Skyactiv. Reinventar a roda

mazda-620x350A próxima revolução da indústria automóvel pode acontecer pela mão da Mazda. Dá pelo nome de Skyactiv e, em vez de recorrer a novas tecnologias, aperfeiçoa algo conhecido há mais de um século: o motor de combustão.

Enquanto a generalidade dos construtores “dispersa” recursos no desenvolvimento de novas tecnologias, como as motorizações híbridas ou elétricas, com resultados dispendiosos e ainda pouco atrativos para a maioria dos consumidores, a Mazda opta por uma abordagem mais pragmática: melhorar o velho e fiável motor de combustão. Para tal desafia algumas convenções ao propor o motor a gasolina com uma das taxas de compressão mais elevadas da atualidade, em contraponto ao diesel com a menor taxa de compressão do mercado.

A relação a reter é 14:1, alta para gasolina e baixa para diesel. No primeiro caso foi conseguida à custa de um novo desenho para os êmbolos, da utilização de um sistema de escape 4-2-1 e de injetores multiorifícios. Soluções necessárias para evitar a detonação, fenómeno caracterizado pela inflamação espontânea da gasolina e normalmente associado às pressões elevadas. Comparado com o motor de dois litros Mazda MZR, o peso desce em 10%, sendo acompanhado pelos consumos, 15%. Já o binário disponível nos regimes médio e baixo, onde os motores a gasolina não costumam ser brilhantes, aumenta em 15%.

Também com dois litros, o bloco diesel consegue uma redução de combustível na casa dos 20%, quando comparado com o atual 2.2 MZR-CD. Mas, talvez o maior ganho para o condutor seja a faixa de utilização mais alargada. A taxa de compressão de 14:1 permite utilizar o motor até às 5200 rpm, um regime pouco comum nos motores diesel.

Chassis e carroçaria foram revistos para alojar os novos grupos propulsores e poupar quilos na balança. A segurança e a rigidez torsional aumentaram graças ao incremento da utilização de aços de elevada e ultra-elevada resistência de 40% para 60%. Por último, as transmissões foram revistas, com a manual a oferecer um funcionamento próximo ao do MX-5, enquanto a automática passa a montar um sistema multidiscos dentro do conversor de binário. Pretende-se assim melhorar a resposta do veículo ao eliminar o característico escorregamento das transmissões automáticas na transferência do movimento do motor para a caixa.

O primeiro modelo a utilizar a plenitude da tecnologia Skyactiv será o CX-5, o novo SUV da Mazda que chega a Portugal em Maio. Num prazo mais alargado, o Skyactiv será extensível às renovações das gamas Mazda 6, Mazda 3 e Mazda 2, por esta ordem.

Fonte: turbooficina

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