Há centenas de milhares de multas de trânsito por processar

Serviço externo que assegurava a maior parte da tramitação das contra-ordenações foi interrompido entre Julho do ano passado e Abril deste ano, o que levou à acumulação de centenas de milhares de autos.

Durante este período foi interrompido o serviço externo de tramitação das contra-ordenações rodoviárias, devido ao fim do contrato então existente e ao atraso na conclusão do concurso que se deveria suceder. O procedimento, lançado em Outubro de 2014, atrasou-se “devido à sua dimensão e complexidade”, afirma a ANSR, que precisa dois motivos concretos: o processo de fiscalização do Tribunal de Contas e a discussão dos termos exactos do contrato.

Nesses dez meses, a ANSR apenas contou com os 45 funcionários da instituição que fazem este tipo de serviço, praticamente a totalidade do quadro de pessoal que tem esta entre muitas outras tarefas a seu cargo.

Prescrições vão aumentar

A ANSR reconheceu o problema ao PÚBLICO, mas evita falar no aumento da prescrição das multas. Assume “constrangimentos” durante esse período, “considerando a insuficiência de recursos humanos”, mas diz que “serão desenvolvidos todos os esforços para a recuperação da pendência processual, quer em termos de registo, quer de decisão dos processos de contra-ordenação”.

Numa resposta enviada ao PÚBLICO, a ANSR refere ainda que o Ministério da Administração Interna irá “monitorizar a evolução da tramitação processual de modo a evitar qualquer tipo de prescrição”.

Contudo, tal não parece de todo possível, até porque as prescrições são uma realidade constante no processamento das multas. No ano passado, por exemplo, segundo a própria ANSR, prescreveram 225.880 autos e no ano anterior 199 mil. A prescrição das contra-ordenações nem sempre é imputável à ANSR, já que, por vezes, as multas chegam das polícias, que as passam, já no fim do prazo de prescrição, que é de dois anos.

Tendo em conta o número de autos registados pela ANSR em 2015 — dados que constam do Relatório Anual de Segurança Interna —, em média, por mês, são registadas perto de 98 mil contra-ordenações. Ou seja, em dez meses terão ficado por registar e decidir perto de um milhão de multas, um número que os 95 profissionais (50 juristas e 45 administrativos) da Universidade Católica que começaram a trabalhar a 18 de Abril terão muita dificuldade em recuperar.

Aliás, o próprio contrato com o consórcio Meo, PT Pro e Universidade Católica estabelece metas de trabalho para os juristas: 40 mil propostas de decisão mínimas mensais e oito mil validações de propostas por parte dos coordenadores das equipas. Os valores mostram que, dificilmente, será possível recuperar uma acumulação de centenas de milhares de autos, quando a cadência mensal das multas nunca pára, variando entre os 85 e os 127 mil autos, segundo dados dos últimos quatro anos.

Contrato em Outubro

O processamento das multas foi totalmente interrompido entre Julho do ano passado e Abril deste ano, enquanto o registo de autos foi retomado em Dezembro do ano passado. Esse serviço só foi reactivado durante um mês, tendo sido novamente interrompido até Abril, altura em que o consórcio Meo, PT Pro e Universidade Católica começou a trabalhar.

As três empresas, que vão receber um montante anual de perto de 1,4 milhões de euros para registar e processar as multas, estão obrigadas, igualmente, a digitalizar toda a documentação referente às contra-ordenações e a gerir o respectivo arquivo. O contrato, assinado em Outubro do passado, é válido por dois anos e poderá ser revalidado por mais um ano.

Um dos motivos que explica o atraso do início dos trabalhos tem a ver com o visto do Tribunal de Contas, que só foi atribuído a 6 de Abril deste ano. A análise deste tribunal obrigou a ANSR e o consórcio a assinarem no final de Março passado uma adenda ao contrato inicial. Em causa estava o facto de a caução que o agrupamento Meo, PT Pro e Universidade Católica prestou, no valor de 138 mil euros, ser válida apenas nos dois primeiros anos do contrato, fragilizando-se a posição do Estado se houvesse renovação por mais um ano. A adenda obriga o consórcio a prestar uma nova caução no caso de o contrato ser renovado por um ano.

Retirado de publico

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Os 11 carros mais poderosos do Mundo

A bordo dos carros desta lista tomaram-se decisões que influenciaram a história mundial. Conhece algum deles.

De um Pulmann a uma Renault 4L, seleccionámos uma lista de 11 carros (e mais um…) que de alguma forma possam ter assistido a eventos de carácter mundial ou que transportaram figuras históricas. A ordem escolhida não obedece a nenhum critério particular.

Ideologias, golpes de estado e assassinatos à parte, esperemos que gostem dos modelos escolhidos. Se achares que falta algum, deixa-nos a tua sugestão através do nosso Facebook.

1 – Mercedes-Benz 600 (1963 – 1981)

Mercedes-Benz 600

Durante décadas, este Mercedes era um clássico entre presidentes, reis e ditadores. Disponível nas versões berlina de quatro portas, limousine e descapotável, este carro alemão era fabricado à mão e tinha um motor 6.3 litros V8 com um fantástico (e complexo) sistema hidráulico que controlava tudo: desde a suspensão, passando pelo fecho automático das poras, até à abertura das janelas. Havia um vasto leque de opções, que incluía a versão “Special Protection” blindada, semelhante ao atual carro de Barack Obama. No total, foram produzidos 2,677 unidades do Mercedes-Benz 600, sendo que 70 destas, foram entregues a líderes mundiais – um exemplar foi entregue ao Papa Paulo VI em 1965.

2 – Hongqi L5

Hongqi L5

Embora não pareça, o Hongqi L5 é um carro atual. Desenhado para se parecer exatamente como o Hongqi de 1958 que era o carro oficial dos membros do comité central do Partido Comunista Chinês. Com 5,48 metros de comprimento, motor 6.0 litros V12 com 400cv, o Hongqi L5 – ou “Red Flag” como é chamado -, é comercializado na China por aproximadamente 731 876€.

3 – Renault 4L

Renault 4L

Renault 4L, também conhecida como o “jipe dos pobres” foi oferecida ao Papa Francisco por um padre italiano, para as suas deslocações no Vaticano. Este exemplar de 1984 contabiliza mais de 300 mil quilómetros. O padre Renzo ainda deixou correntes para a neve, não fosse o «diabo» tecê-las (gostaram da piada?). Fã de modelos icónicos, o humilde Fiat 500L foi o modelo escolhido pelo Papa Francisco na última visita a Washington, Nova York e Filadélfia e que vai estar em leilão hoje.

4 – Lancia Thesis (2002-2009)

Lancia Thesis

Construído com o objetivo de devolver o prestigio à marca italiana, o Lancia Thesis tinha um estilo luxuoso avant-garde. Tornou-se rapidamente no carro oficial do governo italiano – a frota era composta por 151 unidades deste modelo. Cá em Portugal, foi a viatura escolhida por Mario Soares, durante uma das suas campanhas para a presidência da República.

5 – ZIL 41047

ZIL 41047

O modelo 41047 da marca russa ZiL foi produzido para ser o carro oficial da União Soviética e sofreu  poucas alterações estéticas ao longo dos anos. Foi um carro polémico porque, ao mesmo tempo que a USSR usava esta limousine como carro oficial, Fidel Castro também o usava, mas como taxi nas ruas de Havana.

6 – Lincoln Continental 1970 da Coreia do Norte

North Korea’s 1970s Lincoln Continentals

Kim Jong II escolheu ser transportado por um Lincoln Continental de 1970 no seu funeral por, alegadamente, ser fã da cultura americana (com especial destaque para a 7ª arte). Pois… estranho não é? Como tudo naquele país. Conhece aqui um pouco mais do mercado automóvel da Coreia do Norte.

7 – Toyota Century

Toyota Century

O Toyota Century está disponível para venda em unidades muito reduzidas, mas a Toyota não o publicita e posiciona-o abaixo do Lexus, mantendo-o assim discreto e com uma reputação mais profissional e menos massificada – a cultura japonesa low profile no seu melhor. O carro japonês fica encarregue de transportar o primeiro ministro japonês e a sua família, assim como vários membros do governo.

8 – Lincoln Continental Limousine (1961)

Lincoln Continental Limousine

O Lincoln Continental Limousine será sempre relembrado como o carro em que o Presidente Kennedy foi assassinado. Kennedy pediu à Ford para desenvolver uma nova limousine baseada no Lincoln Continental que lhe foi entregue em Junho de 1961. Depois da sua morte, o Lincoln Continental retomou à Casa Branca para servir vários presidentes até 1977. Neste momento,  este símbolo de modernidade Americana está exposto no Museu Henry Ford em Dearborn, Michigan.

9 – Bentley State Limousine (2001)

Bentley State Limouse

A Bentley produziu apenas duas unidades desta limousine, a pedido oficial da Rainha de Inglaterra. Desde o seu lançamento em 2001, tornou-se o carro oficial das aparências da Rainha Isabel II.

10 – Cadillac One (2009)

Cadillac One

O Cadillac One, mais conhecido por “The Beast” quase que passa por um Cadillac normal mas está longe disso. As portas desta limousine (blindadas e à prova de fogo) são mais pesadas que as portas de um Boeing 747, tem sistema de oxigenação em caso de emergência e potência suficiente para atravessar uma zona de guerra e manter o presidente em segurança. O Cadillac One, para além de ser um dos 10 carros mais poderosos do mundo, é também o mais seguro sem dúvida alguma. Para o próximo ano, irá ser lançada uma nova versão (ainda mais poderosa), como já tínhamos falado aqui.

11 – Mercedes-Benz 770 K

O Mercedes-Benz 770K era o carro preferido de um dos homens mais odiados da história, Adolf Hitler. Para além de Hitler, também o Papa Pius XI teve um 770K. O 770K foi o sucessor do Mercedes-Benz Typ 630, recorria a um motor de 8 cilindros em linha com 7.655cc e 150 cavalos.

12 – O improvável UMM

UMM Cavaco Silva

Cavaco Silva, não é nem foi um dos homens mais poderosos do mundo, mas a bordo de um UMM nem a «Besta» de Barack Obama lhe fazia frente. Grande UMM!

Retirado de razaoautomovel

Honda patenteia motor de cilindros desiguais

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O maior produtor mundial de motores de combustão interna está apostado em mudar as «regras do jogo». Nova patente abre leque de possibilidades para a próxima geração de motores Honda.

Desde os primórdios da engenharia há uma regra no design dos motores que nunca foi quebrada (entre muitas outras). Essa regra diz que a capacidade unitária de cada cilindro é igual à cilindrada total do motor a dividir pelo número de cilindros. Exemplo: se o teu carro tem um motor de quatro cilindros com 2.000cc, cada cilindro terá 500cc respectivamente. Brevemente poderá deixar de ser assim tão linear.

Complicar gratuitamente?

Estamos a falar de japoneses. Para eles tudo tem um propósito – menos os programas de televisão japoneses que regra geral são estúpidos. Conheces aquele “dizer popular” do “não dar ponto sem nó”? Pois bem, podia ser sobre eles.

À boa moda nipónica, a Honda quis mudar as regras do jogo e registou a patente de um motor em que cada cilindro tem uma capacidade cúbica distinta, contrariando a tal regra com mais de 100 anos! Pegando novamente no exemplo do motor com 2 litros de capacidade (2.000cc), em vez de termos um motor com quatro cilindros iguais (500cc) passamos a ter hipoteticamente um motor com cilindros de 300, 400, 600 e 700 cc respectivamente.

Para quê?

É aqui que as coisas começam a tornar-se difíceis de explicar. Esta mescla de câmaras de combustão de diferentes capacidades permite uma maior flexibilidade e eficiência do motor, quando combinada com a tecnologia de desativação de cilindros (explicada aqui).

Em vez de ter apenas a opção de desativação de cilindros de 500cc, a gestão electrónica do motor poderá decidir desativar um cilindro de apenas 300cc ou conjugar a desativação de vários cilindros consoante a necessidade concreta do utilizador naquele momento. Com esta solução, o leque de opções passa de 4 configurações possíveis para 15 configurações.

Aparentemente, todos os pistões terão o mesmo diâmetro. Por conseguinte, a diferente capacidade de cada cilindro (leia-se, câmara de combustão) será feita ao nível do design da cambota que atribuirá a cada um, um ciclo maior ou mais pequeno.

Diferentes massas em sentidos opostos não farão o motor vibrar?

Sim é uma possibilidade, mas a Honda deverá minimizar (ou mesmo anular) esses efeitos jogando com as ordens de explosão do motor, uso de contra-balanços e com o posicionamento de cada um. Se esta solução vai passar para produção? Não sabemos.

Mas as vantagens tanto em termos de eficiência como em termos de performance teoricamente existem. Além do mais, convém não esquecer que estamos a falar do maior produtor mundial de motores de combustão interna – cerca de 14 milhões de unidades ano. Não acreditamos que a Honda fosse gastar as suas energias numa solução pouco viável.

Esta patente foi sujeita a registo às autoridades japonesas em 2014 e publicada este ano.

Retirado de razaoautomovel

A comunicação na gestão de frotas?! Sim, se quiser ser ouvido

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Quão importante é o papel de uma comunicação eficiente para liderar uma frota? “Bastante”, refere Peter Eldridge, diretor do Institute of Car Fleet Management “Se as pessoas não aderirem a algo, não importa se o que apresenta é bom ou mau, nunca irá acontecer”, refere.

A incapacidade de comunicar eficazmente, poderão ameaçar a viabilidade das práticas e iniciativas pensadas e sugeridas pelo gestor de frota.

A este propósito, o chairman da Fleet Industry Advisory Group, Geoffrey Bray, refere “O envolvimento do motorista, na minha experiência, é um dos maiores desafios que as empresas enfrentam.”

Muitas vezes parte-se do pressuposto de que tudo o que uma organização tem de fazer é criar um manual do veículo, que posteriormente será automaticamente lido pelos condutores, que saberão exatamente aquilo que devem fazer.

Esta ideia pré-concebida não poderia estar mais distante da realidade. As melhores empresas são aquelas que usam todos os meios de informação possíveis.

A estratégia de comunicação com os motoristas deverá ser transversal a diversos meios, desde a intranet, ao correio electrónico, bem como outros meios mais tradicionais, garantindo assim a frota tem conhecimento dos objetivos e das diretrizes traçadas.

Fonte: FleetNews (adaptado)

Retirado de blog gestão frotas

Carta por pontos: está pronto?

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Será já a partir do dia 1 de Junho que entrará em vigor a nova carta de condução por pontos, sendo atribuídos automaticamente 12 pontos a cada condutor. Os pontos atribuídos serão subtraídos tendo em conta a gravidade da infração praticada.

Este sistema de pontos, já é utilizado em outros países como Itália, Espanha e Brasil, sendo que neste último caso, existe o risco de perda do título de condução, obrigando o condutor a repetir as aulas de código e de condução.

Segundo a DECO, é preocupante que a poucos dias da entrada em vigor deste novo sistema ainda exista alguma falta de informação relativamente às regras que entrarão em vigor. A Associação, procurou perceber o modo com este sistema está a ser recebido noutros países “No nosso inquérito procurámos saber como está a decorrer a experiência nos outros países onde já é usado este sistema e chegámos à conclusão de que 32% dos italianos, 16% dos espanhóis e 67% dos brasileiros têm a consciência de que já perderam pontos. Mas boa parte não sabe quantos”, diz.

Como funciona?

Tudo indica, pelos esclarecimentos que têm vindo a ser avançados, que todos os condutores começam com o mesmo número de pontos. As infrações cometidas antes das novas regras, não influenciam o número de pontos, continuando a ser punidas de acordo com o código que vigora até ao final deste mês.

Assim sendo, a contagem depende única e exclusivamente do comportamento do condutor na estrada, que poderá inclusivamente ser premiado com mais pontos.

E os pontos?

Só as contraordenações graves e muito graves e os chamados crimes rodoviários é que penalizarão este sistema de pontos e estes só são retirados quando a decisão que condena o condutor pelo crime se torna definitiva.

No entanto, quem ficar com cinco pontos ou menos tem de frequentar uma ação de formação de segurança rodoviária. Até três pontos é obrigado a fazer novo exame de código. E aos zero pontos perde a carta de condução.

Além disso, os encargos com a frequência de formação ou com o novo exame de código são suportados pelo condutor. E se este faltar injustificadamente ou reprovar perde a carta de condução. Esta medida é decidida pelo presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, mas pode ser impugnada em tribunal. O condutor só pode recuperar a carta dois anos depois e, para tal, tem de voltar a fazer exame de código e de condução.

Mas se durante três anos, não cometer contraordenações graves ou muito graves ou um crime rodoviário, ganha três pontos. No entanto, a carta nunca pode ter mais de 15 pontos.

E as alterações não ficam por aqui. Se ao revalidar o título de condução (por exemplo, aos 50, 60 ou 70 anos) frequentar de forma voluntária uma ação de formação, recebe um ponto, até um máximo de dezasseis. Para isso, não pode ter cometido nenhum crime rodoviário desde a última revalidação.

Retirado de jornaldostransportes

Guia para cumprir a nova 
lei de resolução de conflitos

Entrou em vigor no passado dia 23 de Setembro uma nova legislação – a Lei 144/2015 – que cria deveres de informação para todas as empresas a operar em Portugal sobre a existência de entidades de resolução alternativa de litígios (RAL) competentes para a resolução de conflitos de consumo. Até ao dia 23 de Março de 2016, todas as empresas têm que divulgar as entidades de RAL competentes. Veja aqui as perguntas e respostas, para saber tudo o que precisa para cumprir a Lei.

É uma empresa do setor automóvel?

A entidade de RAL que tem que divulgar é o Centro de Arbitragem do Sector Automóvel (CASA), com site em www.centroarbitragemsectorauto.pt e morada na Av. da República, 44 – 3º Esq., 1050 194 Lisboa

Que problemas podem ser resolvidos pelo CASA?

Todos os problemas relacionados com:

a)  serviços de assistência, manutenção e reparação automóvel;

b) revenda de combustíveis, óleos e lubrificantes;

c) compra e venda de peças, órgãos ou quaisquer outros materiais destinados a serem aplicados em veículos automóveis;

d) compra e venda de veículos novos ou usados;

e) serviços prestados por empresas detentoras de parques de estacionamento.

Em que zonas do país o CASA é competente?

O CASA tem competência nacional, por isso pode resolver conflitos de qualquer ponto do país, incluindo regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Até que montante?

O CASA não tem qualquer limite de valor, por isso pode resolver conflitos de qualquer montante.

Existe mais do que uma entidade competente?

No setor automóvel, existe o CASA, que é o único Centro especializado para o setor automóvel em Portugal, que tem competência para todo o país e não tem limite de valor. Mas poderão existir outros Centros de Arbitragem, com competência restrita a algumas zonas do país, com limites de valor e sem especialização nestas matérias.

As empresas do setor automóvel têm que divulgar as várias entidades existentes?

Não, como o CASA é um Centro especializado, a ASAE e a Direcção­‑Geral do Consumidor entendem que as empresas do setor apenas estão obrigadas a divulgar o CASA. Facultativamente, podem também divulgar a existência de outros Centros que existam e sejam competentes na área geográfica onde estão instaladas. Mas, nesse caso, devem também divulgar o CASA.

O que acontece às empresas que não divulguem as entidades de RAL competentes?

Poderão ser sancionadas com coimas que vão de € 500 a € 5.000, se a empresa for singular (ex: empresário ou comerciante em nome individual ou profissional liberal) ou de € 5.000 a € 25.000, se for uma pessoa colectiva (ex: sociedade por quotas).

Quem fiscaliza?

A entidade que fiscaliza o cumprimento destas obrigações por parte das empresas é a ASAE, que tem competência para abrir e instruir o processo de contra­‑ordenação e aplicar as coimas que estão previstas na Lei.

Divulgar onde?

1. No site da empresa, sempre que exista e

2. Nos contratos escritos, de venda de bens ou de prestação de serviços; por exemplo, nos contratos de venda de veículos, novos ou usados ou no contrato de reparação ou de reboque

Esta obrigação é cumulativa, ou seja, se tiver site e celebrar contratos escritos, a informação tem que ser divulgada nos dois meios: site e contrato.

Se não utilizar contratos escritos, então terá que prestar essa informação num outro meio duradouro.

O que é um meio duradouro?

A lei não diz o que entende por “meio duradouro”, mas poderá ser uma fatura, um recibo, uma venda a dinheiro, um letreiro, um cartaz, um autocolante. A ASAE já informou que as empresas que não usam contratos escritos podem fazer a divulgação através de um letreiro, um cartaz ou um autocolante.

Onde deve estar o letreiro ou cartaz?

Se a empresa usar letreiro ou cartaz, deve afixá­‑lo na zona de receção a clientes, ou colocá­‑lo em cima do balcão, de preferência junto do cartaz que indica a existência do livro de reclamações.

E o autocolante?

Pode ser colado na porta de entrada. Exemplos:

Stand de venda de veículos, que tem site e usa contratos escritos de compra e venda:

– tem que divulgar no site e nos contratos escritos

– a divulgação noutros meios duradouros (faturas ou recibos ou letreiro ou cartaz ou autocolante) é facultativa

Oficina de reparação, que tem site, mas não usa contratos escritos:

– tem que divulgar no site e

– a divulgação noutros meios duradouros (facturas ou recibos ou letreiro ou cartaz ou autocolante) é obrigatória

Estação de serviços, que não tem site, nem usa contratos escritos:

– divulgação obrigatória nos meios duradouros (faturas ou recibos ou letreiro ou cartaz ou autocolante). Deve exibir letreiro, cartaz ou autocolante. Empresa de peças que apenas vende online, através do site:

     – tem que divulgar no site e

     – a divulgação nas facturas ou recibos é obrigatória

A partir de quando as empresas têm que informar da existência das entidades de RAL?

Porque o cumprimento das obrigações previstas na Lei implicam alterações para as empresas, tanto a nível dos seus sites, como dos documentos oficiais entregues aos clientes, a Lei estabelece um período de adaptação de 6 meses, por isso, até ao dia 23 de Março de 2016, todas as empresas têm que divulgar as entidades de RAL competentes. Quem não prestar esta informação pode ser sancionado com uma coima.

Como informar?

A informação deve:

– conter a indicação do nome, site e morada da entidade de RAL

– referir se a empresa é aderente da entidade de RAL competente (se for o caso)

– ser clara e compreensível, ou seja, para o consumidor tem que ser claro que existe uma entidade de RAL que pode prestar informação jurídica e resolver um conflito que resulte dos bens que vende ou dos serviços que presta e a informação deve ser apresentada de modo a que se compreenda o seu conteúdo, sendo proibida a utilização de letras pequenas, com espaçamento reduzido entre linhas, que não permita a fácil leitura da informação.

– estar facilmente acessível no site da empresa, nos contratos e nos meios duradouros, ou seja, no que respeita ao site e aos contratos, tem que estar num local com bastante visibilidade para que o consumidor possa tomar conhecimento da informação com facilidade. Nos letreiros, autocolantes ou cartazes, tem que estar num local de recepção de clientes.

Existe alguma fórmula?

A Lei não indica nenhuma fórmula, mas as empresas aderentes poderão utilizar a seguinte frase:

“Empresa aderente do Centro de Arbitragem do Setor Automóvel, com sítio em http://www.centroarbitragemsectorauto.pt e sede na Av. da República, 44 – 3o Esqo, 1050 194 Lisboa”

As empresas não aderentes podem usar a frase seguinte:

“Em caso de litígio o consumidor pode recorrer ao Centro de Arbitragem do Sector Automóvel, com sítio em www.centroarbitragemsectorauto.pt e sede na Av. da República, 44 – 3o Esqo, 1050 194 Lisboa”

Existe algum modelo de que cartaz, letreiro ou autocolante possa ser comprado?

Não existe nenhum modelo homologado, mas o CASA vai distribuir pelas empresas aderentes, gratuitamente, um novo modelo que foi aprovado pela Direcção­‑Geral do Consumidor e pelo Ministério da Justiça para a identificação das empresas aderentes dos Centros de Arbitragem (ver foto abaixo).

O que acontece às empresas que não divulguem a existência do CASA a partir do dia 23 de Março de 2016?

As empresas do setor automóvel que não divulguem a existência de nenhuma entidade de RAL poderão ser sancionadas com coimas que vão de € 500 a € 5.000, se a empresa for singular (ex: empresário ou comerciante em nome individual ou profissional liberal) ou de € 5.000 a € 25.000, se for uma pessoa colectiva (ex: sociedade por quotas) (arto 28º, no 1 da Lei 144/2015).

As empresas do setor automóvel que divulguem alguma entidade de RAL, mas não divulguem o CASA poderão ser sancionadas com coimas que vão de € 250 a € 2.500, se a empresa for singular (ex: empresário ou comerciante em nome individual ou profissional liberal) ou de € 2.500 a € 12.500, se for uma pessoa colectiva (ex: sociedade por quotas), a título de negligência (arto 28º, no 2 da Lei 144/2015).

As empresas do sector automóvel que divulguem o CASA em local não visível do site, dos contratos ou do estabelecimento, poderão ser sancionadas com coimas que vão de € 250 a € 2.500, se a empresa for singular (ex: empresário ou comerciante em nome individual ou profissional liberal) ou de € 2.500 a € 12.500, se for uma pessoa colectiva (ex: sociedade por quotas), a título de tentativa (arto 28º, no 2 da Lei 144/2015).

Mais informações em www.centroarbitragemsectorauto.pt

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Retirado de posvenda

EA211 TSI Evo: a nova jóia da Volkswagen

EA211 TSI Evo 4

É o primeiro motor a gasolina turboalimentado de 1.5 litros a recorrer a um turbo de geometria variável.

A Volkswagen acaba de apresentar no Simpósio de Motores de Viena – certame dedicado às inovações tecnológicas neste campo – o novo EA211 TSI Evo: o primeiro motor a gasolina turboalimentado de 1.5L com turbo de geometria variável.

A marca alemã anunciou que vai iniciar a comercialização deste novo motor até ao final do ano, em dois patamares de potência: 129cv e 148cv. Muito provavelmente o EA211 TSI Evo, será estreado no novo Volkswagen Golf – modelo que deverá ser apresentado no Salão de Paris.
Comparativamente ao 1.4 TSI de 123cv, este motor é 10% mais eficiente, tanto nos consumos como nas emissões. Para além do já referido turbo de geometria variável, parte deste ganho deve-se ao sistema de desativação de cilindros e à adopção de um ciclo de combustão Miller com uma taxa de compressão mais elevada – o binário máximo está disponível logo às 1.300RPM (ver imagem).

EA211 TSI Evo 3

Há muito usados nos motores Diesel, só agora é que os turbos de geometria variável começam a massificar-se nas motorizações a gasolina – recordamos que o primeiro modelo a gasolina a recorrer a esta tecnologia foi o Porsche 911 Turbo (geração 997) em 2006.

O que são turbos de geometria variável?

Tal como o próprio nome indica, os turbos de geometria variável (TGV) diferenciam-se dos turbos convencionais (de geometria fixa) pela possibilidade de ajuste contínuo das pás da turbina. Graças a este movimento é possível otimizar o fluxo de gases num regime de rotações mais amplo.

Porque é que só agora é que os TGV chegam aos motores a gasolina?

Nos motores a gasolina a sua implementação tem sido mais difícil devido à temperatura superior dos gases face aos motores a Diesel. Para implementar os TGV nas motorizações a gasolina, era necessário recorrer a ligas metálicas muito dispendiosas e que tornavam o custo desta solução muito cara para carros «comuns».

Ao que parece, a Volkswagen encontrou a solução para este problema.

EA211 TSI Evo 1

EA211 TSI Evo 2
Retirado de razaoautomovel

Quais são os melhores pneus do mercado?

Pneus-750x400

O mais recente estudo de mercado da empresa norte-amerciana J.D.Power elegeu a Michelin como a marca detentora dos melhores pneus do mercado.

A J.D. Power analisou o rendimento de várias marcas de pneus vendidas nos EUA, tendo em conta a satisfação dos próprios clientes.
O estudo U.S. Original Equipment Tire Customer Satisfaction Study 2016, contou com 32.000 inquiridos que valorizaram o desenho do pneu, assim como o seu desgaste e capacidade de tração ao solo. Concluído o estudo, foi a Michelin que se destacou como a melhor marca de pneus do mercado (segundo os consumidores norte-americanos), tendo sido a marca eleita para três das quatro categorias analisadas – pneus normais, de luxo, todo-o-terreno/SUV e desportivos. A Pirelli, por sua vez, ganhou o primeiro lugar no que toca a pneus desportivos.

Embora os condutores tenham preferência para uma certa marca de pneus, todos confessam que a partir dos 8000 km de rodagem, as prestações, conforto e tração diminuem significativamente.

Fica com os resultados das quatro categorias analisadas:
Pneus normais

Pneus-4
Pneus do segmento de luxo

Pneus-1
Pneus de todo-o-terreno/SUV

Pneus-2
Pneus desportivos

Pneus-3

Estudo e gráficos: J.D.Power

Retirado de razaoautomovel