Relações entre marcas automóveis

image_20160329_132302

Anúncios

Carta por pontos vai limpar cadastro a mais de 3000 condutores

Mais de 3600 condutores em pré-cassação da carta de condução terão o cadastro limpo se até 1 de junho não cometerem contraordenações graves ou muto graves. Graças à carta por pontos estes condutores que estavam em vias de perder a licença de condução poderão ficar assim sem cadastro.

Retirado de sic notícias

Tesla. Estrela dos carros elétricos prepara superexpansão em 2016

112-1060x594

Empresa californiana abriu mais de 1600 vagas de emprego e explora novas localizações, à medida que prepara o lançamento do Model 3, que terá um preço mais acessível.

Poucos minutos depois da abertura de portas, às dez da manhã, já há clientes a rondarem um Model S azul-escuro que faz figura à entrada da loja. Na parte de trás, há outra versão num vermelho arrojado, e pelo meio um chassis que mostra as entranhas deste supercarro elétrico. O rodopio de interessados é invulgar para uma marca de nicho, com uma história muito recente e preços que começam nos 70 mil dólares. Há um fascínio estranho associado à Tesla, na proporção inversa do desdém por outras alternativas verdes. Numa altura em que os preços da gasolina atingem mínimos de sete anos, as vendas de carros elétricos estagnaram no mercado norte-americano, mas não para a Tesla. Brilha, e de que maneira, a menina dos olhos de Elon Musk, o carismático CEO

“Todos os carros são feitos à medida e por encomenda”, explica Edison Mellor-Goldman, o dono do espaço da Tesla na histórica promenade de Santa Mónica, Los Angeles. É por isso que ali há apenas dois carros e um chassis em exposição, todos do Model S. A Tesla Motors também não tem muito mais para mostrar. O Model X, um SUV de luxo revelado no final de setembro, só há pouco tempo começou a chegar aos primeiros compradores. O Roadster, um desportivo de dois lugares que marcou a estreia da marca nas estradas do mundo em 2008, custava 101 mil dólares e deixou de ser vendido três anos depois

O grande salto

A Tesla não é uma marca para as massas, mas tornou o carro elétrico desejável. Apesar de se posicionar no segmento premium, vendendo por mais do dobro do preço de outras opções como o líder mundial Nissan Leaf (cerca de 30 mil euros) ou o BMW i3 (a partir de 38 250 euros), está na liderança do mercado norte-americano e em segundo no global do segmento. Este mês assinala a entrega de 100 mil sedan Model S desde o lançamento, em 2012, e agora Elon Musk está mais ambicioso. Acaba de abrir 1649 vagas para várias localizações no mundo, procurando desde engenheiros a designers de loja, numa vaga maciça de contratações que espelha o salto pretendido para o próximo ano. Na Europa, há ofertas em Amesterdão, Munique, Geneva, Paris, Londres, Antuérpia, Berlim, Oslo, e a lista continua. É que a empresa, cotada em bolsa desde 2010, precisa de crescer e sair do vermelho. As vendas em 2014 atingiram os 3,2 mil milhões de dólares, uma subida de 60%, mas os prejuízos cresceram para 294 milhões. Aliás, a Tesla nunca teve lucros anuais desde que foi fundada, em 2003

Entra aqui o próximo carro, Model 3, que será lançado em 2017 com um preço mais baixo, 35 mil dólares. Musk acredita que pode vender entre 300 e 400 mil por ano, acumulando com 100 mil Model S e Model X para chegar a meio milhão de carros/ano. Para pôr isto em perspetiva, nos primeiros nove meses de 2015 a líder global Toyota vendeu 7,49 milhões de unidades. As previsões de quantos carros elétricos terão sido vendidos no mundo em 2015 oscilam entre 430 e 600 mil, com Estados Unidos, China e Japão à cabeça

O preço não tem sido um obstáculo nas vendas do Model S, diz Edison Mellor-Goldman. Este espaço, que não é bem um stand (é uma espécie de Apple Store para carros), vende cerca de dez Model S por dia, às vezes quinze, e as várias configurações podem levá-lo até aos 90 mil dólares. “Vendemos mais carros do que aqueles sacos de viagem”, refere o gerente, apontando para as prateleiras de merchandising onde também se encontram t-shirts, bonés e outros acessórios. É espantoso ver esta seleção de brindes aqui, fazendo lembrar marcas de culto como a Ferrari. Edison explica: “esta zona [Santa Mónica] é turística, e temos muitos estrangeiros que vêm por curiosidade. Como não têm Tesla nos seus países, levam um boné ou camisola porque gostam da marca

Interesse em Portugal

É o caso de Portugal, onde não há Tesla mas há compradores, diz ao Dinheiro Vivo um responsável europeu de comunicação da marca, Charles Delaville. “Temos detentores de Model S em Espanha e Portugal. Mas não revelamos números de vendas por mercado”, refere. Quem vive na Península Ibérica pode comprar um Model S online, “mas terá de o ir buscar à Holanda, à nossa fábrica de montagem em Tilburg”.

É possível que, com o Model 3, as coisas mudem. “No que respeita a expansão, continuamos a explorar novos mercados e localizações, mas não temos nada para anunciar neste momento.” Essa expansão da empresa tem acelerado nos últimos três anos. Está em 19 países, incluindo vários na Europa, mas a crise deve ter pesado na decisão de não investir no mercado ibérico, cujo poder de compra é inferior a países mais pequenos como Suíça e Luxemburgo. O centro de suporte e operações na Europa está na Holanda, e está também em crescimento a rede de estações de supercarregamento. São locais onde os donos de um Tesla podem carregar a bateria de graça e com mais rapidez do que em casa: em vinte minutos, carregam metade. O Model S vem com duas opções de bateria, 60 kilowatt/hora (70 mil dólares) ou 85 kW/hora (80 mil dólares). Cada carga dá para 380 a 430 quilómetros, o que só coloca problemas em viagens longas. É por isso que há estações Tesla nas auto-estradas. Ninguém ficará apeado só por ter um carro elétrico, assegura Edison.

210-740x415

Luxo em versão eléctrica

A Tesla conseguiu algo que ninguém tinha sequer tentado – tornar os carros 100% elétricos, zero emissões, em objetos de desejo, com potência, a rivalizar com os melhores modelos de luxo. Primeiro um desportivo, depois um sedan, agora um SUV. Todos com autonomia superior aos rivais. O Morgan Stanley chamou-lhe “a construtora automóvel mais importante do mundo

A boa impressão começa no design, antes mesmo de entrar e experimentar o motor elétrico. Não tem chaves nem botão start, basta pressionar de forma ligeira o puxador e a porta abre-se como Sésamo. Lá dentro, é mais espaçoso do que parece. O computador de bordo assemelha-se a um iPad gigantesco (tem 17 polegadas) e todo o software do carro é controlado neste painel. “O formato é muito aerodinâmico, muito elegante. Não tenho um, mas conduzo vários regularmente”, diz Edison Mellor-Goldman. Vai dos 0 aos 100 em 2.8 a 5.2 segundos, conforme a versão, e está equipado com piloto automático. Tem duas bagageiras, uma à frente e outra atrás. Velocidade máxima? 225 a 250 km/h.

É preciso entrar num Model S para perceber o sucesso que tem feito. No terceiro trimestre de 2015, a Tesla entregou 11 603 carros, e só em novembro vendeu cerca de 3200, quase o triplo em relação a novembro do ano passado. Isto numa altura em que as vendas de carros elétricos estão a cair 20% nos EUA, onde a gasolina está barata; no mercado de ligeiros, a fatia dos elétricos caiu para 2,2%, a mais baixa desde 2011 e depois de um pico de 3,7% em novembro de 2013. Muitos clientes preferem agora comprar um SUV eficiente – representam um terço do total do mercado – precisamente o segmento em que se posiciona o novo Model X, apesar do preço avultado, entre os 81 200 e os 15 1450 mil dólares.

E agora?

Apesar dos avanços, a Tesla tem tido uma aventura conturbada – ainda não cumpriu uma única data de lançamento, nunca teve lucros e o fundador e criador da empresa, Martin Eberhard, foi afastado de forma pouco clara numa disputa com Musk, que entrara como investidor, que acabou com processos em tribunal. Há quem acredite que a Tesla nunca sairá do nicho dos carros de luxo e não conseguirá revolucionar um mercado em necessidade de disrupção. Há quem diga que o software é a verdadeira inovação da construtora – que também desenha e produz componentes de carros elétricos para outras marcas, como a Daimler e a Toyota

Em breve também haverá mais concorrência: a Mercedes está a desenvolver um rival do Model S, para sair em 2018, e este ano apareceu na Califórnia uma misteriosa nova empresa no segmento. A Faraday Future, que se chegou a julgar ser a Apple disfarçada, é um investimento do milionário chinês Jia Yueting e planeia montar a sua fábrica no Nevada – onde a Tesla tem uma fábrica de baterias. O primeiro vislumbre do carro-conceito da Faraday será apresentado no Consumer Electronics Show, em janeiro, onde a Tesla deverá marcar presença. Afinal, tudo isto está na intersecção entre engenharia e tecnologia – e não é por acaso que Elon Musk, um dos cofundadores do PayPal, é um dos filhos pródigos de Silicon Valley.

Retirado de dinheirovivo

O mundo paralelo dos táxis

mw-860

Uma licença para conduzir um táxi é cara? Em Lisboa, se a conseguir por via de um concurso público, não chega a gastar 500 euros. Se não puder esperar resta-lhe entrar nos sites de anúncios e gastar 252 vezes mais. E se os concursos estabelecem regras para evitar a concentração de licenças no mesmo proprietário, no mercado livre ninguém controla. Há 166 empresas que apresentam a mesma morada ao IMT e histórias recorrentes sobre ‘caça-viúvas’

Cento e dez mil euros. Licença/Alvará Táxi Lisboa valor fixo, não respondo a sms nem emails.” Ricardo, dos Olivais, também tem uma licença para transporte de táxi em Lisboa à venda. O preço está acima do do colega não identificado: 120 mil euros. Tal como no primeiro caso, o táxi não está incluído. Se o interessado quiser o seu Volkswagen Caddy, de 2012, com 7 lugares, terá de investir mais 10 mil euros. Dentro de Lisboa só há um preço mais amigo: nos Olivais, na zona oriental da cidade, há uma licença à venda por 95 mil euros, preço não negociável. O carro? Também não está incluído “pois teve um acidente”. Os três anúncios estão disponíveis no OLX, o site que se transformou na montra do mercado paralelo dos táxis: há cerca de 50 anúncios ativos para venda de licenças (imprescindíveis para estar habilitado a conduzir um táxi), com preços entre os 7 500 e os 120 mil euros, consoante a zona do País. Lisboa é a zona mais cara, Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, nos Açores, a mais barata.

Obter uma licença para ser dono de um táxi custa assim tanto? Não. Com os 120 mil euros pedidos em sites virtuais seria possível comprar nada mais, nada menos, do que 252 licenças em Lisboa, onde cabe à Câmara Municipal a abertura de concursos públicos para distribuir novas licenças. No máximo, indo por essa via, o custo total de uma licença na capital não ultrapassa os 476,70 euros: 90 euros de taxa de pedido de emissão de alvará (a pagar ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes), 15,10 euros de taxa de pedido de admissão a concurso e 371,60 euros de taxa de emissão de licença (a pagar à Câmara Municipal).

As empresas de táxis e as associações de taxistas dizem haver táxis a mais a circular em Lisboa. Para limitar o número de carros em circulação o município responde abrindo apenas ocasionalmente concursos para emissão de licenças. E mesmo esses não costumam decorrer de forma pacífica. O último, terminado em 2010, e que atribuiu 50 novas licenças para táxis adaptados ao transporte de pessoas com mobilidade reduzida, terminou com cisões dentro da maior associação de taxistas, a Associação Nacional dos Transportadores em Automóveis Ligeiros (ANTRAL).

Francisco Pereira, ex-diretor para as relações externas da ANTRAL, não gostou de ver Florêncio de Almeida, presidente da associação, a apresentar candidaturas ao concurso quando havia sido o primeiro a contestar publicamente o facto de essas licenças permitirem não só o transporte de deficientes mas também o serviço normal de passageiros, vindo assim sobrecarregar ainda mais o mercado. “Nunca fui a favor, mas se o concurso é aberto não vou deixar fugir o que me pertence. Se soubesse o que era tinha concorrido o meu genro, a minha nora, os meus netos e até as cadelas. Este concurso foi impugnado e investigado porque toda a gente dizia que tinha sido beneficiado. Não fui. Só não concorreu quem não quis”, disse à VISÃO, em outubro, Florêncio de Almeida. O concurso teve 148 participantes. O presidente da ANTRAL conseguiu três licenças.

166 licenças, a mesma morada

As regras deixam apenas duas opções a quem quiser dedicar-se ao negócio: trabalhar para uma empresa que já tenha uma licença; ou desembolsar quantias astronómicas no mercado paralelo, garantindo avultadas margens de lucro aos vendedores e zero cêntimos de encaixe aos municípios. O resultado? Há meia dúzia de empresas que dominam o mercado. Num cenário onde, queixam-se os motoristas de táxi, florescem os ‘caça-viúvas’, como se chama na gíria aos taxistas que captam as licenças de outros após a sua morte, por intermédio das viúvas que procuram ajuda para dar um novo rumo ao negócio. Não há taxista que não conheça a expressão. Nem quem faça propriamente segredo sobre o método. Captada a licença restam duas opções, ambas vantajosas: usá-la para colocar mais um táxi a circular e a gerar receitas; ou desfrutar da escassez de concursos, vendendo por preços mais altos e encaixando o lucro.

Apesar de as autarquias desenharem os concursos públicos com regras precisas para evitar concentrações de licenças no mesmo proprietário e favorecer a concorrência, a VISÃO analisou os registos disponíveis no site do IMT, o instituto que regula a atividade do transporte em táxi, e descobriu vários casos de multiplicação de empresas na mesma morada.

O nº 4A da Rua Padre Américo não é um simples apartamento da freguesia de Carnide, em Lisboa. É a morada onde estaciona o maior número de empresas de transportes de táxis registadas no IMT: ao todo, 166 registos, num total de 1200 empresas licenciadas no concelho de Lisboa. A Padre Américo é a morada de registo da Táxis Bom Regresso, da António Joaquim da Fonseca, Ldª., da Aurora Garção & Filha, da Auto Táxis da Portela do Fojo, da Auto Aldeia das Flores, da Auto Táxis Carequinha Unipessoal, da Auto Táxis Boa Vida ou da Auto Táxis Boa Sorte.

A seguir à morada recordista, o endereço que mais se repete naquela lista é o nº 31A do Alto do Carvalhão (também em Lisboa), com 83 alvarás distribuídos por empresas como a Auto Progresso do Nabão, a Auto Táxis Benfeitense, a Auto Táxis Bucho ou a Sociedade de Táxis Estrela Lisbonense.
Há ainda casos de empresas que partilham os mesmos acionistas e de gerentes comuns a uma dezena de empresas.

A VISÃO perguntou ao IMT, entidade responsável por regulamentar a atividade, como justifica a concentração de empresas na mesma morada e que medidas têm sido tomadas para assegurar que as regras de atribuição dos alvarás e da emissão de licenças estão a ser cumpridas, mas não obteve respostas.

O presidente da direção da ANTRAL avançou com possíveis explicações. A concentração na mesma morada explicar-se-á porque essas moradas serão a sede de empresas de contabilidade e “muitos industriais, na sua quase totalidade micro empresas, para facilitar o cumprimento das suas obrigações legais, nomeadamente fiscais, estabelecem as respetivas sedes no escritório das empresas de contabilidade”. A VISÃO confirmou que naquelas moradas estão sediadas empresas de contabilidade. Mas taxistas que pedem o anonimato garantem tratar-se de um truque para esconder a concentração de licenças no mesmo proprietário. “Seria mais difícil inventarem várias moradas. Não acha estranho que 166 venham ter aos mesmos contabilistas?”

Sobre os preços das licenças em sites de anúncios classificados, Florêncio de Almeida resume a discrepância ao resultado “do funcionamento dos mecanismos da oferta e da procura” e recusa falar em “mercado paralelo”: “Se até 1998 as licenças de táxi eram um bem fora do comércio, que só em circunstâncias muito especiais poderiam ser transacionadas” desde então “podem ser livremente transacionadas”.

A associação invoca “a livre comercialização de bens e serviços” para explicar porque razão não tem tomado medidas para favorecer a concorrência ou para travar os preços abusivos. “No entanto, quando as autarquias solicitam o nosso parecer sobre os critérios de atribuição de licenças, a ANTRAL faz notar que, neste subsetor dos transportes, constituído por micro empresas em que, na esmagadora maioria dos casos, o titular da licença só tem uma viatura que ele próprio conduz; só o próprio industrial e simultaneamente motorista é que poderá assegurar a prestação continuada de serviços, para melhor servir os munícipes.”

Na entrevista dada à VISÃO para um perfil publicado em novembro, Florêncio de Almeida não escondeu já ter beneficiado com o mercado que prefere não apelidar de ‘paralelo’. Um bombeiro e motorista de táxi ter-lhe-á pedido ajuda para renovar um alvará, depois de esgotados todos os prazos legais. O presidente da ANTRAL conseguiu a renovação e terá decidido vender a licença, por 75 mil euros, sem qualquer ganho para o anterior proprietário. “Ele tinha-me dito para eu fazer o que quisesse.”

Retirado de visao on line

Porsche distribui bónus de 9.000 euros aos trabalhadores

Cada funcionário da empresa de carros de luxo vai ter direito a pagamento extra apesar de um ano marcado pelo escândalo das emissões. Cortes na despesa do grupo Volkswagen não impedem marca de aumentar bónus.

naom_5574064595beb

Os “resultados excecionais” da Porsche no ano passado vão valer aos trabalhadores um prémio extra nas contas bancárias. De acordo com a Agência Reuters, a marca de carros desportivos do grupo Volkswagen anunciou um pagamento de 8.910 euros a ser feito em duas partes, de forma a recompensar os funcionários pelo “melhor ano de sempre”.

Há um ano, o pagamento tinha sido de 8.600 euros, mas a administração da Porsche considerou que os funcionários mereciam uma compensação maior pelos números apresentados “num contexto que era tudo menos fácil”. O escândalo das emissões que rebentou na segunda metade do ano passado dificultou a vida de todo o grupo Volkswagen, mas a Porsche conseguiu ficar imune a grande parte dos efeitos negativos que afetaram a empresa-mãe.

Os cortes da despesa no grupo Volkswagen deverão obrigar as restantes marcas do grupo a não seguir o exemplo da Porsche e prevê-se uma redução dos bónus pagos aos trabalhadores. Foram também anunciados pelo menos 3.000 despedimentos para ajudar a compensar as perdas com o processo das fraudes nos motores para esconder as verdadeiras emissões de gases poluentes.

Retirado de noticias ao minuto

Motas na faixa do BUS: és a favor ou contra?

undefined

O projecto-piloto que vai permitir a circulação de motas na faixa do BUS em Lisboa deverá ser aprovado amanhã por deliberação municipal.

A Câmara de Lisboa quer aprovar amanhã, de forma experimental, a circulação de motas na faixa do BUS. A proposta, assinada pelos vereadores Manuel Salgado (Urbanismo) e Carlos Manuel Castro (Mobilidade de Proximidade) adiantam que os pareceres solicitados à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes, “vieram, na sua generalidade, apoiar e incentivar esta medida, desde que fiquem acauteladas as necessárias medidas de segurança rodoviária”.

As avenidas em questão serão as seguintes: Calouste Gulbenkian e de Berna (entre a Praça de Espanha e o Largo Azeredo Perdigão) e na Rua Braamcamp (entre a Rua Rodrigo da Fonseca e a Rua Duque de Palmela). Cidades como o Porto e Almada já implementaram esta medida.

Queremos saber a tua opinião. E tu, és a favor ou contra? Vota aqui.

Retirado de razaoautomovel

Tesla Model S multado por emissões poluentes

a00a252d891f73491e843eb0ded36393_L

Em Singapura, um proprietário de um carro elétrico Tesla Model S, Joe Nguyen, foi surpreendido com uma multa de quase 10 mil euros devido a emissões poluentes acima do permitido, depois de fazer uma inspeção obrigatória.

Segundo a Auto Home, a regra de avaliação é feita com base no modelo R101, utilizado na União Europeia, que se baseia no consumo de energia, seja em carros com motor a combustão ou híbridos plug-in. O cálculo equivale a 1 watt/hora, ou seja, 0,5 gramas de dióxido de carbono convertido em consumo de energia.

Neste caso, o Model S consume 444 watt por quilómetro ou 222 g/km de CO2. Estes valores não diferem muito de um desportivo a gasolina ou mesmo de um Diesel de alta cilindrada.

Surpreendido, o CEO da Tesla, Elon Musk, já entrou em contacto com o primeiro-ministro de Singapura, que promete investigar o caso.

Retirado de autohoje

A história do primeiro português a processar a VW pelas emissões

Nélson Matos avançou sozinho apesar da falta de apoio de outros clientes e da Associação de Defesa dos Consumidores. Preocupado com a falta de garantias e confiança, decidiu esquecer o “medo de uma organização poderosa” e avançar para os tribunais.

naom_5635e31dc336c

A história de Nélson Machado Matos com carros do grupo Volkswagen já é bastante antiga. Começou por ser dono de um VW Polo, passou depois a conduzir um Audi A3 e desde 2008, tem um VW Scirocco 2.0 TDI Sport, carro que é o centro da discórdia entre o cliente, a concessionária Melvar e a representante máxima da marca alemã em Portugal, a SIVA. 

Quando o escândalo das emissões rebentou nos Estados Unidos durante o ano passado, os portugueses estavam longe de imaginar que seriam arrastados pela onda de alterações fraudulentas nos motores dos carros do grupo Volkswagen.

A polémica chegou aos mais altos líderes do gigante alemão, mas os efeitos colaterais em Portugal apenas foram conhecidos quando a SIVA disponibilizou no seu site uma ferramenta de verificação dos números de chassis de cada veículo. Através da introdução dos dados do carro, Nélson Matos descobriu que estava entre os afetados.

“Senti-me enganado”, explica o terapeuta de medicina alternativa em entrevista ao Economia ao Minuto. Apesar de reconhecer que o VW Scirocco “nunca deu nenhum problema”, Nélson fala de uma quebra de confiança que levou a um extremar de posições.

“A relação entre uma pessoa e uma empresa baseia-se num ponto essencial que é a confiança. Iria confiar de novo nessa empresa?”, questiona o terapeuta, assegurando também que “não aceitava” a recolha do carro para correção do problema de emissões excessivas de NOx caso fosse contactado pela SIVA.

O cliente abordou a Melvar, concessionária responsável pela venda do veículo, para tentar uma resolução pacífica. No entanto, as reuniões no Centro de Arbitragem do Setor Automóvel acabaram sem sucesso, com Nélson a falar de uma avaliação injusta do veículo.

“Foi proposta uma troca com pagamento da diferença, com uma avaliação de 11.000 euros. No entanto, quando me desloquei à Santogal e a outas concessionárias, a avaliação do carro foi muito maior”, explica o terapeuta. Rejeitando a resolução proposta pela representante da Volkswagen, Nélson decidiu por isso avançar para o Tribunal da Comarca de Lisboa com um processo: “Pretendo que o valor pago seja devolvido. Eu devolvo o carro”.

Contas feitas, Nélson Machado reclama 33.000 euros, o mesmo montante que pagou em 2008 pelo Volkswagen Scirocco, ou a troca do modelo antigo por um novo Scirocco deste ano. “Tenho de lutar pelos meus direitos. Calamo-nos uma vez, calamo-nos para sempre”, explica o terapeuta, apesar de admitir que “há muito medo” de enfrentar a poderosa fabricante alemã.

O Economia a Minuto contactou a SIVA e a Melvar para tentar ouvir a versão contrária e obter mais esclarecimentos sobre o único processo ligado ao escândalo das emissões em Portugal, mas as representantes da Volkswagen preferiram manter o silêncio enquanto decorre o processo na Justiça. No entanto, ficou prometido um esclarecimento detalhado do caso após a resolução nos tribunais.

Retirado de noticias ao minuto

Polícia automático nas estradas portuguesas

Polícia-Automático-Ajuda-a-GNR-PSP

O Polícia Automático, sistema tecnológico que existe desde 2008, tem ajudado as forças policiais de segurança rodoviária a identificarem irregularidades nas estradas.

O Polícia Automático, nada mais é que uma câmara que é colocada no tejadilho do veículo e que consegue captar imagens de outros carros, das matrículas. Estima-se que este aparelho consiga captar até 300 veículos por minuto, independentemente da via e sentido de circulação.

O trabalho deste positivo é igualmente eficaz em cenários noturnos ou de adversidades climatéricas.

Desta forma, as forças da PSP e da GNR conseguem automaticamente identificar veículos que tenham ordem de apreensão por dívidas fiscais, penhoras ou roubo.

Retirado de blog gestão frotas

Mercedes ‘despede’ robôs

Empresa ‘despede’ robôs para colocar humanos de volta na produção de carros

Mercedes-Benz afirma que máquinas programadas não têm conseguido lidar com a crescente demanda por customização e nível de complexidade dos carros

gettyimages-464813311

Buscando implementar novas técnicas modernas de fabricação, a Mercedes-Benz tem feito um movimento inusitado – considerando a atual automotização dos processos. A montadora tem trocado robôs por humanos altamente qualificados na linha de frente na montagem de seus carros. Segundo a empresa disse à Bloomberg, os robôs não têm sido capazes de lidar com o ritmo das mudanças e o aumento da complexidade de alguns dos carros em sua planta centenária localizada em Sindelfingen, na Alemanha. Ali, são produzidos mais de 400 mil veículos por ano a partir de 1,5 mil toneladas de aço por dia.

O número estonteante de opções para carros – e suas respectivas exigências de aquecimento, rodas, fibras de carbono e até mesmo quatro tipos de tampas para válvulas dos pneus – exigem um nível de adaptação e flexibilidade que, de acordo com a empresa, é melhor atendida por funcionários humanos – com um desempenho superior ao dos robôs. “Os robôs não conseguem lidar com o nível de individualização e as muitas variáveis que nós temos hoje em dia. Estamos economizando e resguardando nosso futuro empregando mais pessoas”, afirmou Markus Schaefer, chefe de produção da Mercedes-Benz. Os profissionais trabalharão ao lado dos robôs para trazer mais flexibilidade ao processo industrial.

O setor automotivo é um dos que mais utiliza robôs na indústria, de acordo com a Federação Internacional de Robótica (IRF). Foram 100 mil unidades vendidas em 2014 para o setor – de um número total de 1,5 milhão de robôs em operação na indústria em todo o mundo.

A questão, no entanto, é que o aumento competitivo no mercado de luxo trouxe uma demanda ainda maior por customização. Algo que os robôs ainda não parecem muito preparados para enfrentar. Segundo a Bloomberg, os humanos conseguem mudar uma linha de produção em um final de semana – enquanto os robôs precisam de semanas para serem reprogramados e realinhados.

“As pessoas voltarão a ter um grande papel no processo industrial. Estamos tentando maximizar nossa produção com humanos. A variedade atual é muito grande para as máquinas darem conta. Os robôs não conseguem lidar com diferentes opções e reagir rapidamente às mudanças”, disse Schaefer.

A Mercedes, que é a segunda maior fabricante de carros de luxo, não está sozinha nesse movimento de flexibilizar seus processos de produção, segundo o jornal The Guardian. A BMW e a Audi também estão testando robôs equipados com sensores e inteligência para conseguir maior segurança e, assim, trabalharem de perto a humanos.

Retirado de epocanegocios