Pneus recauchutados geram maior margem

pneus_recauchutados_thumb_medium400_267A Cátedra de Investigação e Formação sobre Pneus Recauchutados da Associação Espanhola de Pneus Reciclados (AER), Tratamento de Pneus Usados (TNU) e a Universidade Miguel Hernández (UMH) de Elche, levaram a cabo um estudo que demonstra que, através da produção e utilização de pneus recauchutados, é possível alcançar economias de energia e materiais entre 50% e 75%, bem como reduzir  as emissões de CO2 para a atmosfera. Gera-se assim uma margem maior para a cadeia de valor, incluindo para o consumidor final, além dos benefícios sociais e ambientais.

O mesmo estudo apurou que a produção de pneus recauchutados para ligeiros de passageiros exige em média menos 44,5% de energia, relativamente à produção de pneus novos  com idênticas características, representando uma economia de 10,5 litros de petróleo por pneu. Nos pneus de maiores dimensões, a poupança energética chega aos 69,6%, representando 98,3 litros por pneu. Em termos de emissões, a produção de pneus de ligeiros recauchutados implica menos 51,7% de emissões que pneus novos equivalentes, o que dá uma redução média de 32,8 kg de CO2 por unidade libertados para a atmosfera. Nos recauchutados para veículos industriais a redução média de emissões é de 69,1%, correspondendo a 234,3 kg de CO2 libertado por cada pneu.

Embora louvando o rigor académico e científico do estudo em questão, somos levados a crer que há um “detalhe” omitido, porque não está referido, que é a energia consumida para produzir a carcaça que é (re)utilizada na recauchutagem de pneus. Se assim for, os cálculos têm que recomeçar outra vez, porque as percentagens adiantadas no estudo estão todas inflacionadas, por via da energia que está na carcaça e não é referida.

Fonte: revista dos pneus

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