E o futuro chegou: os primeiros comboios a hidrogénio do mundo moram na Alemanha

Vapor e água: são estas as únicas emissões dos dois comboios Coradia iLint, que têm depósitos aptos a realizar 1000 quilómetros. Os governos de Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega, Itália e Canadá terão demonstrado a intenção de colocar este tipo de comboios nas linhas nacionais até 2022

As cidades alemãs Cuxhaven, Bremerhaven, Bremervoerde e Buxtehude vão respirar melhor a partir desta segunda-feira. Os comboios tradicionais a gasóleo que percorriam aquela linha no norte do país foram substituídos por outros amigos do ambiente, que têm o hidrogénio como combustível, conta o “The Guardian”.

Vapor e água. São estas as únicas emissões dos dois comboios Coradia iLint, os primeiros do mundo a hidrogénio, que vêm equipados com células de combustível que produzem eletricidade através da mistura entre hidrogénio e oxigénio. O que é produzido em excesso fica armazenado em baterias de lítio, explica o diário britânico. Cada depósito permite percorrer cerca de 1000 quilómetros.

Os comboios são fabricados pela Alston e o respetivo presidente executivo garantiu que a empresa está pronta para produzir em massa. Outros 14 comboios juntar-se-ão àqueles dois e chegarão ao estado da Baixa Saxónia até 2021, sendo que as encomendas deverão alastrar a todo o território. A Alston diz que são comboios mais caros de adquirir, mas garante que compensa no dia a dia.

Os governos de Reino Unido, Holanda, Dinamarca, Noruega, Itália e Canadá terão demonstrado a intenção de colocar este tipo de comboios nas linhas nacionais até 2022.

retirado de expresso

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Carregar veículos elétricos começa a ser pago a 1 de novembro

A Galp optou por desligar completamente alguns Postos de Carregamento Rápido para evitar riscos de segurança relacionados com a deterioração de algumas fichas de carregamento

O secretário de Estado Adjunto e do Ambiente José Gomes Mendes anunciou que o fase comercial da rede de carregamento pública para veículos elétricos vai arrancar em novembro

Será mais tarde do que o previsto – apontava-se para até ao final do verão – mas o pagamento dos carregamentos de veículos elétricos na rede pública vai mesmo avançar. Quem o garantiu foi José Gomes Mendes, secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, durante o Lisbon Mobi Summit, que decorre em Lisboa.

No entanto, ainda não foram indicados quaisquer valores para os carregamentos. segundo José Gomes Mendes, citado pelo Motor24, os tarifários dos operadores serão revelados durante outubro. Recorde-se que a rede Mobi.e prevê a interoperabilidade dos postos de carregamento e cartões, o que significa que caberá aos utilizadores escolherem o operador de acordo coma as condições que considerem mais favoráveis.

Os representantes dos utilizadores de veículos elétricos têm vindo a exigir o início do pagamento de modo a garantir uma utilização mais racional da rede bem como a instalação de mais postos.

Retirado de exame informática

Descoberto o segredo para ter hidrogénio barato como combustível automóvel

O hidrogénio tem sido avançado como um potencial substituto para a gasolina e o gasóleo nos automóveis há várias décadas, mas a sua implementação em larga escala tem sido constantemente adiada. Embora tenha a vantagem de poder ser reabastecido rapidamente, ao contrário das baterias de lítio dos carros elétricos, e de ter igualmente poluição zero. No entanto, requer medidas adicionais de segurança no armazenamento, e o custo de produção não é dos mais baixos. Mas este último problema já vai poder ser resolvido.

O cobre é o elemento secreto que faltava para fazer com que o hidrogénio seja acessível a todos, como foi revelado num estudo publicado na revista científica European Physics Journal. Um grupo de cientistas da Universidade de Innsbruck, na Áustria, criou um novo modelo que descreve a interação entre agrupamentos de átomos de cobre, que servem como catalisador para a produção de hidrogénio ao quebrar moléculas de água nos seus componentes básicos.

O trabalho teórico indicava que água, quando absorvida por partículas de cobre, transformava-se de forma espontânea numa camada de hidróxido (OH), libertando o outro átomo de hidrogénio sob a forma de gás. Na experiência prática, a equipa liderada por Stefan Raggl conseguiu sintetizar compostos de água e cobre, usando partículas ionizadas de hélio, que depois produzem hidrogénio de forma natural.

Além de facilitar o uso de hidrogénio como combustível em veículos automóveis movidos a célula de combustível, este processo também abre a porta para outras aplicações, industriais, comerciais e médicas, incluindo lubrificantes, tinta para impressoras e sondas luminescentes.

Retirado de motor24

Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

Dizem ser a Route 66 lusa pois tal como a estrada americana, a Estrada Nacional 2 “rasga” o país de ponta a ponta. É uma aventura esta estrada património.

Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66
Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

 A Estrada Nacional 2. Há quem diga ser a Route 66 lusa, até porque, tal como a estrada americana, a EN-2 “rasga” o país de ponta a ponta. Siga numa aventura pela estrada património.

Quando alguém afirma que a Estrada Nacional 2 (EN-2) é a Route 66 de Portugal, há sempre outro alguém que depressa corrige: afinal, uma tem quase 4.000 kms e outra pouco mais de 700… Mas não é a extensão de ambas que as aproxima. Antes o facto “rasgarem” países a meio, percorrendo paisagens distintas e revelando verdadeiros segredos.

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E, tal como a Route 66, a EN-2 é uma viagem “per si”. Além disso, apesar dos incêndios que atingiram a zona mais central da estrada, e de se cruzar com áreas cujo verde desapareceu, a EN-2 continua a oferecer natureza sem fim.

Estrada Nacional 2: 700 kms de pura beleza

O quilómetro zero desta viagem está marcado em Chaves, cidade transmontana, bem pertinho da fronteira com Espanha, ainda com um pouco de costela mirandesa. Por terras de Trás-os-Montes são as montanhas que mais marcam a paisagem, e a estrada vai serpenteando por estas. Primeira paragem a não perder fica ainda no concelho: Vidago, onde é imperativa uma visita ao parque centenário homónimo.

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A viagem prossegue entre uma certa agrura da serra e montes verdejantes. Para quem gosta de conduzir com tranquilidade, esta é uma estrada a cumprir. No entanto, nem sempre as condições do asfalto se revelam as melhores, por isso, há que ter cuidado (tanto nesta região como até ao fim do percurso).

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A passagem por Vila Real também merece alguma atenção, mas o que é de tirar o fôlego são as paisagens de socalcos de vinhas que se seguem, pelo Alto Douro, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, até Peso da Régua. Além de que há tempo e espaço para alguma diversão, tirando partido das curvas e contracurvas.

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O país esculpido a pedra e granito vem a seguir, com passagens em Lamego, Viseu, Tondela, Santa Comba Dão… Até que se inicia outro país, ainda acidentado, mas mais verde, onde imperam vastas zonas arborizadas: Penacova, Vila Nova de Poiares, Vila Nova do Ceira, Góis.

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Por aqui também é de perder algum tempo e, se o tempo estiver quente, descobrir uma ou outra praia fluvial. Mas, se o convite a mergulhos for despropositado, por esta região também é possível ser surpreendido pelas muito bem conservadas aldeias do xisto (Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena).

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A partir de Góis e com Pedrógão Pequeno como destino, chega-nos a zona do Pinhal e das grandes albufeiras, como a do Cabril. Pelo caminho, voltam as curvas sinuosas e alguns troços em mau estado.

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E por aqui também há paragens obrigatórias: no alto da serra do Açor, de onde se tem uma visão impressionante (se for com tempo, na Portela do Vento, antes de cortar à direita pela EN-2, siga em frente e descubra outra aldeia emblemática: Fajão), ou junto à placa da Picha, aldeia do concelho de Pedrógão Grande (os nomes “estranhos” sucedem-se por isso tome atenção às placas).

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Até Pedrógão Pequeno ainda há outro ponto de beleza avassaladora ao cruzarmos o rio Zêzere pela Barragem do Cabril. Depois daqui, desviamos caminho em Vila de Rei, para registarmos a passagem no Centro Geodésico do país, que marca o local mais central em termos de coordenadas e de onde se tem uma visão extensa do coração do país.

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À medida que vamos avançando para sul, o verde denso, sobretudo da enorme mancha de pinhal e de eucaliptos que, mesmo depois dos fogos, continua a caracterizar a região, vai dando lugar a uma paisagem mais aberta. Para trás ficam as beiras; aguarda-nos o acolhedor Ribatejo, com paragem obrigatória em Abrantes.

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Depois, é cruzar o Tejo e prepararmo-nos para entrar em Ponte de Sor e, depois desta, para o dourado das planícies alentejanas e para o típico casario alvo, delineado a azul ou amarelo.

É difícil escolher sítios onde parar; todos parecem convidativos e em qualquer um há um petisco (esta também deve ser uma viagem gastronómica!) que faz brotar dois dedos de conversa.

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A estrada faz-se agora de retas a perder de vista, à medida que se cruza os distritos de Évora e de Beja. Neste distrito, destaque para o facto de a EN-2 cruzar a localidade de Castro Verde e, mais à frente, de Almodôvar.

Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

E é a partir daqui que a estrada se transforma em Património, classificação que data de 2003. Ao longo deste troço, de quase 60 quilómetros, até S. Brás de Alportel, tudo parece saído de um filme dos anos de 1930 – exceto que aqui não há lugar a preto e branco, mas antes a muita cor!

Conheça a Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

Tudo ao longo deste traçado foi recuperado para que se sinta o valor histórico do caminho: a sinalização, as casas de cantoneiros, as áreas de descanso… É também aqui que acabamos como começámos: com as curvas e contracurvas da Serra do Caldeirão que tornam a viagem um pouco mais longa, mas também mais divertida.

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O quilómetro 737, já em Faro, e com o mar quase à vista, marca o fim da viagem.

Retirado de ncultura

Londres só vai autorizar carros elétricos no centro da cidade

O governo local de Londres vai fazer uma experiência em que vai banir todos os automóveis com motor a gasolina e Diesel do centro histórico da cidade, oficialmente conhecido como Cidade de Londres ou “The City”. A nova Zona de Baixas Emissões vai afetar grande parte do centro histórico, e apenas carros 100 por cento elétricos ou híbridos plug-in, que podem fazer grandes percursos na cidade sem ligar o motor a gasolina, vão ser autorizados a circular nesta zona.

Londres já estava a planear introduzir esta Zona em abril de 2019, mas a responsável camarária pela qualidade do ar da cidade revelou que não era suficiente para se manter dentro dos limites máximos autorizados de poluição. A Zona de Baixas Emissões foi originalmente concebida para manter os veículos a gasolina mais antigos que Euro 4 e Diesel mais antigos que Euro 6 longe do centro da cidade, obrigando os seus proprietários a pagar uma taxa diária de 12,50 libras, em efeito durante 24 horas por dia e sete dias por semana. A nova zona “zero” destina-se apenas ao centro histórico, e vai implicar a proibição total a qualquer carro que não possa circular em modo elétrico.

Esta proibição deverá ser aplicada apenas a veículos de passageiros, e não deverá afetar os veículos comerciais ou transportes públicos, que não foram mencionados. A frota de táxis já é elétrica, mas muitos dos autocarros de dois andares ainda circulam unicamente a gasóleo, e o programa de substituição da frota originalmente proposto por Boris Johnson foi interrompida por Sadiq Khan.

Durante a fase de experiência, vai ser medido o quanto isto afeta o acesso dos cidadãos locais e quanto pode melhorar a qualidade de vida na cidade. A Cidade de Londres costuma ter acumulação de óxidos de azoto na atmosfera que é superior ao dobro permitido pela União Europeia.

Retirado de motor24

Fixe estes símbolos: pode vir a precisar deles para abastecer o carro

A partir de 12 de outubro as bombas em 35 países da Europa passam a ostentar novos símbolos padronizados para o gasóleo, gasolina e combustíveis gasosos.

Dentro de três meses os cerca de 3 000 postos de combustível de todo o País terão de ter, afixados nas medidoras e nas agulhetas, novos símbolos harmonizados a nível europeu que identifiquem o tipo de combustível e permitam ao consumidor escolher o mais adequado para a sua viatura e evitar confusões no momento do abastecimento.

Em causa está a aplicação da NP EN 16942:2017, a norma portuguesa que dá corpo a uma diretiva segundo a qual todos os postos de 35 países da Europa e as novas viaturas passam a ter de apresentar, a partir de 12 de outubro, estes novos identificadores de combustível, com formas geométricas distintas e informação numérica associada ao teor de biocombustível presente no produto. O objetivo é tornar claro para qualquer viajante na Europa, independentemente do país onde esteja, qual o combustível a utilizar, além de promover os combustíveis ditos “alternativos”.

Assim, as gasolinas passarão a estar identificadas por um círculo com a letra “E” (de etanol), os gasóleos por um quadrado com a letra “B” (de biodiesel) e os produtos gasosos por losangos com a sigla de cada combustível. Consoante o teor de biocombustível presente (em percentagem), as gasolinas podem ser identificadas como E5, E10 e E85 (5%, 10% e 85% de etanol presente), enquanto nos gasóleos como B7 e B10 (7% e 10% biodiesel presente). Já o diesel parafínico é identificado por XTL. Nos combustíveis gasosos há quatro designações: CNG (gás natural comprimido), H2 (hidrogénio), LNG (gás natural liquefeito) e LPG (gás pressurizado líquido).

Além dos postos de abastecimento – onde os símbolos vão conviver com as marcas comerciais que as empresas já usam, não as substituindo -, muitos dos carros produzidos nos últimos anos já apresentam o símbolo (ou símbolos) correspondentes ao combustível que suportam. No caso da gasolina o identificador mais comum nos postos deverá ser o E5 e o B7 no caso do diesel, explicou à EXAME José Alberto Oliveira, diretor técnico da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro).

“As alterações resultam de algumas reclamações de clientes que chegavam a cada posto e não conseguiam identificar os produtos, embora houvesse um standard em termos de cores. O CEN [Comité Europeu para a Standardização] decidiu constituir um grupo de trabalho para a identificação, facilitando o abastecimento aos clientes,” referiu aquele responsável. Assim, um automobilista português em viagem que tente abastecer, por exemplo, na Polónia, só precisará de fazer corresponder os símbolos da agulheta aos do depósito.

Fonte da Galp disse à EXAME que a petrolífera tem em preparação a aposição desta sinalética aos seus postos de combustível. Alguns daqueles postos já ostentam atualmente os símbolos na medidora e na agulheta de combustível. No caso do gasóleo, a etiqueta aposta é a B7; a gasolina 98 está identificada como E10 e a gasolina 95 octanas como E5.

A Repsol garante que a norma não vai implicar mudanças para os consumidores e que tem apenas objetivos informativos. “Esperamos concluir a implementação nos 462 postos de abastecimento de marca Repsol em Portugal no próximo mês de outubro,” disse à EXAME fonte daquela petrolífera.

A BP e a Prio também foram contactadas para perceber em que ponto está a instalação naquelas gasolineiras mas, até ao momento, não foi possível obter resposta.

A Apetro fez parte do grupo de trabalho que em Portugal que, no âmbito da comissão técnica de produtos petrolíferos, esteve na génese da norma portuguesa (NP EN 16942:2017). “Acelerámos muito estes processos, tentámos traduzir o mais rapidamente possível para as companhias também começarem a fazer o seu trabalho,” acrescentou José Alberto Oliveira .

A norma já está publicada desde setembro do ano passado e a operação, do lado das gasolineiras, já está a decorrer, com a produção dos símbolos a afixar nos pontos de venda. Além disso, em setembro estará nas ruas uma campanha preparada pela FuelsEurope e traduzida e adaptada para Portugal pela Apetro e pela ACAP para explicar este novo sistema de identificação.

“Esta campanha de divulgação praticamente nem seria precisa, porque o próprio mercado se ajustaria. É uma alteração que as pessoas vão ver, se calhar olham para uma medidora e reparam que há mais um símbolo que lá está. Mas é de toda a justiça que lhes seja dada uma informação,” admite o responsável, que já deu conhecimento da campanha à Anarec e à APED, cujos associados gerem em conjunto cerca de mil postos de combustível.

Retirado de visão

Carros antigos importados pagam mais IUC do que veículos nacionais

(Pedro Zenkl/Agencia Zero)

Tribunal de Justiça Europeu entende que Portugal está a favorecer a venda de veículos usados nacionais.

Os carros antigos importados após 1 de julho de 2007 estão a pagar mais IUC (imposto de circulação) do que os veículos nacionais com a mesma idade. Vários contribuintes já ganharam ações judiciais relativas a esta situação e até o Tribunal de Justiça Europeu já foi chamado a pronunciar-se sobre esta matéria.

O tribunal europeu entende que Portugal está a ir ao arrepio das disposições fiscais europeias, ao não ter em conta a data da primeira matrícula dos automóveis, adianta esta quinta-feira o jornal Público. Em Coimbra, por exemplo, foi interposta uma impugnação judicial do pagamento do IUC sobre um automóvel importado do Reino Unido matriculado pela primeira vez em 1966 e importado para Portugal em 2013.

O Código do IUC determina que os veículos ligeiros de passageiros estão isentos de IUC se tiverem sido matriculados em Portugal antes de 1981; se os veículos forem matriculados noutros estados europeus antes desta data, estão sujeitos a impostos. Mas o montante a pagar é muito mais baixo do que se forem veículos importados depois de 1 de julho de 2007.

O tribunal europeu entende que Portugal está a favorecer a venda de veículos usados nacionais e, ao mesmo tempo, a desencorajar a importação de veículos usados idênticos. A revisão do IUC está nas mãos do Ministério das Finanças.

Retirado de dinheirovivo

Governo limita `carsharing` e `bikesharing` a 12 horas e 100 Km

Governo limita `carsharing` e `bikesharing` a 12 horas e 100 Km

O Governo limitou a 12 horas e a 100 quilómetros (Km) a atividade de partilha de automóvel (‘carsharing’) e bicicleta (‘bikesharing’), segundo o novo enquadramento legal hoje publicado e que entra em vigor em Dezembro deste ano.

O novo diploma, que entra em vigor daqui a 180 dias, altera a legislação de 2012 que regula as condições de acesso e de exercício da atividade de aluguer de veículos de passageiros sem condutor, conhecida por rent-a-car, passando a incluir outro tipo de contrato de locação de veículos: o regime de partilha de veículos, conhecido por ‘sharing’.

As atividades de ‘sharing’, passam a ser definidas como um modelo de negócio que coloca à disposição de um utilizador veículos de passageiros, com ou sem motor, para utilização pública, durante períodos de curta duração, tipicamente integrados nas soluções de transporte urbano e de curta distância.

“Entendem-se por períodos de curta duração e de curta distância a utilização do veículo durante não mais do que 12 horas, até que o mesmo seja libertado para uso por outro cliente, período durante o qual o veículo não deve percorrer mais do que 100 km”, lê-se no diploma.

Os interessados na atividade de ‘sharing’ vão ter de preencher quatro requisitos: ter um sistema eletrónico de reserva, dispor de uma linha telefónica permanente de apoio ao cliente, indicar o tipo de plataforma eletrónica a disponibilizar e disponibilizar antecipadamente aos utilizadores, na plataforma eletrónica, as cláusulas contratuais gerais que pretendam celebrar.

O Governo, no diploma, defende que a regra fixada para o cálculo do valor a cobrar pelo locador nos casos de devolução do veículo com nível de combustível inferior não se encontrava “devidamente densificada”, ficando dependente da discricionariedade de cada operador, o que tornava o contrato de aluguer pouco transparente para o consumidor, que desconhece antecipadamente qual o valor total expectável do preço exato do serviço.

“Assim, e na ausência de valores legalmente fixados, definidos e harmonizados, passou a ser exigido que esse valor seja proporcional face aos custos incorridos para o abastecimento”, explica o executivo no diploma.

O novo regime, hoje publicado, vai ser avaliado dentro de dois anos pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, em coordenação com a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, com o objetivo de ponderar os seus impactos.

O novo regime é também uma medida Simplex+ que visa desmaterializar, desburocratizar e simplificar os contratos de aluguer de veículos de passageiros sem condutor, dando a possibilidade de desmaterialização do contrato, que passa a ser emitido em suporte eletrónico.

retirado de rtp

Vendas de eléctricos. Alemanha ultrapassa Noruega

As estatísticas da Associação de Construtores Europeus de Automóveis, relativas ao 1º trimestre de 2018, revelam que a Alemanha é agora o país europeu onde se vendem mais veículos electrificados.

A Alemanha bate a Noruega porque conseguiu colocar mais híbridos plug-in. Nos 100% eléctricos, os escandinavos ainda superam os germânicos.

De acordo com os mais recentes dados disponibilizados pela Associação de Construtores Europeus de Automóveis (ACEA), a Alemanha ultrapassou a Noruega e é, em termos absolutos, o país europeu que mais veículos electrificados vendeu, no acumulado dos três primeiros meses do ano.

As estatísticas disponibilizadas pela ACEA (documento completo aqui) revelam que o mercado germânico totalizou, no 1º trimestre de 2018, vendas de 17.574 automóveis com algum tipo de electrificação, ao passo que os escandinavos se ficaram pelas 16.182 unidades. Em qualquer dos mercados, contudo, é de destacar o facto de os veículos eléctricos a bateria (BEV) superarem, em termos de procura, os híbridos plug-in (PHEV). Na Alemanha, os BEV alcançaram 9.127 vendas, enquanto os PHEV registram 8.447 unidades transaccionadas. Cenário idêntico na Noruega com, respectivamente, vendas de 9.694 eléctricos e 6.488 híbridos.

Mais do que aquilo que representam quantitativamente, estes números são interessantes pelo facto de indiciarem uma mudança de rumo no maior mercado automóvel europeu. Isto porque, obviamente, continua a existir uma diferença substancial entre Alemanha e Noruega, no que toca à proporção entre o número de carros mais amigos do ambiente em circulação e o número de clientes em cada um desses países.

Em Portugal, as vendas de automóveis novos electrificados atingiram, no primeiro quarto de 2018, as 1.520 unidades, das quais 726 BEV e 794 PHEV. Face ao período homólogo do ano anterior, os eléctricos registaram um incremento de 96,7% (369 veículos no primeiro trimestre de 2017) e os híbridos plug-in um crescimento de 104,1% (389, nos primeiros três meses de 2017). Ou seja, praticamente duplicaram.

Retirado de observador