Frota da GNR: 63% dos veículos têm mais de uma década; 16% dos carros estão avariados

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Os números são do Relatório de Atividades da Guarda e dão conta do notório envelhecimento e desatualização da frota da GNR. No ano de 2014, 63% do parque automóvel da Guarda Nacional Republicana tinha mais de uma década e 16% dos automóveis estavam inoperacionais. Nesse mesmo ano a frota desta força de segurança foi enriquecida com 272 novos carros e motas – um reforço que a Associação dos Profissionais da Guarda diz ser insuficiente.

Mais de 16% dos carros que compõem o parque automóvel da GNR estiveram avariados em 2014. A conclusão é do Relatório de Atividades da Guarda, que mostra que dos 5.517 veículos e motas que os militares tiveram à sua disposição, 910 foram considerados “inoperacionais”.

A juntar ao problema das avarias, e ainda segundo o relatório, mais de 63% das viaturas já levam mais de 10 anos na estrada. E nem os 272 carros novos que a GNR recebeu no ano passado permitiram suavizar as estatísticas. “Uma das grandes preocupações no que concerne a veículos refere-se à idade do parque [automóvel], com evidentes reflexos no desempenho operacional”, admite a Guarda. O envelhecimento das viaturas é de tal ordem que, num universo de mais de cinco mil carros,  só 377 têm menos de cinco anos, (6,84%), enquanto 3.486 já circulam há pelo menos uma década.

E as estatísticas, diz a Associação dos Profissionais da Guarda (APG), “pecam por defeito”. O presidente, César Nogueira, acredita que os números do relatório “são baixos”, face à realidade “da maioria dos postos territoriais, onde existem carros avariados ou acidentados”. As viaturas, acrescenta a associação, não são reparadas ou por falta de verbas ou por falta de peças em stock e há casos de carros que chegam a ficar parados  “um ano, a aguardar orçamento”.

O envelhecimento do parque automóvel e a elevada rodagem dos carros da GNR – que percorrem, em média, mais de 215 mil quilómetros diários – pioram o cenário, diz a APG. “Muitas viaturas têm mais de 300 mil quilómetros, algumas chegam a ultrapassar os 700 mil e, por serem antigas, avariam mais vezes”, defende César Nogueira, que garante que “o estado de degradação” dos carros põe em risco a segurança dos militares. Além de condicionar a atividade operacional: “Os serviços não ficam por fazer, porque quando um posto não tem carros disponíveis, são acionadas viaturas de outros postos, mas há constrangimentos diários, desde logo porque os carros não atingem grandes velocidades”.

No final do ano passado, o Ministério da Administração Interna entregou à GNR 126 carros Volkswagen Passat novos e 49 motas, mas a APG garante que o reforço é insuficiente. “Seria desejável outro tipo de investimento em meios, caso contrário andamos a tapar buracos. Há carros que vão a arranjar, regressam à operacionalidade e, pouco tempo depois, voltam a avariar”, avisa César Nogueira.

O problema do parque automóvel é comum à PSP, que também tem tido boa parte das viaturas paradas devido a avarias: há dois anos, mais de 18% da frota estava inoperacional. Na altura, a falta de veículos era de tal ordem que havia casos, como os das esquadras de Mira-Sintra e de São Marcos, no Cacém, onde chegou a não haver a um único carro disponível durante quase um mês.

Retirado de ionline

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Publicado por

Marcelo Oliveira

Profissional com experiência consolidada na Gestão de Frotas em empresas de serviços de transporte ou com parque automóvel de volume. Mais detalhes em https://marceloxoliveira.com/quem-e-marcelo-oliveira

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