já está a decorrer, com a produção dos símbolos a afixar nos pontos de venda. Além disso, em setembro estará nas ruas uma campanha preparada pela FuelsEurope e traduzida e adaptada para Portugal pela Apetro e pela ACAP para explicar este novo sistema de identificação.

“Esta campanha de divulgação praticamente nem seria precisa, porque o próprio mercado se ajustaria. É uma alteração que as pessoas vão ver, se calhar olham para uma medidora e reparam que há mais um símbolo que lá está. Mas é de toda a justiça que lhes seja dada uma informação,” admite o responsável, que já deu conhecimento da campanha à Anarec e à APED, cujos associados gerem em conjunto cerca de mil postos de combustível.

Retirado de visão

Carros antigos importados pagam mais IUC do que veículos nacionais

(Pedro Zenkl/Agencia Zero)

Tribunal de Justiça Europeu entende que Portugal está a favorecer a venda de veículos usados nacionais.

Os carros antigos importados após 1 de julho de 2007 estão a pagar mais IUC (imposto de circulação) do que os veículos nacionais com a mesma idade. Vários contribuintes já ganharam ações judiciais relativas a esta situação e até o Tribunal de Justiça Europeu já foi chamado a pronunciar-se sobre esta matéria.

O tribunal europeu entende que Portugal está a ir ao arrepio das disposições fiscais europeias, ao não ter em conta a data da primeira matrícula dos automóveis, adianta esta quinta-feira o jornal Público. Em Coimbra, por exemplo, foi interposta uma impugnação judicial do pagamento do IUC sobre um automóvel importado do Reino Unido matriculado pela primeira vez em 1966 e importado para Portugal em 2013.

O Código do IUC determina que os veículos ligeiros de passageiros estão isentos de IUC se tiverem sido matriculados em Portugal antes de 1981; se os veículos forem matriculados noutros estados europeus antes desta data, estão sujeitos a impostos. Mas o montante a pagar é muito mais baixo do que se forem veículos importados depois de 1 de julho de 2007.

O tribunal europeu entende que Portugal está a favorecer a venda de veículos usados nacionais e, ao mesmo tempo, a desencorajar a importação de veículos usados idênticos. A revisão do IUC está nas mãos do Ministério das Finanças.

Retirado de dinheirovivo