Mercedes ‘despede’ robôs

Empresa ‘despede’ robôs para colocar humanos de volta na produção de carros

Mercedes-Benz afirma que máquinas programadas não têm conseguido lidar com a crescente demanda por customização e nível de complexidade dos carros

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Buscando implementar novas técnicas modernas de fabricação, a Mercedes-Benz tem feito um movimento inusitado – considerando a atual automotização dos processos. A montadora tem trocado robôs por humanos altamente qualificados na linha de frente na montagem de seus carros. Segundo a empresa disse à Bloomberg, os robôs não têm sido capazes de lidar com o ritmo das mudanças e o aumento da complexidade de alguns dos carros em sua planta centenária localizada em Sindelfingen, na Alemanha. Ali, são produzidos mais de 400 mil veículos por ano a partir de 1,5 mil toneladas de aço por dia.

O número estonteante de opções para carros – e suas respectivas exigências de aquecimento, rodas, fibras de carbono e até mesmo quatro tipos de tampas para válvulas dos pneus – exigem um nível de adaptação e flexibilidade que, de acordo com a empresa, é melhor atendida por funcionários humanos – com um desempenho superior ao dos robôs. “Os robôs não conseguem lidar com o nível de individualização e as muitas variáveis que nós temos hoje em dia. Estamos economizando e resguardando nosso futuro empregando mais pessoas”, afirmou Markus Schaefer, chefe de produção da Mercedes-Benz. Os profissionais trabalharão ao lado dos robôs para trazer mais flexibilidade ao processo industrial.

O setor automotivo é um dos que mais utiliza robôs na indústria, de acordo com a Federação Internacional de Robótica (IRF). Foram 100 mil unidades vendidas em 2014 para o setor – de um número total de 1,5 milhão de robôs em operação na indústria em todo o mundo.

A questão, no entanto, é que o aumento competitivo no mercado de luxo trouxe uma demanda ainda maior por customização. Algo que os robôs ainda não parecem muito preparados para enfrentar. Segundo a Bloomberg, os humanos conseguem mudar uma linha de produção em um final de semana – enquanto os robôs precisam de semanas para serem reprogramados e realinhados.

“As pessoas voltarão a ter um grande papel no processo industrial. Estamos tentando maximizar nossa produção com humanos. A variedade atual é muito grande para as máquinas darem conta. Os robôs não conseguem lidar com diferentes opções e reagir rapidamente às mudanças”, disse Schaefer.

A Mercedes, que é a segunda maior fabricante de carros de luxo, não está sozinha nesse movimento de flexibilizar seus processos de produção, segundo o jornal The Guardian. A BMW e a Audi também estão testando robôs equipados com sensores e inteligência para conseguir maior segurança e, assim, trabalharem de perto a humanos.

Retirado de epocanegocios

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Publicado por

Marcelo Oliveira

Profissional com experiência consolidada na Gestão de Frotas em empresas de serviços de transporte ou com parque automóvel de volume. Mais detalhes em https://marceloxoliveira.com/quem-e-marcelo-oliveira

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