Modelo matemático pode ajudar a prever número de vítimas em acidentes nas estradas

240612 Modelo matemáticoModelo matemático desenvolvido na Universidade de Aveiro pode prever com antecedência gravidade de um acidente de viação com base em idade e cilindrada dos veículos. O modelo pode ajudar a prever a existência de feridos e vítimas mortais para auxiliar equipas de socorro.

Guilhermina Torrão, investigadora no Departamento de Engenharia Mecânica, da Universidade de Aveiro (UA), e no Institute for Transportation Research & Education, da Universidade do Estado da Carolina do Norte (EUA) desenvolveu, no âmbito da tese de doutoramento, um modelo matemático que poderá vir a ajudar equipas de emergência médica e bombeiros ao prever estado das vítimas e necessidades de intervenção medica no local.

O modelo matemática poderá, com base na idade e cilindrada dos veículos, prever as consequências para os condutores e para passageiros de acidentes que envolvem um ou vários veículos.

Guilhermina Torrão explica, citada em comunicado da UA, que em situações de despiste envolvendo um único veículo «o modelo de previsão do risco de gravidade identificou a idade e a cilindrada do veículo como estatisticamente significativas para a previsão de ocorrência de feridos graves ou de mortos».

A investigadora explica que «veículos mais antigos oferecem sistemas de segurança ativa e segurança passiva menos eficientes e, por conseguinte, conferem menor proteção para os seus ocupantes», como por exemplo, «a inexistência de airbags nos modelos mais antigos aumenta o risco do acidente ser grave».

Já no caso o fator de cilindrada, a causa-efeito não é tão óbvia como para o fator da idade do veículo, já que «veículos com maior cilindrada têm por vezes maior poder de aceleração». Ou seja, «temos o caso dos veículos desportivos com turbo onde o perfil do condutor poderá potenciar conduções com velocidade excessiva e menosprezo do risco associado», pelo que comparando os dois fatores, a idade do veículo «tem um efeito mais significativo no aumento do risco da gravidade do acidente» do que a cilindrada.

No caso do acidente envolver dois veículos, a investigadora explica que «os modelos de previsão do risco de gravidade do acidente revelaram que as consequências do acidente estão mais diretamente relacionadas com as características do outro veículo envolvido na colisão» e que «os modelos desenvolvidos para prever a probabilidade de feridos graves e ou mortos, constataram que a cilindrada do veículo oposto aumenta o risco para os ocupantes do veículo analisado».

A investigadora diz ainda que as consequências do acidente podem ser mais graves se a colisão ocorrer com um veículo com uma cilindrada superior, ou seja, se a colisão for com um veículo pequeno de 799 centímetros cúbicos «a probabilidade dos ocupantes do veículo em análise sofrerem ferimentos graves ou morrerem é de 12%, e portanto o risco tende a ser baixo», mas caso a colisão for com um veiculo com 3600 centímetros cúbicos cilindrada «a probabilidade dos ocupantes do veículo em análise sofrerem ferimentos graves ou morrerem é de 98%».

Isto significa que «se a colisão envolver um veículo de grande cilindrada é quase certo que o acidente será grave», afirma Guilhermina Torrão.

No futuro, para além do interesse da utilização dos modelos matemáticos de previsão da gravidade do acidente pelas equipas de emergência, a investigadora considera que serão essencial para a indústria automóvel por forma a otimizar a relação entre o poder de aceleração dos veículos e o seu design, assim como, para as seguradoras para que possam determinar o prémio do veículo tendo em conta as suas características técnicas mais específicas.

Retirado de tvciencia

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Publicado por

Marcelo Oliveira

Profissional com experiência consolidada na Gestão de Frotas em empresas de serviços de transporte ou com parque automóvel de volume. Mais detalhes em https://marceloxoliveira.com/quem-e-marcelo-oliveira

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