Portugal é o segundo país europeu com mais Mercedes

ng1317043_435x190A Mercedes-Benz conseguiu uma quota de mercado de 5,8% em Portugal, no ano passado, ficando muito acima dos 4,7% da média europeia. Só na Alemanha é que foram vendidos mais Mercedes (em percentagem do mercado) do que em Portugal.

No ano passado a alemã Mercedes-Benz vendeu 5.554 automóveis ligeiros de passageiros em Portugal, uma quebra de 20,8% face a 2008 – bastante melhor do que o mercado em geral, que caiu 37,9%, de 153 mil carros para pouco mais de 95 mil. No entanto, o equilíbrio da Mercedes esconde outra realidade menos conhecida. Do total de automóveis vendidos em 2012, 5,8% foram Mercedes, uma quota bastante acima dos 4,6% de 2011, e acima de quase todos os países da Europa.

Só na Alemanha, casa-mãe da Mercedes-Benz, é que a quota de mercado da marca da estrela é maior do que em Portugal. A informação foi revelada esta sexta-feira, em Lisboa, pelo presidente da Mercedes-Benz em Portugal, Carsten Oder, numa conferência de imprensa de balanço do mercado automóvel e perspectivas para 2013.

Também a Smart, outra marca do grupo Mercedes, tem resultados muito acima da média em Portugal. No ano passado foram vendidos no mercado luso 1.635 Smart, 1,7% do total do mercado automóvel. Essa quota é a maior do mundo em termos comparativos (três vezes superior à quota média europeia de 0,6%), e Portugal está mesmo no top 10 mundial de vendas absolutas. Ou seja, um mercado pequeno de um país pequeno registou mais Smart novos do que muitos países e mercados de dimensões maiores.

Expectativas ambiciosas

Apesar de cautelosa, a Mercedes tem a ambição de vender o mesmo número de carros neste novo ano. Como as pervisões são de queda das vendas, isso só pode significar uma quota ainda maior, «talvez 6,5%», indica Carsten Oder. Essa percentagem poderia colocar a Mercedes na posição 5º ou mesmo 4º do top de marcas mais vendidas, lugar que a concorrente directa BMW segurou em 2012, com 6.368 carros ligeiros vendidos e uma quota de 6,7%.

A estratégia, segundo a marca, vai assentar principalmente em dois lançamentos: em Abril chega o CLA, o coupé de quatro portas que deriva do Classe A; e sensivelmente na mesma altura é colocada à venda a nova gama ‘executiva’ E (sedan, carrinha e cabrio). O último modelo a chegar, o novo Classe S, interessa mais pelo posicionamento de topo e como ‘montra’ de novas tecnologias.

Marca lamenta ‘desistência dos eléctricos’

Carsten Oder afirmou na conferência de imprensa desta sexta-feira que o Governo deveria voltar a apostar, de alguma forma, nos carros eléctricos. «É uma pena que o Governo tenha deixado os apoios para os carros eléctricos», lamentou o responsável, lembrando que «sem qualquer tipo de apoio é impossível ter resultados neste segmento de futuro».

O presidente da Mercedes em Portugal, cargo que ocupa desde 2008, acredita que a aposta nos carros eléctricos é mais importante para o sector e para o país do que um regresso do incentivo de abate de veículos, que muitas marcas e a associação automóvel ACAP, gostariam de voltar a ver disponível.

Fonte: sol

Frio reduz autonomia dos eléctricos

FRIOTal como acontece com as baterias de arranque, as baterias utilizadas nos veículos eléctricos actuais perdem a sua capacidade de fornecer corrente eléctrica com o frio, devido à inibição das transformações físico químicas que estão na origem do fornecimento da corrente.

Este facto acaba de ser comprovado no Centro Tecnológico da DEKRA, após terem sido efectuados vários testes conclusivos.

Efectivamente, a -5º C as baterias de um Citroen C-Zero perdem quase metade da sua carga, considerando a carga normal acima de 22º C.

Os testes efectuados pelos técnicos da DEKRA foram realizados num banco dinamométrico de rolos.

A uma temperatura de 22º C, o carro conseguiu percorrer 138km, de acordo com o novo ciclo europeu de condução (NEDC).

A -5º C, o mesmo carro apenas conseguiu percorrer 65km (-53%), o que levou os peritos da DEKRA a lançar um aviso aos condutores deste tipo de carros, quando necessitarem fazer deslocações em pleno Inverno.

Para tornar as condições de teste mais realistas, os técnicos ligaram o sistema de climatização acima dos 22º C e o aquecimento do habitáculo e dos bancos frontais durante 10 minutos, com temperaturas negativas.

A verdade é que, para temperaturas normais da estação quente (> 22º C), apenas 56% da carga da bateria chega efectivamente à rodas, enquanto que no Inverno (-5º C) essa percentagem não ultrapassa dos 22%.

Além da perda da carga das baterias de alta tensão, as perdas de corrente entre o módulo de potência e o motor também são mais elevadas com o frio.

A travagem regenerativa permite recuperar alguma energia, mas desta energia recuperada apenas 56% chega realmente à bateria, em condições reais de utilização.

Estas conclusões parecem indicar que a mobilidade eléctrica em climas frios depende mais de tecnologias como a célula de combustível, do que das baterias actualmente disponíveis no mercado.

Fonte: jornaldasoficinas