Financeiras automóveis lideram reclamações dos consumidores

credito automovel_fleetmagazine_ptAs financeiras ligadas ao sector automóvel estão entre as instituições mais reclamadas no crédito aos consumidores, revela a “Sinopse de Atividades de Supervisão Comportamental” elaborada pelo Banco de Portugal.Na análise das reclamações por cada 1000 contratos de crédito durante o primeiro semestre de 2014, as três primeiras posições são ocupadas, respetivamente, pelo FCE Bank (Ford), Banque PSA (Peugeot/Citroen) e RCI Banque (Renault).

Entre as 10 que apresentam maior índice de reclamações estão ainda a Merce Mercedes-Benz Financial Services Portugal e a BMWSP, sucursal portuguesa do banco da BMW, respetivamente na nona e na décima posição.

“Foram consideradas as reclamações entradas no Banco de Portugal que recaíram sobre esta matéria, independentemente da sua análise ter sido ou não favorável ao reclamante”, esclarece o documento.

Nas conclusões do estudo, o Banco de Portugal salienta que não foi recebida qualquer reclamação contra algumas instituições com relevo na área do crédito ao consumo, entre as quais se encontra a sucursal em Portugal do Volkswagen Bank.

Retirado de fleetmagazine
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Garantia de veículos usados para particulares chegou

Comprar um veículo usado, seja ele automóvel ou mota requerer muita experiência da parte do comprador. Hoje em dia já são os próprios consumidores a prescindirem da garantia quando efectuam a comprar um veículo usado.

Certamente que o leitor já se sentiu tentado a comprar um carro ou mota usada sem garantia, por este se tornar assim mais barato. Também já lhe deve ter acontecido, ter o um veículo à venda e o comprador perguntar se o mesmo tem garantia e no caso de não a ter, o cliente não lhe compre o seu veículo.

Este é sem dúvida um tema bastante complexo, pois, se por um lado temos os vendedores que vendem carros na rua para não dar garantia, do outro, temos os vendedores que têm loja aberta ao público e dão garantia. Depois, existem os clientes que não se importam de comprar sem garantia, mas, também aqueles que querem comprar com garantia, mas, a um preço mais convidativo.

A pensar nisto, o Automoveis-Online estabeleceu uma parceria com uma empresa que opera no mercado das de garantias há mais de uma dezena de anos. Assim, o Automóveis Online dispõe de dois tipos de Garantias (Garantia Automóvel e Garantia de Moto).

São Garantias bastante significativas, pois ao adquirir uma destas ferramentas está adicionar valor ao seu veículo, isto é, evitar que no caso do seu veículo avariar, esses danos, não estejam cobertos por uma garantia.

Garantia Automóvel

Garantia AutomóvelSeja o seu veículo novo, semi-novo ou usado, a Garantia Automóvel cobre um conjunto elevado de peças e funções do seu veículo. Desta forma, vê os riscos de danos por avaria, diminuidos por acção de protecção da garantia.

No portal Automoveis-Online, se estiver a ver um anúncio em que o símbolo se encontra activo e associado a um automóvel, significa que está a comprar uma viatura com garantia “GA”. Se estiver a ver uma viatura com o icon “Ga – Garantia Automóvel” desactivado, sabe que corre riscos de o automóvel avariar e esses danos não estarem cobertos por uma garantia automóvel.

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Na vertente cliente, ao ver um anúncio com “Ga – Garantia Automóvel”, sabe que está a comprar um automóvel coberto por uma garantia e assim, ver o risco de avarias minimizado pela garantia.

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Garantia de Moto

Garantia MotoSeja o seu veículo novo, semi-novo ou usado, a Garantia de Motas cobre um conjunto elevado de peças e funções da sua Mota. Desta forma, vê os riscos de danos por avaria, diminuidos por acção de protecção da garantia.

No portal Automoveis-Online, se estiver a ver um anúncio em que o símbolo se encontra activo e associado a uma mota, significa que está a comprar uma mota com garantia “GM”. Se estiver a ver uma mota com o icon “Gm – Garantia Mota” desactivado, sabe que corre riscos de a mota avariar e esses danos não estarem cobertos por uma garantia de motas.

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Retirado de noticias.automoveis-online.com

E se os semáforos deixarem de existir?

Christoph Stiller, um professor alemão do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, acredita que dentro de cinco, sete anos haverá carros inteligentes e que os semáforos poderão ter os dias contados.

Sente-se confortavelmente e coloque o cinto de segurança. Escusa de ajustar os espelhos, sim? É que vamos dar início a uma viagem ao futuro, que nem estará assim tão distante. Carros inteligentes, com sensores, que transmitem informação entre si e que se guiam sozinhos. Esta história chega dos Estados Unidos, num artigo da ReadWrite, graças a um belo mote: o centenário dos semáforos. O primeiro poste de sinalização terá sido instalado em Cleveland, a 5 de agosto de 1914, para organizar o caos da enchente de automóveis que então se começava a verificar. E parece que estas pequenas e verticais maravilhas que vestem a cor verde, amarela e vermelha não durarão outro século. Porventura nem sequer outra década…

Christoph Stiller, um professor alemão no Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, acredita que esses carros inteligentes, com vida própria, com radar, sensores a laser e sistema de vídeo poderão chegar entre cinco a sete anos. A informação partilhada entre as viaturas tornará, segundo o mesmo, as estradas mais seguras. Por outro lado, os semáforos poderão ter os dias contados.

Ou então não. Umas das possibilidades para este professor, que trabalha há 20 anos na autonomia tecnológica em automóveis, é a criação de um semáforo inteligente. Ou seja, o semáforo comunicaria com os veículos que se aproximavam, funcionando como uma espécie de controlador aéreo. Primeiro, o semáforo diria ao carro quanto tempo faltava para mudar de cor, o que permitiria ao automóvel ajustar a velocidade. Os carros enviariam também mensagens para o semáforo, que assim poderia escolher a forma mais eficaz de escoar o trânsito.

“A longo prazo, até nos podemos perguntar por que razão precisamos dos semáforos”, diz Stiller, que perspectiva que em 30 anos todos os carros terão um sistema de comunicação. “Se todos os participantes no trânsito estarão equipados com sistemas de comunicação, poderíamos pensar em abolir os semáforos. Mas precisamos de encontrar uma solução de recurso para os peões que não têm telemóvel”, refletiu.

Numa escala bem mais pequena, já existe, hoje em dia, sistemas que permitem aproximar dessa realidade: o stop-and-go e o cruise control são exemplos disso. O professor faz depois um paralelo entre as mensagens que trocamos, recebemos e até não recebemos nos telefones, que não causam grande dano, com as mensagens que poderão falhar na comunicação entre os carros. “Será um grande problema de segurança se o teu carro perder a mensagem que diz que um veículo se aproxima numa determinada posição, velocidade e direção”, disse.

Serão, por isso, necessárias comunicações rápidas e estáveis para o carro decidir se deve ou não travar em meio segundo, por exemplo. O que significaria a necessidade de introduzir um sistema inovador ao dispor de todos. “A questão é se as empresas e o governo querem investir numa infraestrutura de multi-biliões de dólares”, disse Jeff Miller, o editor da revista IEEE Intelligent Transportation Systems e professor assistente de engenharia na Universidade do Sul da Califórnia. “Nós já temos a rede móvel que poderíamos usar”, disse Miller.

“Faria sentido haver telefones que falam com semáforos, e peões que dizem à estrada quando querem atravessar. Mas é um grande investimento. Estamos a falar de agências públicas que teriam de aplicar estas políticas”, explica Miller. Nos dias de hoje até existem alguns sistemas de algoritmos e de sensores usados para controlar os semáforos, mas “têm 40, 50 anos”, diz.

Retirado de observador

Vendas de ligeiros ultrapassam as 100 mil unidades

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As vendas de automóveis novos ligeiros até ao final do mês de Julho deste ano foram de 104.081 unidades, de acordo com dados da ACAP.

Destas, 86% foram de viaturas de passageiros (89.949 unidades) e 14% de comerciais ligeiros (14.132 unidades).

O mercado está assim a subir 39,3% em relação ao ano passado, sendo que o aumento é mais expressivo nos comerciais (60,2%).

A Renault continua a ser a marca mais vendida, tanto nos passageiros como nos comerciais. Nos primeiros, teve um aumento nas vendas de 51,2% e nos comerciais foi de 84,9%.

A marca francesa é uma das que mais aumenta a sua quota de mercado nos veículos de passageiros, com mais 1,16% de quota do que o ano passado. Actualmente, 11,92% dos automóveis novos ligeiros de passageiros vendidos no país são dessa marca.

Retirado de fleetmagazine

Carro português “inteligente” perto da industrialização

ceiia_jpgA industrialização de um carro elétrico “inteligente” e não poluente deverá poder ocorrer já no final de 2016. O anúncio foi feito pelo presidente do centro português de inovação CEIIA, Rui Felizardo, no âmbito da inauguração do “Centro Mob-i – Mobilidade Elétrica Inteligente”.

De acordo com o responsável do Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel, estes carros elétricos inteligentes e não poluentes vão funcionar como transporte público, reduzindo os custos da mobilidade das famílias e podendo a sua utilização ser paga através de uma fatura mensal.

Segundo Rui Felizardo, trata-se de um veículo revolucionário, já que não é apenas um carro elétrico, mas uma opção “inteligente” e com “zero emissões” de carbono, introduzindo um novo paradigma de mobilidade baseado na partilha.

Isto é, o condutor deixa de ser o proprietário do carro e passa, em vez disso, a ser seu utilizador sempre que assim o desejar, tendo mesmo a possibilidade de o reservar para determinadas ocasiões e pagando, mensalmente, apenas as deslocações que efetuar durante esse período.

Em declarações à Lusa, Rui Felizardo revelou que o veículo está, por enquanto, orientado para o Brasil e o Mercosul e que “o que está previsto no cronograma com a Itaipu [a maior geradora de energia limpa e a segunda maior barragem do mundo] é que a industrialização possa começar a ocorrer no final de 2016”.

O dirigente do centro português de excelência na área automóvel e da aeronáutica (CEIIA) adiantou ainda que “vai haver uma revisão do cronograma em Setembro e está previsto que as pré-séries (primeiros 100 veículos) estejam prontas para a altura dos Jogos Olímpicos”.

Com diversas valências, os novos carros vão estar ligados entre si pela plataforma de gestão integrada de mobilidade inteligente, ou seja, terão a capacidade de comunicar entre si informações dizendo respeito, por exemplo, ao trânsito, ao dióxido de carbono e aos espetáculos que existem em determinadas zonas.

Depois de, em Março deste ano, o vice-primeiro-ministro Paulo Portas ter assinado o protocolo entre o CEIIA e a Itaipu Binacional, coube recentemente ao ministro da Economia português, António Pires de Lima, visitar Iguaçu para inaugurar o centro que se dedica à evolução do sistema de mobilidade Mobi.me do CEIIA.

Após ter chegado a Curitiba e Brasília, a implantação de sistemas de controlo e monitorização dos veículos elétricos inteligentes passa assim, também, a ser feita em Iguaçu. Os próximos destinos são Belo Horizonte, Goiás e Campinas.

“O projeto será desenvolvido em mais seis cidades brasileiras até ao final do ano”, rematou Rui Felizardo, que preferiu não revelar detalhes acerca do valor do investimento.

Retirado de boasnoticias

A era de ouro dos motores de combustão interna

mazda_12V12, 4 válvulas por cilindro, refrigeração líquida, sobrealimentado com intercooler e aftercooler, lubrificação por carter seco, gasolina de 100/130 octanas. Parece a lista de especificações de um motor de alta performance, digno de um superdesportivo, mas vejamos mais alguns dados: 26 litros de cilindrada, 744 kg de peso, 1500 cavalos às 3000 rotações, preparado para trabalhar à potência máxima ou perto disso durante horas. Estas são na realidade as especificações de um dos motores mais importantes da história, o Rolls Royce Merlin dos anos de 1940.

Quando se fala em aviões de altas prestações a maioria de nós pensa em aviões militares com motores a jacto, mas durante um breve período da história um avião de elevadas prestações estaria equipado com um motor deste tipo.

Entre 1939 e 1945 teve lugar o conflito mais destrutivo da história, a Segunda Guerra Mundial. Este período viu também algumas das mais radicais evoluções na tecnologia, fruto da necessidade dos oponentes dotarem as suas forças armadas de equipamento mais capazes para destruir os seus oponentes, e neste aspecto a guerra aérea terá sido uma das facetas mais visíveis dessa guerra tecnológica.

O típico avião de combate antes da guerra seria um biplano, com um motor da ordem dos 500-700 cavalos, capaz de velocidades da ordem dos 300 km/h. No final do conflito, potências da ordem dos 2000 cavalos e velocidades superiores a 700 km/h eram a regra entre os aviões de primeira linha, e toda esta evolução ocorreu num espaço de tempo inferior a 10 anos. E na minha opinião os motores que propulsionavam estes aviões constituem o expoente máximo da engenharia de motores.

As inovações tecnológicas desenvolvidas ou extensivamente aplicadas nestes motores não se esgotam naquelas que descrevi para para Rolls Royce Merlin. No Reino Unido a Bristol produzia em grande escala motores com válvulas de mangas, os motores feitos nos Estados Unidos pela Pratt & Withney, Wright ou Allison introduziram o uso generalizados de turbocompressores e injecção de combustível. Na Alemanha, os motores fabricados pela Daimler-Benz e Junkers usavam tecnologias como injecção directa de gasolina, injecção de água/metanol na admissão ou óxido nitroso para melhorar a combustão.

Para além destas tecnologias outros aspectos menos visíveis relacionados com processos de projecto, teste e produção, o desenvolvimento de novas ligas para fabricar os diferentes componentes, lubrificantes capazes de suportar as extremas variações das condições de operação, combustíveis, em todas estas áreas tiveram lugar desenvolvimentos radicais neste período. Uma indústria que era quase artesanal nos métodos adoptou processos científicos na abordagem aos problemas que de uma forma mais sofisticada ainda hoje se utilizam.

Mas todos estes aviões e os seus motores foram tornados obsoletos por uma tecnologia que começara a dar os primeiros passos ainda antes da guerra começar. Menos de 10 anos depois do fim da guerra estas máquinas estavam relegadas para tarefas secundárias e os ares eram dominados por aviões com motores a jacto, percussores não só dos actuais caças e bombardeiros mas também dos jactos de passageiros que hoje nos permitem chegar a qualquer ponto do planeta em horas em vez de dias ou semanas, e não é por acaso que fabricantes como a Rolls Royce e a Pratt and Whitney são ainda hoje os principais fornecedores de motores para aviões.

Quanto ao Rolls Royce Merlin, voltarei a ele noutra ocasião.

Gonçalo Gonçalves
Coordenador do laboratório de veículos e propulsão do DEM-IST

Retirado de absolute-motors

Penhora de automóveis: saiba como comprar carro sem penhora

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Penhora de automóveis é um assunto de capital importância, principalmente para as pessoas que estão a pensar em comprar um veículo usado. Esta, poderia ser a principal razão pela qual escrevemos o artigo, “Penhora de automóveis! Saiba como comprar carro sem penhora”, mas não é.

A principal razão da redacção deste artigo chama-se, conversão de penhoras a título definitivo. Muitos dos leitores, nunca devem ter escutado falar sobre este assunto. Mas, acontece que todos correm o risco de comprarem um bem que não tem penhora na data da compra e meses mais tarde, pode cair sobre esse bem uma penhora, podendo ela mais tarde ser convertida a título definitivo e nesse caso o leitor está com um problema grande em mãos.

As causas que levam à penhora de bens, nomeadamente automóveis, são muito diversificadas. Contudo, muitas pessoas pensam que a penhora só ocorre por divida às finanças, ou seja, as chamadas execuções fiscais. Mas, se faz parte do grupo de pessoas que pensa dessa forma, está a pensar de forma errada, as penhoras ocorrem pelos mais diversos motivos, desde de dívidas entre pessoas, dívidas a fornecedores, dívidas fiscais, dívidas a bancos, insolvência de empresas e de pessoas singulares, entre muitas outras. Só no período entre 2011 e 2014 foram penhorados 89 mil veículos em Portugal.

Como fazer para perceber que um determinado veículo tem penhora? E, que passos deve o consumidor dar para evitar a compra de um veículo penhorado?

É em ambientes de crise, como os que vivemos actualmente no nosso país, que os casos de penhoras sobre bens aumentam muito, ou seja, o risco de comprar um veículo penhorado é elevadíssimo. Por outro lado, a falta de legislação que impeça o averbamento, isto é, o registo de veículos penhoras e a falta de cruzamento de informação entre os órgãos responsáveis por esses mesmos registos, expõem e muito, os consumidores a situações de burlas.

A criação deste artigo, visa explicar de forma simples o que devem os consumidores fazer, para não comprarem automóveis usados penhorados e chamar atenção para o facto de, mesmo que à data da compra uma viatura não tenha penhora, esta pode vir mais tarde a ficar com penhora e a mesma poderá ou não ser convertida em penhora definitiva.

Como é normal nos dias de hoje, quando um consumidor pretende comprar um veículo usado, começa por fazer uma pesquisa nos sites de compra e venda de carros usados, como o Automoveis-Online. Depois de algumas pesquisas, o consumidor faz a selecção dos veículos que pretende comprar. Em alguns casos, o consumidor envia um email ao vendedor, noutros o comprador liga ao vendedor, para saber mais detalhes sobre a viatura.

Note que, é com relativa facilidade que se podem encontrar no mercado de compra e venda de veículos usados, automóveis penhorados. Esta situação ocorre com mais facilidade nos vendedores de rua do que nos vendedores profissionais, que têm uma porta aberta ao público. Isto porque, para o vendedor de rua, a responsabilidade dele termina com a venda do carro. Já num posto de venda com porta aberta ao público, a responsabilidade continua. Não é bem assim, mas é mais fácil a um cliente conseguir resolver um problema destes com uma empresa com porta aberta ao público do que com um vendedor de rua.

Mas, vamos pegar no exemplo de um consumidor que viu um carro à venda na rua ou num estabelecimento e decidiu avançar com a compra.

Tomada a decisão de compra, deve certificar-se que a viatura está legal, ou seja, veja se o carro tem toda a documentação em vigor, DUA – documento único automóvel, inspecção automóvel obrigatória, seguro válido e IUC pago dentro do prazo legal. Outra coisa importante, é tentar perceber quantos anos de actividade tem a empresa que lhe está a vender o veículo.

Antes de efectuar o pagamento da viatura ao vendedor, vá ao balcão da conservatória do registo automóvel e faça uma busca. Atenção! A busca tem mesmo de ser efectuada ao balcão da Conservatória do Registo Automóvel. Para que possa avançar para a compra sem problemas, na busca tem de constar que a viatura não tem, multas, ónus, encargos e penhoras. Se no documento que resulta da busca, constar zero registos, isto quer dizer que nada está registado nessa viatura até aquela data e hora.

Atenção! Esta busca é um documento comprovativo do estado jurídico da viatura até aquela hora e data, pelo que deverá conserva-lo em sua posse pelo menos durante 2 anos.

Depois de ter esse documento, acerte o valor final da viatura com o vendedor e faça o pagamento e nesse mesmo acto, faça o registo da viatura em seu nome. Dizemos para o fazer desta forma, porque, na maioria das vezes os compradores facilitam, ou seja, como o resultado da busca é zero registos, as pessoas compram o veículo e não o registam em seu nome. Esta forma de actuar, pode revelar-se muito perigosa uma vez que, ao fazê-lo estão a permitir que possa cair uma penhora sobre esse veículo. Se isso acontecer, o comprador, vai ficar sem o dinheiro e sem o veículo e com a responsabilidade de o entregar ao tribunal ou solicitador de execução e ainda vai ter de pagar os IUC’S referentes aos anos que processo de penhora, possa vir a demorar.

Igualmente importante, nunca se esqueça de ficar com alguma documentação de quem lhe está a vender o carro e documentação referente à transacção, ou seja, uma espécie de contrato de compra e venda. Essa documentação poderá fazer-lhe muita falta no futuro.

Outro panorama do que pode acontecer neste universo de viaturas penhoradas.

Imaginemos que faz a busca, não aparecem quaisquer registos de penhora, você compra e regista imediatamente a viatura em seu nome. Uns meses mais tarde, você é notificado de que a viatura está penhorada. Como deve você proceder? Se isto acontecer, o que deve você fazer?

Pode parecer surreal, mas é um facto e isto pode mesmo acontecer. À primeira vista, estamos na presença de um problema enorme, no entanto, se tiver feito o que lhe recomendamos neste artigo, ou seja, tenha feito a busca antes da compra, tenha registado o automóvel em seu nome no momento imediatamente seguinte o acto da busca e possua alguma documentação referente a quem lhe vendeu o carro e documentação referente à transacção, ou seja, uma espécie de contrato de compra e venda, o seu problema fica minimizado, mas, não fica resolvido.

Atenção! Depois de receber a notificação de penhora tem apenas um ano, para provar que quando comprou a viatura esta estava livre de multas, ónus, encargos e penhoras. Isto porque a lei confere-lhe o direito de provar o contrário e impedir que a penhora seja convertida em penhora definitiva.

Então o que tem de fazer mal receba a notificação da penhora, é juntar toda a documentação que possui e fazer prova de que comprou a viatura de forma legal e que na data da compra, a viatura não possuía qualquer registo de penhora. Essa documentação deverá ser enviada para o órgão que diferiu a penhora, alegando que aquela viatura não poderá ser objecto de penhora, porque na data da compra nada constava registado sobre essa viatura.

Depois de o fazer, só tem que aguardar a resposta dessa entidade. Caso a resposta não lhe seja favorável, pode sempre solicitar ajuda especializada, ou seja, um advogado, para lhe ajudar a ultrapassar este problema. Contudo, desde que o leitor faça tudo o que neste artigo foi explicado, a probabilidade de ter um problema deste é muito reduzida.

Muitas pessoas, por não adoptarem estes procedimentos, acabam por ficar com os seus carros penhorados, isto porque, o consumidor tem um ano, a contar da data de recepção da notificação de penhora para impedir a conversão da penhora.