Veículos elétricos e car sharing não seduzem empresas portuguesas

fuelvseletricidade427As empresas portuguesas estão cada vez mais rendidas aos veículos elétricos, híbridos e movidos a gás. Com a implementação da Reforma da Fiscalidade Verde, estes veículos tornaram-se mais competitivos do que os tradicionais movidos a gasóleo ou gasolina.

As empresas têm ponderado vantagens e desvantagens e até não descartam a hipótese de vir a introduzir mais veículos amigos do ambiente nas suas frotas, mas, para já, esse cenário está ainda longe da realidade, revela o último inquérito realizado no âmbito do Observatório da Competitividade Fiscal da Deloitte.

Na verdade, apenas metade dos inquiridos admitiu a hipótese de adquirir veículos elétricos, híbridos plug-in ou carros movidos a gás (GPL ou GNV), e, ainda assim, só se a balança de vantagens e desvantagens pendesse com mais intensidade para o lado das vantagens.

No entanto, 49% dos participantes neste inquérito nem sequer coloca a hipótese de vir a comprar veículos desta natureza para as frotas das organizações que representam. Além disso, 58% dos inquiridos considera também que a introdução da taxa de carbono, no âmbito da Reforma da Fiscalidade Verde, não teve qualquer impacto na sua empresa.

Quanto ao car sharing, enquanto partilha de veículos entre colaboradores, 79% das empresas não pondera sequer recorrer a um sistema deste género. E de nada serviram os incentivos fiscais, nomeadamente a majoração de custos em sede de IRC e de IRS.

Gestoras de frotas atestam relutância das empresas

A Fiscalidade Verde e as Oportunidades para as Frotas Empresariais, um estudo promovido pela LeasePlan, uma das maiores empresas gestoras de frotas no mercado nacional, confirma que o desagravamento fiscal a que os veículos mais amigos do ambiente ficaram sujeitos no âmbito desta reforma veio conferir competitividade aos veículos movidos por motores elétricos, híbridos plug-in e movidos a gás.

Ainda assim, apesar do desagravamento fiscal introduzido em nome de uma mobilidade alternativa sustentável, a LeasePlan encontrou ainda alguma relutância das empresas em relação às vantagens, incentivos e tributação destes veículos.

Esta resistência prende-se sobretudo com o facto abrangidos pela reforma da Fiscalidade Verde constituírem apenas uma parte residual na frota-tipo das empresas, que continuam a dar prioridade aos veículos movidos a gasolina e gás. E de acordo com a gestora de frotas que promoveu o estudo, dificilmente esta realidade deixará de ser verdade na maior parte das frotas das empresas portuguesas. Sendo assim, o impacto desta reforma nas contas das empresas perde alguma relevância.

Retirado de Santander Advance

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Porque é que apesar da desvalorização do crude a baixa no preço dos combustíveis é apenas ligeira?

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Abastecer o automóvel é a partir de hoje mais barato – mas não muito… Segundo notícia do Dinheiro Vivo, o preço dos combustíveis baixa hoje em aproximadamente um cêntimo no caso do gasóleo e até 1,5 cêntimos na gasolina. Para o consumidor comum estes combustíveis custam, respetivamente, cerca de 1,242 e 1,551 euros por litro. Mas porque é que a desvalorização do barril de petróleo não gera baixas de preço mais acentuadas? A Associação Portuguesa De Empresas Petrolíferas (APETRO) e a Associação Nacional de Revendedores de Combustível (ANAREC) ajudam a perceber a questão…

Os consumidores, dada a forte queda do petróleo nos últimos dias, esperavam descidas mais acentuadas. Mas os preços dos combustíveis, que desde o início do ano sofreram forte agravamento – a gasolina subiu 17,5% e o gasóleo 8,6% –, não são definidos apenas pela cotação do crude na Europa. As petrolíferas têm em conta a média semanal dos preços dos derivados. A gasolina, durante o verão, fica mais cara, porque é o combustível mais usado para as viagens de carro pelos norte-americanos; o gasóleo fica mais caro no inverno, porque é muito usado para equipamentos de aquecimento no período mais frio do ano.

As variações cambiais também interferem nesta fórmula. Quer o ouro negro quer os derivados são cotados em dólares e depois são convertidos para euros. Com a recente desvalorização da moeda única, uma descida na cotação dos derivados pode ser anulada se o euro descer ainda mais face ao dólar, e vice-versa. Os impostos também fazem parte do preço final que é apresentado junto dos consumidores, mas apresentam uma variação menos regular (habitualmente são mexidos no início de cada ano).

Estas são as razões para que o preço dos combustíveis se “mantenha próximo dos valores atuais” nos próximos meses, segundo António Comprido, secretário-geral da associação que representa as petrolíferas em Portugal (APETRO), em declarações ao Dinheiro Vivo.

Isto gera receios junto dos revendedores de combustíveis (ANAREC). “Temos margens de comercialização cada vez mais baixas e os clientes continuam a fugir”, diz o secretário-geral, João Durão Santos.

Declarações que contrariam o aumento de 5,7% do consumo de combustíveis em junho, acima da média, indicam os dados da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), apesar do aumento dos preços nos últimos meses. Portugal apresenta o 7.º preço mais caro da gasolina após impostos da União Europeia. No gasóleo, é o 12.º mais caro dos 28.

Retirado de gestão frotas

Porque é que os carros de tração traseira são melhores desportivos?

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A nossa amada tração traseira explicada de forma simples, ao ritmo de uma conversa de amigos. Puxem uma cadeira e juntem-se a nós.

Verão, conversa descontraída na Pastelaria do Marquês em Porto Côvo (Costa Vicentina). Assunto? Carros como é óbvio. Ordem de trabalhos? A tracção nos carros desportivo. Oradores: eu, o Diogo e o Thom e imperiais em número indeterminado. Resultado: uma tarde memorável e uma factura em cerveja para esquecer…

Toda esta ladainha para introduzir um novo capítulo na nossa Autopédia: Porque é que os carros de tração traseira são os melhores desportivos que os de tracção dianteira?  O porquê já sabemos(!) fundamentar esta afirmação é que nem sempre é fácil e foi isso que fizemos durante essa tarde. Fundamentar, fundamentar muito. O resulta está plasmado nestas linhas.

” Há coisa melhor do que conduzir um bom carro de tracção traseira? Dificilmente…

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O principal beneficio da tracção traseira é o desconcentrar da dianteira as forças de stress que actuam sobre os pneus – leia-se força de tracção e força direccional. Num carro de tracção traseira as rodas traseiras são responsáveis pela força de tração, enquanto que as rodas dianteiras lidam somente com as forças de direcção. Nos carros de tração dianteira já não é assim, os pneu dianteiros têm de lidar com estas duas forças, e por isso mais facilmente se excede a capacidade de aderência dos pneus, enquanto os pneus traseiros quase que tiram “férias”.

RELACIONADO: A fundo no Estoril ao volante do Porsche 911 GT3

Nos carros de tração traseira – como dizia à pouco – este esforço é divido pelos dois eixos. Os pneus da frente lidam apenas com as forças direcionais enquanto que os pneus traseiros lidam unicamente com a tracção do carro. Este factor faz com que se consiga fazer uso pleno da capacidade de aderência de ambos os eixos, o que se traduz em velocidades de curva superiores. Este é o principal motivo. Os outros são secundários mas não deixam de ser válidos:

-Melhor distribuição de pesos: A maioria dos carros de tração traseira tem o motor na dianteira e os componentes da transmissão na traseira (um bom exemplo é o Lexus LFA, ou o Mercedes SLS que têm as caixas de velocidade sob o eixo traseiro), enquanto os carros de tracção dianteira têm tudo à frente. Ao ter os componentes distribuídos pelos dois eixos o comportamento do carro torna-se mais previsível e neutro devido ao seu menor momento de inércia (conceito da física explicado aqui).

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-Melhor Aceleração: Em quase todas as situações a capacidade de aceleração de um carro de tração traseira em arranque é superior à de um carro de tracção dianteira. Isto sucede porque ao arrancar há uma transferência de peso para a traseira do carro e que se traduz num aumento da pressão sob a borracha, que aumenta a sua capacidade de tração. Nos carros de tração dianteira o mesmo fenómeno tem o efeito contrário fazendo com que os pneus patinem mais com a mesma dose de potência.

-Maior capacidade de travagem: Por causa da melhor distribuição de pesos a perda de balanço entre a dianteira e a traseira em situação de travagem de emergência é menor, logo o esforço entre os pneus da frente e de trás é mais equilibrado.

-Maior capacidade para curvar rápido: Não querendo tornar-me repetitivo, uma transferência de peso equitativa entre os eixos faz com que o carro tenha um comportamento mais neutro devido ao seu menor momento de inércia, o que o torna mais manobrável. A tendência para fugir de frente (subviragem) é menor na medida em que a carga sob a dianteira for menor ao nível da tração. O facto de ter a tração nos pneus traseiro também permite que se curve com auxilio de uma deriva controlada da traseira.

– Ausência de torque-steer e melhor feeling: Como sabem, carros de tracção dianteira com potências elevadas sofrem todos de um problema, que é a repercussão do binário no tacto da direção. O trabalho do diferencial faz sentir-se no volante e deixa-nos muitas vezes sem saber o que se passa “lá à frente”. Hoje em dia, através do recurso a geometrias de suspensão mais elaboradas e de vários pivot’s consegue-se excelentes resultados no processo de digestão da potência pelo eixo dianteiro, no entanto estes resultados são conseguidos com algum custo. Nomeadamente afinações de molas e suspensões mais “rijas”  que tornam o carro menos confortável e menos tolerante aos desníveis laterais do asfalto. Sendo o carro de tracção traseira, os engenheiro podem concentrar-se em aumentar o feeling da dianteira e na sua capacidade de “virar” o automóvel.

-Melhor acessibilidade mecânica e durabilidade: Não é à toa que os taxistas preferem carros com esta configuração. Certo? Digam que sim…

-Fun-factor: Há coisa melhor do que conduzir um bom carro de tracção traseira? Dificilmente…

Posto tudo isto, porque raio inventaram então os carros de tracção à frente? Por dois motivos essenciais. O primeiro é que fica mais barata a montagem e produção de um carro de tracção dianteira. Tem menos componentes e a sua montagem é integrada.  O segundo são os ganhos ao nível de habitabilidade interior. Estando todos os componentes concentrados na frente do automóvel liberta-se espaço para a bagagem e passageiros pela ausência de túnel central.

Felizmente, os tracção dianteira dos dias de hoje graças aos avanços feitos ao nível da electrónica e suspensões são tudo menos aborrecidos. Veja-se o Renault Mégane RS, Seat Leon Cupra 280 ou novíssimo Honda Civic Type-R. Para os mais saudosistas não poderia deixar de nomear outros carros de tracção dianteira de condução épica: Citroen AX GT, Peugeot 106 Rally, Volkswagen Golf GTI MK1, e “the last but not the least” o Integra Type-R!

Retirado de razaoautomovel

Conduzir carro novo – o que escolher: crédito, leasing ou renting?

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O investimento na obtenção de carro novo pode, hoje em dia, ser feito de diversas formas que não passam pela tradicional compra com pagamento a pronto e contração de crédito automóvel. O renting e o leasing, cujo uso foi vastamente difundido pelas frotas empresariais, são duas modalidades que cada vez mais ganham poder de afirmação também entre os particulares. Será, então, melhor recorrer ao crédito ou alugar? Este artigo do Jornal i ajuda a encontrar uma resposta…

Deve recorrer ao crédito?

  • Deve ponderar se quer ou não ser proprietário e que tipo de seguro pretende. Estas questões fazem toda a diferença no tipo de financiamento a escolher. Se quer ser proprietário deverá recorrer ao crédito, pois no ALD e no leasing o carro só fica no nome do utilizador no final do contrato. No caso do seguro automóvel, se só quiser subscrever o obrigatório deverá recorrer ao crédito tradicional. No leasing e no ALD é exigido sempre seguro de danos próprios.
  • Se optou pelo crédito deverá fazer várias simulações junto dos stands. Por exemplo, há stands que chegam a oferecer o seguro automóvel no primeiro ano.
  • Depois de fazer esta ronda pelos stands está na altura de contactar o banco para analisar a forma de financiamento mais vantajosa.

Leasing

Vantagens

  • Tem hipótese de trocar de carro frequentemente.
  • Geralmente fica mais barato que recorrer ao crédito.
  • O veículo não se desvaloriza.
  • O cliente tem sempre hipótese de comprar no final do contrato.
  • Fica isento do imposto de selo na comissão de abertura e juros do leasing.
  • Fazer um contrato de leasing é um processo rápido.

Desvantagens

  • Há limites no contrato.
  • O cliente nunca é dono do carro e não pode adquiri-lo se tiver alguma prestação em dívida.
  • O seguro automóvel contra todos é obrigatório.
  • A liquidação total fica mais cara caso opte por fazê-la antes do tempo.

Renting

Vantagens

  • Controlo de gastos inesperados, pois já está tudo incluído no contrato e não precisa de se preocupar com as manutenções, por exemplo, nem com uma simples mudança de pneus.
  • O veículo não sofre desvalorização.
  • Não requer investimento de capital.

Desvantagens

  • Há limites no contrato.
  • O cliente nunca é dono do carro.

Retirado de gestãofrotas

Comprar carro a gasóleo ou a gasolina? Descubra qual é a melhor opção

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Valor do veículo, número de quilómetros que faz e preço dos combustíveis influenciam a decisão.

Comprar carro a gasolina ou a gasóleo? Tudo depende do valor do veículo, do número de quilómetros que faz e também do preço do combustível praticado no mercado. Isso significa que a decisão final depende de muitos factores.

O que é certo é que as marcas têm vindo a melhorar as suas monitorizações nos últimos anos. Os preços dos automóveis também ficaram mais acessíveis com a crise e com a quebra de vendas e perante o preço da gasolina muitos consumidores começaram a olhar para os veículos a gasóleo como uma opção.

Mas, se por um lado os automóveis a gasolina custam menos, por outro os carros a gasóleo gastam menos e, apesar de a diferença ser menor, a verdade é que o diesel continua a ser mais barato.

Aliás, a partir desta segunda-feira vamos assistir a novos aumentos no preço da gasolina, até 3 cêntimos por litro, e a descidas no preço do gasóleo no mesmo valor. Feitas as contas, desde o início do ano o preço do diesel em Portugal já subiu cerca de 16,5 cêntimos, enquanto a gasolina encareceu perto de 27 cêntimos por litro. Ou seja, a factura para encher um depósito com 60 litros de gasolina já aumentou 16 euros face à última semana do ano passado. Já no caso do gasóleo a diferença é de mais 10 euros por depósito.

No entanto, muitos especialistas dizem que, pela diferença de preço entre um carro a gasolina e um carro a gasóleo, se um condutor faz menos de 30 mil quilómetros por ano, escolher um carro a gasolina compensa mais. Ainda assim, o preço do combustível também influencia. Por exemplo, para quem vive em Mafra e trabalha em Lisboa e se deslocar sempre de carro para o trabalho, e repetir esse percurso ao fim-de-semana, são cerca de 90 quilómetros por dia. Ao fim de um ano são cerca de 32 mil quilómetros. Ou seja, uma pessoa que todos os dias úteis, sem excepção, faça este circuito, ao fim de quatro anos começa a poupar em combustível. Se viver na zona de Sintra, este valor baixa para pouco mais de 20 mil quilómetros ao ano, o que representa uma poupança apenas a partir dos seis anos.

Outro critério a ter em conta diz respeito ao valor que pode pedir pelo veículo se pretender vendê-lo mais tarde. No mercado automóvel, os carros a diesel continuam a ter mais valor e uma maior procura. Se pensar apenas na manutenção, a decisão poderá ser outra. As peças de manutenção de um automóvel a gasolina são normalmente mais baratas, o que é vantajoso se adquirir um carro já com alguns anos.

Retirado de ionline

Seguro automóvel. Conduza a sua despesa a uma redução até 72%

Fizemos mais de cem simulações de seguros automóveis junto de seguradoras e mediadores. Direct, Logo e N Seguros são as mais baratas. Fidelidade, Lusitania e Tranquilidade são as mais caras.

O dinheiro gasto com os automóveis é dos melhores candidatos a um corte familiar, porque as despesas de transporte só são ultrapassadas pelos custos da habitação nos orçamentos dos portugueses. Um em cada sete euros despendidos pelas famílias portuguesas é rubricado como despesa de transporte, revela o último Inquérito às Famílias do Instituto Nacional de Estatística.

O seguro automóvel é, provavelmente, o capítulo no qual é possível reduzir mais os gastos. A análise do Observador mostra que, no limite, é possível cortar a anuidade entre 44% e 72%.

Ainda há muito por onde as companhias de seguros podem descer os seus tarifários. No primeiro trimestre de 2015, apesar de terem cobrado mais pelos seguros automóveis face ao ano anterior, os custos dos sinistros baixaram, alargando a margem operacional do negócio, mostram as últimas estatísticas publicadas pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

Não é difícil poupar no seguro do carro. Basta que se afaste das grandes companhias de seguros e abrace uma que funcione maioritariamente pelo telefone ou pela Internet. A investigação do Observador revela que a Fidelidade, a Lusitania e a Tranquilidade são as mais caras. Direct (antiga Seguro Directo), Logo e N Seguros são as mais económicas.

Para a maioria não será difícil poupar, porque são clientes das mais caras. Fidelidade, Lusitania e Tranquilidade têm mais de um terço do mercado português de seguros automóveis. Logo e N Seguros não reúnem 1% da produção de seguros para carros, mostram os dados provisórios da ASF referentes a 2014. (A Direct não é incluída nas contas por ser uma marca da sucursal da espanhola Axa Global Direct Seguros y Reaseguros.)

Em busca dos mais baratos

A investigação do Observador sobre os preços mais baixos dos seguros automóveis abrangeu nove companhias de seguros que incluem simuladores de prémios nos seus portais na Internet: Direct, Fidelidade, Logo, Lusitania, Mapfre, N Seguros, Ok! Teleseguros, Popular Seguros e Tranquilidade. Adicionalmente, analisámos as propostas de dois mediadores de seguros: ACP Seguros e Seguros Continente. No total, fizemos 110 simulações nos passados dias 1 e 2 de julho.

O Seguros Continente apenas se destacou uma vez: ficou na segunda posição da proposta mais económica para um condutor de 55 anos de um Renault Clio Break de 2008 com um acidente no cadastro nos últimos cinco anos.

Procurámos apenas os seguros mais baratos propostos por cada uma das companhias e por cada um dos mediadores em dez casos concretos. Regra geral, as ofertas mais económicas incluem apenas cobertura de responsabilidade civil de seis milhões de euros, assistência em viagem e proteção jurídica.

Não fizemos comparações além das ofertas mais baratas, porque os pacotes sugeridos são pouco comparáveis e porque a maioria das companhias de seguros reduz a oferta à solução-base quando as viaturas têm mais de uma década. Mais de metade dos automóveis ligeiros portugueses têm mais de dez anos.

Os casos analisados tentam captar todo o mercado de seguros automóveis. Casámos aleatoriamente perfis do sexo masculino e feminino entre os 20 e os 70 anos com automóveis que foram sucessos de vendas ao longo dos últimos 20 anos. Distribuímos, depois, os casos pelas localidades que têm mais residentes com seguros automóveis. Assumimos que as pessoas tiraram a carta de condução por volta dos 20 anos. Três casos tiveram acidentes com culpa nos últimos cinco anos.

renault-captur-20151Automóvel: Renault Captur 1.5 dCi Sport 90cv (2015)

Idade do condutor: 45 anos

Residência: Lisboa Seguradora mais barata: Direct (115,87€) Alternativa: Logo (182,82€)

Seguradora mais cara: Tranquilidade (411,24€)

Poupança: 72%

Embora este condutor tenha carta de condução há 25 anos, só agora comprou o seu primeiro carro: um Renault Captur, o sétimo modelo mais vendido nos primeiros cinco meses de 2015. Se for de imediato à Tranquilidade sem consultar o restante mercado, paga uma anuidade de 411,24 euros pelo seu seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem e proteção jurídica. Todavia, a solução mais barata é da Direct: com a mesma cobertura, o seguro custa 115,87 euros por ano, menos 72% do que na Tranquilidade. A Direct, antes denominada Seguro Directo, pertence ao grupo Axa.

bmw-318-1996Automóvel: BMW 318 tds Touring (1996)

Idade da condutora: 70 anos

Residência: Setúbal

Seguradora mais barata: Logo (109,07€)

Alternativa: Direct (116,95€)

Seguradora mais cara: Lusitania (222,51€) Poupança: 51%

Esta septuagenária continua a conduzir diariamente o seu BMW 318 tds Touring, adquirido quando tinha 51 anos. Embora nunca tenha tido acidentes por sua culpa, a condutora é penalizada pela sua idade. A Lusitania cobra 222,51 euros de anuidade do seguro de responsabilidade civil e proteção jurídica, mais do dobro do que a condutora pagaria na Logo pela mesma cobertura adicionada de assistência em viagem.

mercedes-c220-1998Automóvel: Mercedes C 220 CDI Elegance (1998)

Idade do condutor: 65 anos

Residência: Aveiro

Seguradora mais barata:

N Seguros (118,88€)

Alternativa: Logo (126,17€)

Seguradora mais cara: Lusitania (225,51€)

Poupança: 47%

Lusitania, Tranquilidade e Fidelidade gostariam de cobrar mais de 200 euros por ano pelo seguro de responsabilidade civil e proteção jurídica (e assistência em viagem, nos casos da Tranquilidade e da Fidelidade) a este condutor aveirense de 65 anos que não tem acidentes há mais de uma década. Contratando o N Auto Sénior, um produto da N Seguros, paga 118,88 euros, um poupança de 47% face à solução da Lusitania. A N Seguros pertence ao Montepio.

opel-corsa-2001Automóvel: Opel Corsa C 1.2 16V Confort (2001)

Idade da condutora: 20 anos

Residência: Porto

Seguradora mais barata: Popular Seguros (306,52€)

Alternativa: Ok! Teleseguros (364,87€)

Seguradora mais cara:

Tranquilidade (830,57€)

Poupança: 63%

Esta recém-encartada comprou um Opel Corsa com 14 anos para o seu percurso diário para o trabalho. Porém, a sua inexperiência sai-lhe cara. A Tranquilidade, a seguradora recentemente adquirida pelo grupo norte-americano Apollo Global Management, propõe-lhe uma anuidade de 830,57 euros. A opção mais económica é da Popular Seguros, embora a simulação efetuada no seu portal indique que a aceitação do contrato é reservada a estudo posterior. A alternativa é da Ok! Teleseguros, que faz parte da Fidelidade.

renault-clio-1999Automóvel: Renault Clio 1.2 RT (1999)

Idade da condutora: 25 anos

Residência: Braga

Último sinistro: agosto de 2011

Seguradora mais barata: Direct (147,35€)

Alternativa: N Seguros (151,43€)

Seguradora mais cara: Fidelidade (289,24€)

Poupança: 49%

Cerca de um ano depois de tirar a carta, esta condutora bracarense provocou um acidente rodoviário. Este histórico reflete-se nos prémios exigidos por algumas companhias de seguros. A Fidelidade apresenta uma anuidade de 289,24 euros. No entanto, a condutora pode reduzir a despesa anual para quase metade ao optar pela Direct ou pela N Seguros.

peugeot-206-2005Automóvel: Peugeot 206 1.1 Look II (2005)

Idade da condutora: 60 anos

Residência: Porto

Seguradora mais barata: Direct (115,87€)

Alternativa: N Seguros (124,21€)

Seguradora mais cara: Lusitania (205,61€)

Poupança: 44%

Há dez anos esta condutora comprou um Peugeot 206 ao qual se mantém fiel. Para reduzir a despesa com o automóvel deve transferir o seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem e proteção jurídica para a Direct, ficando a pagar 115,87 euros por ano. Este montante representa uma poupança de 44% face à proposta mais cara, da Lusitania.

renault-clio-2008Automóvel: Renault Clio Break 1.5 dCi Dynamique (2008)

Idade do condutor: 55 anos

Residência: Lisboa

Último sinistro: agosto de 2010

Seguradora mais barata: N Seguros (129,52€)

Alternativa: Seguros Continente (133,90€)

Seguradora mais cara: Fidelidade (258,32€)

Poupança: 50%

Este condutor lisboeta teve um aparatoso acidente no verão de 2010, o que lhe prejudica o cálculo da anuidade do seguro automóvel na maioria das companhias. No entanto, a N Seguros apenas quer saber dos sinistros dos últimos três anos, por isso apresenta-lhe a proposta mais económica, de 129,52 euros por ano, para a sua nova carrinha Renault Clio que acabou de comprar usada. O valor é metade da oferta mais dispendiosa, da Fidelidade.

volkswagen-golf-1997Automóvel: Volkswagen Golf 1.9 TDI Confortline (2002)

Idade do condutor: 40 anos

Residência: Porto

Seguradora mais barata: Direct (124,68€)

Alternativa: Ok! Teleseguros (138,82€)

Seguradora mais cara: Fidelidade (243,02€)

Poupança: 49%

Este é o perfil mais frequente dos tomadores de seguros: cerca de 40 anos de idade com um automóvel com pouco mais de uma dezena de anos. Também neste caso é possível poupar quase metade do dinheiro. Enquanto a Fidelidade pede 243,02 euros pelo seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem e proteção jurídica, a Direct exige 124,68 euros por uma cobertura semelhante. A Ok! Teleseguros (138,82 euros) e a N Seguros (140,73 euros) são também económicas.

Automóvel: Renault Mégane Sport Tourer 1.5 dCi Dynamic S (2010)

Idade da condutora: 35 anos

Residência: Lisboa

Seguradora mais barata: Logo (117,60€)

Alternativa: Ok! Teleseguros (119,70€)

Seguradora mais cara: Fidelidade (251,22€)

Poupança: 53%

É importante que, periodicamente, os condutores façam um estudo de mercado sobre os prémios de seguros propostos pela maioria das companhias de seguros. Cinco anos após ter comprado a sua Renault Mégane Sport Tourer, esta lisboeta descobre que o seguro mais caro custa duas vezes mais do que o mais barato. No seu caso, a Fidelidade é quem mais cobra, 251,22 euros, enquanto a Logo é a mais económica, com uma anuidade de 117,60 euros.

vw-polo-2000Automóvel: Volkswagen Polo 1.0 Confortline (2000)

Idade do condutor: 30 anos

Residência: Braga

Último sinistro: agosto de 2012

Seguro mais barato: Logo (134,25€)

Alternativa: Popular Seguros (154,24€)

Seguro mais caro: Fidelidade (240,86€)

Poupança: 44%

Após dez anos na mesma companhia de seguros, se este condutor bracarense procurar a melhor proposta para transferir o seu contrato, verificará uma discrepância de 44% entre a solução mais económica e mais dispendiosa. A Logo cobra 134,25 euros de anuidade do seguro de responsabilidade civil, assistência em viagem light e assistência jurídica, enquanto a Fidelidade pede 240,86 euros por ano pela cobertura de responsabilidade civil, assistência em viagem, proteção jurídica e proteção ao condutor.

Retirado de observador

Fleet Insights: o projeto Ford que estudou o comportamento ao volante dos funcionários da HP para melhorar a gestão de frotas

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A Ford juntou-se à HP para investigar, reunir e analisar dados sobre os hábitos de condução dos funcionários daquela empresa de tecnologia. O estudo, batizado Fleet Insights, procurou identificar formas de melhorar a gestão de frotas a partir do cruzamento das coincidências e semelhanças nos hábitos de deslocação e mobilidade.

Os engenheiros da fabricante automóvel apoiaram-se nos serviços Big Data Discovery Experience e na plataforma Haven da fabricante de tecnologia para programar as possibilidades de serviços e recomendações personalizadas aos condutores, dando primazia à redução de custos operacionais e à otimização dos veículos pessoais e corporativos.

O levantamento usou carros da frota da HP equipados com sensores sem fios. A equipa de Tecnologias da Informação da Ford usou a ferramenta de análise HP Vertica para explorar os padrões dos motoristas, que podiam aceder aos seus dados usando uma aplicação personalizada para smartphones.

A Ford descobriu que, quando se deslocam dentro da cidade, os condutores tendem a fazer mudanças frequentes de trajeto, a conduzir perto do limite máximo de velocidade permitido e a usar a primeira mudança em semáforos e percursos curtos. Quando conduzem em autoestradas e outras rodovias fora dos centros urbanos, a tendência é para mudar menos de rota, não exceder o limite de velocidade e fazer menos paragens, comparativamente às deslocações dentro das cidades.

A pesquisa identificou que 70% das viagens com os carros corporativos ou pessoais deu-se em dias de semana, sendo percorrida uma distância média de 20 km. Concluiu-se ainda que a maioria dos condutores que são funcionários da HP comprava café na mesma rede de cafetarias e reabastecia os carros com a mesma marca de combustível, independentemente da localização dos locais de trabalho. Foi também anotado que muitos dos empregados estacionavam os veículos em aeroportos quando viajavam para fora da cidade.

A análise aos registos dos hábitos e rotinas de condução pode levar à economia de escala para frotas empresariais e potenciar a criação de novas soluções para veículos pouco utilizados.

“As frotas empresariais podem ter custos operacionais reduzidos por meio de contratos de compra nacionais e melhor utilização e manutenção, enquanto os condutores individuais podem, por exemplo, receber cupões de desconto ou criar grupos cooperativos para partilhar veículos que não estão a ser utilizados”, explica Marcy Klevorn, vice-presidente e CIO da Ford.

“Os resultados desta experiência podem ajudar a desencadear melhorias para operações de negócios para gerenciamento da frota e experiências de direção pessoal”, afirma Martin Risau, vice-presidente sénior de análise e gestão de dados da HP Enterprise Services.

Retirado de blog gestão frotas

Bateria descarregada! O que fazer?

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Se a bateria do seu automóvel descarregar basta ter na sua posse:
– 2 cabos de bateria (1 vermelho para os pólos positivos (+) e 1 preto para os pólos negativos (-));
– Outro automóvel para que possa conduzir carga para a bateria do seu automóvel.

Na nossa opinião os cabos de bateria a rondar os 15 € são de evitar, só por sorte é que põem um automóvel a trabalhar antes de aquecer em demasia e incendiarem. Talvez sirvam para um pequeno carro a gasolina, mas aconselhamos a ter uns idênticos aos que estão na imagem à direita… a menos que a intenção seja mesmo aquecer as mão ou fazer um barbecue.

Legenda:
Veículo A = Veículo com a bateria descarregada
Veículo B = Veículo com a bateria carregada

Procedimento:

1º) Aproxime o veículo B ao veículo A, de forma a ficar um perpendicular ao outro;

2º) Em seguida desligue os dois veículos;

3º) Depois de desligados, ligue uma das pontas do cabo vermelhoao terminal positivo (+) da bateria do veículo A.

4º) De seguida ligue a outra ponta do cabo vermelho ao terminal positivo (+) da bateria do veículo B. (É importante seguir esta ordem)

5º) Passemos agora ao cabo preto, ligue uma das pontas ao terminal negativo (-) da bateria do veiculo B.

6º) Agora atenção, ligue a outra ponta do cabo pretoa um ponto metálico limpo no veiculo A, sem tinta ou sinais de corrosão. O melhor local para o fazer isto geralmente é no motor do veiculo. Nunca ligue directamente no terminal negativo da bateria descarregada, pode causar faíscas e levar a uma explosão.

7º) Agora já pode ligar o cabo preto ao terminal negativo (-) do veículo A;

8º) As ligações estão feitas, ligue agora o motor do veiculo B e acelere até às 2500RPM (+/-), permaneça assim uns 5 minutos antes de tentar colocar o veiculo A em funcionamento.

9º) Já pode ligar o veículo A, se trabalhar;

10º) Desligue os cabos na ordem inversa, ou seja, retire o cabo preto (-) primeiro e depois retire o cabo vermelho (+).

11º) Mantenha o veiculo A a trabalhar mais alguns minutos para a bateria recarregar.

12º) Tenha uma boa viagem!

Importante:
Deve assegurar-se também, que durante o processo de carga da bateria, os veículos A e B estão em ponto morto e ambos com o travão de mão puxados, para evitar possíveis acidentes.

Conselho:
Se possível ande sempre com os cabos de bateria no seu automóvel, nunca se sabe quando vão ser precisos…

Atenção:
Siga exatamente este processo, principalmente do ponto 3º ao 6º, caso se engane na ligação dos cabos é isto que lhe poderá acontecer:

Lembre-se: Feito todo este processo, é aconselhavél levar o seu o automóvel ao eletricista mais próximo para que ele verifique se não há problemas de falhas elétricas no automóvel.

Carros elétricos e híbridos: o que são e quais os incentivos fiscais associados

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Os incentivos fiscais à compra de carros amigos do ambiente foram introduzidos este ano em Portugal por via da fiscalidade verde e fizeram disparar as vendas a particulares, embora não tendo convencido por completo as empresas (perceba porquê). Embora partilhando algumas vantagens, são também várias as diferenças que separam carros elétricos e híbridos plug-in a nível do funcionamento e dos estímulos fixados pela lei portuguesa…

Se está a pensar em adquirir um carro “verde”, conheça as características que deve ter em conta.

Se está na altura de trocar de carro, tenha em conta algumas recomendações ecológicas, para garantir que escolhe um automóvel que, mais do que um meio de transporte, respeite o meio ambiente. O mais certo é que esteja com dúvidas se deve optar por comprar um veículo híbrido ou elétrico. Para já, fique ciente que estes dois tipos de carros oferecem menores custos em termos de gastos adicionais, seguro, imposto sobre veículos, manutenção e preço do combustível. Para escolher adequadamente o melhor automóvel saiba os incentivos fiscais que tem disponível em Portugal.

1 Diferença entre um carro elétrico…
Estes carros funcionam com motor elétrico, acumulando a energia nas baterias, que se carrega na rede elétrica (igual ao que acontece com um telemóvel). Ao contrário dos carros convencionais, um elétrico só tem acelerador e travão, assim como uma caixa de velocidades apenas com as mudanças de ponto morto, marcha atrás e andamento. Como não tem velocidades, a condução de um carro elétrico é similar a um carro automático, mas é mais suave e cómoda, além de ser muito silenciosa. O seu inconveniente é a autonomia das baterias, tornando o carro elétrico mais limitado que os carros a gasolina ou a diesel.

2 … e um híbrido
Um veículo híbrido é a combinação de um carro com motor a gasolina ou diesel mais um motor elétrico. Este tipo de automóvel tem um motor de combustão interna eficiente, uma caixa de mudanças automática, e o seu depósito de combustível (gasolina ou gasóleo), e por sua vez um motor elétrico com as suas baterias recarregáveis. Pode funcionar com um só motor, ou com os dois ao mesmo tempo, dependendo da potência necessária. A velocidades baixas é possível usar apenas o motor elétrico para mover o carro. O sistema elétrico é responsável por gerir automaticamente e decidir quando os dois motores devem entrar em funcionamento.

3 Incentivos ao abate de carros 2015
A reforma da fiscalidade verde trouxe de volta o incentivo ao abate de carros em fim de vida mas só para quem quer comprar um veículo “amigo do ambiente” – elétricos e híbridos. Assim, o incentivo ao abate de carros resume-se à “redução do ISV até à sua concorrência, quando aplicável, ou na atribuição de um subsídio” no valor de: 4.500 euros no caso dos veículos elétricos novos sem matrícula; um cheque de 3.250 euros para veículos híbridos ‘plug-in’ novos sem matrícula; e 1.000 euros para os quadriciclos pesados elétricos. As empresas podem deduzir o IVA nos elétricos, híbridos ‘plug-in’ e a GPL, cujo preço não ultrapasse os 50 mil euros. Este benefício atribui dedutibilidade, pela primeira vez, a viaturas de passageiros, quando até agora apenas as viaturas comerciais com um máximo de três lugares podiam reaver os 23% de IVA liquidados no momento da compra do veículo.

4 Benefícios
A principal vantagem de carros híbridos é a economia de combustível. O que com o tempo, pode poupar muito dinheiro. Nos elétricos, cada 100 quilómetros poderão custar apenas 1,5 euros.

Retirado de gestão frotas